Outono
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Poesia
Por Gilmar Leite  poetagilmar@algosobre.com.br
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Caíram
as folhas das ilusões inocentes
Sobre os rochedos da cruel realidade;
Pelando as árvores dos sonhos transparentes
Deixando os galhos com espinhos da saudade.
Secaram as flores dos delírios ardentes
Nos arvoredos líricos da ingenuidade,
Imaginando que os homens ficavam silentes
Pra ouvir o canto do uirapuru da verdade.
A imensa copa dos sonhos perdeu a estética
Deixando um frio tocar na minh’alma poética
Pelos fugazes ventos das desilusões.
O flamboyant tristonho das minhas quimeras
Vive esperando o verde de outras primaveras
Pra renascerem as folhas das ilusões.