Usuário    Senha 
|     

Relatividade dos conceitos X Homo-mecânica

Imprimir E-mail
Estorias Por Ismael Cavalcanti Câmara Assinar feed do autor
ismaelcamara@bol.com.br

Relatividade dos conceitos X Homo-mecânica

Ismael Cavalcanti Câmara


Debatia-se com a concreta sensatez de novos conceitos e idéias relativos a sua realidade, como também, paralelo a isto, situava-se numa posição esgueirada em busca de novos preceitos capazes de satisfazê-lo. De tanto indefinhar-se em procuras, acabou por chegar no ponto final de sua missão ideológica. Num dia, sem data marcada, via-se à frente de uma determinada obra, cujas propostas do autor em muito se aproximavam de seus mais novos requalques e dúvidas. Batera de cara na experiência de outro que em um tenpo distinto ao seu houvera passado por obstáculos semelhantes. Ao cargo de repassador de experiências fez-se o destemido autor, que rotulado num papel a mapear o mau que lhe rodeava encontrou um caminho que não permitisse que outros se afundassem nas mesmas magoas suas. Este duvidoso ser de agora, perseguia com o olhar as supostas letrinhas “experientes” na sua frente, tentando de todas as formas sucatear de sua mente a dúvida que lhe acertava com ardor. Fazia-se neste momento oportuno, a reluzir em sua mente na seguinte questão - aceitar a nova resolução proposta por outro, ou não? Será que deviria ela ocupar o espaço aberto em minha mente ao esclarecimento que tanto procurava? Viu-se numa posição bastante suspeitosa, mas quando lembrava-se dos tempos que se utilizou na tentativa de arcar está questão da sua mente com respostas, estava agora, em sua frente, a mais pura aportunidade de lacrá-la como resolvida. Por fim, aceitou-a, acareando à sua pessoa uma proclamada “estabilidade emocional”, jurando-se também, mais aperfeiçoado por ter laçado mais um conceito alheio a seu bojo mental.
Seguiu este, por um caminho, talvez, lacrado numa previsibilidade estarrecedora . Coisa que de fato é costumeira por nossos dias. Tempo auto-proclamado “revolucionador da humanidade”; tempo de maquinária em demasia, forjado na perspectiva de rapidez para com nossos atos. Seja o que for, a lei que vale é a da praticidade. Instrumentos maquinários estes, não delimitam suas fronteiras de facilidades somente ao ambiente mecânico das fábricas. Toda esta idéia reluz-se de forma estrondoza, tornando resumidores quase tudo que nos rodeia. E se, somente fosse os atos puramente mecânicos que praticamos aliados a elas, sem maior significação, seria contentador. Culpadas são por montar nova significância ao dito “esforço”. Forjaram esta palavra como se possuísse ela, somente, uma idéia. Toda esta dinâmica faz com que as pessoas não limitem as fronteiras do que deve ser alcançado alheio a qualquer tipo de vetor que as ajudem, fazendo-as meras máquinas copiadores de ações, idéias e atitudes. Isso mesmo, não tenha dúvida, o conceito da maquinaria traduziu-se também a nossos afazeres mentais, lapidou a nossa capacidade mental em forma a seguirmos por caminhos pouco pensantes. Vetores que pouco caminhamos à sentido de formar preceitos próprios. Artificiais são eles, que apenas se comportam como destruidores de nossa auto-afirmação e confiança.
Se tentar achar a relação profundamente indireta que todo este emaranhamento de conceitos guarda com a sitação feita a início de conversa, posta a exemplo acompanhada a um ser que passa por situação normal a todos nós. Calcateava-se em dúvidas, quais que fossem, num sentido que fazia-lhe num ser constante na forma de buscar uma idéia ou pretensão que as saciasse sua mente. De forma resoluta, quando viu-se de cara a resposta, propriamente, não vista por ele, logo a endereçou em sua cabeça. Atitude que não mais o fizera catar por informações em tempos futuros, e consequentemente, gastar tempo na tenttiva de encontrar a resposta por si próprio. Todo o consenço de poder reflexivo que tinha foi apagado. Fora ainda, o senso crítico que, em atitudes parecidas, vai sendo, aos poucos, amarrado a distância de seus interesses, ou seja, tudo, que como uma grande pizza, ele digeriu no mais novo e revolucionário sistema digestivo de sua cabeça, e ao menos, apresentou a mínina indigestão.
Margeio por um problema que em muito tem atingido as pessoas, um agravante que pouco as têm dado liberdade de se auto-proclamaram seres pensantes. Fosse quem fosse o “cozinheiro”, nada que nos deparamos em nossas vidas deve ser proclamado supostamente “verdade única” , e por conseguinte, agirmos de forma a lacrar toda idéia numa aceitação fácil e sigelosa. Outros, que agindo como o citado, não forçam suas mentes na tentativa de relativar seus preceitos e idéias, não tentam sequer, propagá-los no ambiente que vivem, e pior que isto, apagam-os ao encontrarem-se com os que denominam, incondicionalmente, seres que pensam por todos, apontados como propagadores das verdades mundiais.
Ao nos colocarmos nesse papel de simples máquinas copiadoras de conceitos, ao aceitarmos, e os propalarmos na forma de nossas idéias, temos, apenas, contribuído de forma bastante significatica a mais pura e perfeita minimização de nossas capacidades como seres “racionais” que somos.. Diferentes somos, principalemnte, por esta nossa capacidade pensante devidamente concebida a nossa espécie. E temos mesmo é que prezar pelas cargas de idéias que trafegam por nossas cabeças.

Comentários (0)add comment

Escreva seu comentário
menor | maior

busy

Salvar no:

Reddit!Del.icio.us!Google!Live!Technorati!Furl!Yahoo!


 
< Anterior   Próximo >