Os Bancos de Balanço
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Poesia
Por Sandra Helena  shdsantos@hotmail.com
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Ali, no meio do nosso caminho haviam os bancos.
Bancos de balanço que guardavam segredos
E amontoavam incertezas e desprezos.
Bancos de vergonha, de espera e risos
Onde eu ficava para ver meu esconderijo.
Foi ali naquele banco que eu pensei em te chamar.
Até usei o telefone, mas não conseguir avançar.
Você estava ausente, inerte e pouco presente,
Mas mesmo assim queria te ver e ficar mais contente.
Nos bancos fui poucas vezes
Por terem eles outros frequentadores,
Mas com toda a movimentação pensei que um dia
Poderíamos fazer parte daqueles rumores.
Ali, entre a nossa morada haviam os bancos.
Bancos que rangiam no vai e vem do amor
E enchiam de fantasia o coração do sonhador.
Pelo que não entendia que pela mesma alegria
Descobertas desagradáveis por ali viria.