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Poesia Por Maurício Izelli Doré Assinar feed do autor
maudore@bol.com.br

Já faz muito tempo

E os minutos viraram meses

Por que paraste de falar?

Por que paraste de me olhar?

Ficaram tão distantes

Seus olhos antes azuis

 

Os fecharam tão rápido

E tua mão se escorregou

Antes me segurava com firmeza

Agora não mais a sinto

Pus minha mão em seu coração

Por que não mais as sinto?

Arderem no gelo

Do teu corpo duro

 

Por que dorme tão pesado?

Por que não mais me olhas?

Já faz tanto tempo

Por que continuas calado?

Paraste de conversar

Não me deste explicação

Me deixou tão sozinho

Sem a tua mão

 

Te levaram embora

Diziam: o lugar esta fétido

Dizia eu que precisavas de um banho

Ha muito que não o tomava

 

Perguntava por que tanto dormia

Diziam que havia ido para longe

Eu dizia: por que não ficas?

 

E voltou num colchão

Num cesto de madeira

Por que todos choram?

Por que todos rezam?

Gritava que estava dormindo

E me chamavam de louco

 

Tamparam seu céu estrelado

E ficaste no escuro

Sei que tens medo do escuro

Mais teu céu não abriram

 

E agora sujam teu cesto

De terra molhada

Por que minhas mãos atadas?

Por que te deixaram no escuro?

 

Quão grande a hipocrisia

Quão pequena a humildade

Se só eu que fiquei

Depois que foram

Se só eu que chorei por ti

 

Deito agora na grama molhada

Está tão longe de mim

A sete palmos de terra molhada

Por que te prenderam com nove pregos

De nove polegadas?

 

Os meses viraram anos

E você ainda dorme

Sei por que não te ouço

Sei por que ainda te sinto

Já faz muito tempo

E os minutos viraram meses

Por que paraste de falar?

Por que paraste de me olhar?

Ficaram tão distantes

Seus olhos antes azuis

 

Os fecharam tão rápido

E tua mão se escorregou

Antes me segurava com firmeza

Agora não mais a sinto

Pus minha mão em seu coração

Por que não mais as sinto?

Arderem no gelo

Do teu corpo duro

 

Por que dorme tão pesado?

Por que não mais me olhas?

Já faz tanto tempo

Por que continuas calado?

Paraste de conversar

Não me deste explicação

Me deixou tão sozinho

Sem a tua mão

 

Te levaram embora

Diziam: o lugar esta fétido

Dizia eu que precisavas de um banho

Ha muito que não o tomava

 

Perguntava por que tanto dormia

Diziam que havia ido para longe

Eu dizia: por que não ficas?

 

E voltou num colchão

Num cesto de madeira

Por que todos choram?

Por que todos rezam?

Gritava que estava dormindo

E me chamavam de louco

 

Tamparam seu céu estrelado

E ficaste no escuro

Sei que tens medo do escuro

Mais teu céu não abriram

 

E agora sujam teu cesto

De terra molhada

Por que minhas mãos atadas?

Por que te deixaram no escuro?

 

Quão grande a hipocrisia

Quão pequena a humildade

Se só eu que fiquei

Depois que foram

Se só eu que chorei por ti

 

Deito agora na grama molhada

Está tão longe de mim

A sete palmos de terra molhada

Por que te prenderam com nove pregos

De nove polegadas?

 

Os meses viraram anos

E você ainda dorme

Sei por que não te ouço

Sei por que ainda te sinto

Já faz muito tempo

E os minutos viraram meses

Por que paraste de falar?

Por que paraste de me olhar?

Ficaram tão distantes

Seus olhos antes azuis

 

Os fecharam tão rápido

E tua mão se escorregou

Antes me segurava com firmeza

Agora não mais a sinto

Pus minha mão em seu coração

Por que não mais as sinto?

Arderem no gelo

Do teu corpo duro

 

Por que dorme tão pesado?

Por que não mais me olhas?

Já faz tanto tempo

Por que continuas calado?

Paraste de conversar

Não me deste explicação

Me deixou tão sozinho

Sem a tua mão

 

Te levaram embora

Diziam: o lugar esta fétido

Dizia eu que precisavas de um banho

Ha muito que não o tomava

 

Perguntava por que tanto dormia

Diziam que havia ido para longe

Eu dizia: por que não ficas?

 

E voltou num colchão

Num cesto de madeira

Por que todos choram?

Por que todos rezam?

Gritava que estava dormindo

E me chamavam de louco

 

Tamparam seu céu estrelado

E ficaste no escuro

Sei que tens medo do escuro

Mais teu céu não abriram

 

E agora sujam teu cesto

De terra molhada

Por que minhas mãos atadas?

Por que te deixaram no escuro?

 

Quão grande a hipocrisia

Quão pequena a humildade

Se só eu que fiquei

Depois que foram

Se só eu que chorei por ti

 

Deito agora na grama molhada

Está tão longe de mim

A sete palmos de terra molhada

Por que te prenderam com nove pregos

De nove polegadas?

 

Os meses viraram anos

E você ainda dorme

Sei por que não te ouço

Sei por que ainda te sinto

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