Isabela
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Contos
Por rosangela sa dos santos carneiro  adaleao@yahoo.com.br
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Isabela
A música começou a tocar, e ela em um canto do salão a esperar que alguém viesse lhe estender a mão e levá-la a dançar pelo salão. As moças em sorrisos a cochichar, e ela a olhar os rapazes se aproximarem e cada uma tinha seu par.
Noite tristonha e vazia para aquela mocinha que com os olhos a lacrimejar, ouvindo a melodia que soava no ar.
E a noite corria, as canções em seu coração doía, tentando disfarçar, as lágrimas que começavam a rolar.
Ao entrar no toalete, risos comentários. Começando a reparar as roupas, maquiagem, cabelos e adornos que as outras estavam a usar, olhando-se no espelho, queria entender.
Estava tão bem trajada no seu modo de ser.
Isabela, flor tão bela, desde seu primeiro baile tinha um sonho comum igual a todas as meninas de sua idade.
Hoje aos 19 anos não consegue entender, todo ano é sempre igual, o baile começa e termina, ela sempre sozinha.
Bela como era chamada carinhosamente pela família. A si mesma prometeu: não iria mais a baile algum, de nada adiantaria ninguém a olharia nem a tiraria pra dançar.
Começou então a estudar todo e qualquer tipo de dança, se formou e com a dança se realizou. E seu sonho? E aquele que a pegava pela mão? Ficou esquecido naquele coração!...
Hoje a dançar todos os olhares vão em sua direção, e, sempre tem alguém que lhe estenda a mão e ela desliza pelo salão. Grande bailarina se tornou, iluminado feliz, bate diariamente aquele coração que seus sonhos realizou. Com música e dança veio o amor e a vida de Bela, não podia deixar de ser tão bela, quanto ela.