Palavras II
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Poesia
Por Diego Coura  diegocoura@algosobre.com.br
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Palavras
sublimes encobertam sentimentos
Fazendo de minha
esperança efêmera, calamidade
No silêncio de
tua palidez repentina, sofrimentos...
A opacidade dos
teus olhos drena minha felicidade.
Luto contra minha
frágil vontade antes negada
E quando entorpecido,
me perseguem veementemente
Sensações sentidas,
minha pura inocência atada
Lamento por não
concretizar sonhos, tu estás ausente
Tuas palavras
não precisam ser ditas, mas sim
sentidas, como
a brisa de uma noite nebulosa de verão
Não temo tuas
palavras, que à maldade és afim,
Temo o que sentes
e demonstras pela sua tenra feição.
Palavras, sentimentos
expostos, verdadeiros ou não
Trágicas melodias
entoadas, pousando em mim
Tuas palavras,
dignas de repúdio, maliciosa ilusão...
Não consigo.
São correntes de desespero sem fim.