Desejos
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Poesia
Por Olaf Lux Occulta  olaf@algosobre.com.br
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Um
relâmpago de desprezo, entôo de pudor enegrecido
Minha floresta implora por sua presença
Um beijo suave e frio reprova minha existência
Inocente loucura que enobrece meus sentimentos!
Siga
o caminho de sangue que se perde na penumbra
Pesadelos... negras formas ocultas em transe sem fim
Lobos chorando o puritano Arcanjo que desfalece
Eu
estarei...
Quando, na enluarada floresta de negros desejos,
Contemplará rastros de paixão, ódio e melancolia
Quando sentir o calafrio de minha presença
Eu estarei chegando...
Quando
a lua está acima do jardim,
Minha sombra florescerá aos seus olhos
Quando a floresta murmura o coro dos anjos
Eu estarei chegando para ti...
Quando
meus pecados enfeitiçarem sua alma
Sentirá o ardor que emana o odor das flores
Quando sentir sua carne deleitando o êxtase
Eu estarei ao seu redor!
Quando
erguer ao seus olhos um fantasma na neblina,
Sentirá meus braços, a misteriosa névoa que a encobrirá
Quando retirar
o negro véu da suplicante generosidade
Eu estarei diante!
Lascivas
velas anunciam sua chegada tardia
Devassas ninfas testemunham nosso crime
Banheira de sangue venoso, nosso leito
Ascendendo sua inocente luxúria em volúpia
Quando
sentir isso, minha amada,
Eu estarei nos seus desejos...