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O filho da puta.

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Poesia Por josé roberto leite Assinar feed do autor
jrlvieira@hotmail.com

Sem mais nem menos a puta que pariu partiu
E o filho da puta se pôs a chorar
Prá onde foi a vadia ninguém sabe ninguém viu
E nem sabem se a vaca vai voltar!

O bastardo cresceu no meio da zona
Aprendendo tudo quanto foi putaria
Se tornou um garanhão sem dona
Chifrando todas aquelas que comia!

Mas eis que no meretrício apareceu
Um senhora que mais parecia um pavão
Procurando pelo bastardo filho do bordel
Sem dizer por qual razão!

O bastardo a perua então se apresentou
Sendo por ela agarrado e beijado
Sem entender nada a empurrou
Mostrando-se surpreso e inojado!

A velha empavoada tentava se explicar
Mas o garanhão de nada queria saber
Pois apenas gostava de mulheres novas prá transar
E ela estava bem abaixo das que gostava de ter!

Finalmente a emperequetada conseguiu
Explicar ao filho da puta o que ali queria:
Pedir que perdoasse a quem o pariu
E o abandonou em meio a putaria!

O filho abraçou a puta que o pariu
Depois de tão emocionada revelação
E sem palavras foi ele quem partiu
Deixando a mãe apenas com seu perdão!

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