Usuário    Senha 
|     

Armadilha da Noite

Imprimir E-mail
Estorias Por Gustavo Arruda Assinar feed do autor
auto-ajuda@recife.net

Em rua deserta e escura, não se deve confiar em estranhos, já dizia seu velho pai.

E, além de tudo, eram altas horas da noite. Apenas ele e uma criancinha de rua aguardavam o ônibus na parada.

Eis que vem chegando um negro, mal encarado, e pessimamente vestido, aproximando-se deles mesmo sem ter sido chamado.

Percebendo aquilo, segurou a valise com toda a sua fé em Deus, rezando para não ser molestado, ainda tendo tempo de conter um grito, para não assustar a pobre criancinha ao seu lado.

Contudo, tenebroso, o homem insistia em se aproximar, colocando-se estrategicamente por trás dele e do guri, pensando não estar sendo notado. Sem barulho manifestar ou alguma palavra falar. Aparentemente, esperava a hora certa de atacar.

Sua atenção para os suores da testa já competia com a do frio na barriga. E até a fala, mesmo que quisesse, não mais lhe obedeceria.

O ônibus não chegava e, como se não bastasse, agora chovia.

De repente, o pobre gurizinho disparou a correr, sem deixar de derrubar numa poça dágua o canivete enferrujado que escondia.

Foi quando o estranho finalmente falou: Estava tomando conta do senhor.

Comentários (0)add comment

Escreva seu comentário
menor | maior

busy

Salvar no:

Reddit!Del.icio.us!Google!Live!Technorati!Furl!Yahoo!


 
< Anterior   Próximo >