de perdas de tempo |
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Confesso que eu não entendo a relação que muita gente insiste em estabelecer entre religião e ciência.
Pra começar, “religião” e “ciência” são apenas palavras. Inventadas por nós mesmos. São como dois sacos que a gente vai enchendo com o que acha que cabe em cada um. Sendo que nós – me desculpem os pretensos semideuses – somos apenas “nós”, com conhecimentos bem limitados sobre as coisas.
Mas tem gente que enche a boca e sai por aí dizendo: “Porque eu só acredito na ciêêêência!!!”. Como se a ciência tivesse sido criada por um tipo de deus. São os integristas científicos. Os fanáticos da ciência.
No entanto, imagino que os cientistas mais razoáveis sabem que a ciência nos trouxe e nos traz muita coisa boa, mas tem seus limites. Ou seja: a ciência também erra, e a ciência ainda não sabe tudo. E ponto.
E nós, com nossos pobres sentidos (tadinhos de nós), temos de deixar de ser tão arrogantes. A gente não consegue ver nem os micróbios que se arrastam sobre nossa pele, mas quer sair por aí dizendo o que existe e o que não existe no universo. O ser humano é risível.
Do outro lado, estão os fanáticos religiosos. Sem comentários. A melhor saída é ignorá-los sempre que possível. Eles não merecem nem a menção.
Agora, me digam uma coisa, eu preciso de um sacerdote ou de uma prova científica pra saber que...:
... o mundo se torna um lugar melhor quando a gente se ama e ama os outros?
... é mais agradável e útil pensar positivamente que negativamente?
... a gente se sente melhor sendo gentil que sendo grosseiro com os outros?
... perdoar a si mesmo e aos outros nos acalma o coração?
... em vez de ficar resmungando e lamentando os problemas, a gente deve ir lá e tentar resolvê-los?
... acima de tudo, a gente tem de agradecer, a cada dia, tudo o que tem, em vez de ficar pedindo, pedindo, pedindo como bebês chorões?
O resto não importa. Não importa se existe ou não Deus. Não importa se existe ou não reencarnação. E, sinceramente, na minha opinião, é uma perda de tempo procurar as “provas científicas” das “religiões”. Pra quê? Pra convencer os outros? Os outros têm o direito de acreditar no que eles quiserem. Por que a gente não consegue deixar os outros em paz? Coitados dos “outros”.
Quanto a nós, vamos ficar aqui, de braços cruzados, esperando uma prova científica ou um grande messias que nos garantam, por A+BxC, que a única lei deste mundo é o amor incondicional. Nesse meio tempo, vamos sentar e passar horas criticando os religiosos ou os cientistas. É uma atitude bastante prática. Aliás, eu acho que o mundo está precisando exatamente disso. Vocês não?
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