Observo
a passagem do milênio
Onde a treva no cosmo da existência,
Faz da vida sem alma um proscênio
Com as cenas vazias da inexistência.
Até
mesmo no cérebro de um gênio
Que conhece a grandeza da ciência,
Se o amor no peito não faz incêndio
Fica sem luz o céu da consciência.
“A
passagem dos séculos me assombra!”
Sua aurora revela uma fria sombra
No vazio coração do homem insensível.
Encantado
com o bem material
Faz desprezo da vida funcional
Sem saber o valor de um ser sensível.