Pedaços de Vida
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Poesia
Por afonso jose santana  afonsojsantana@ig.com.br
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sou um verme
que anda no nada
numa folha pautada
numa casca quebrada
sou um nada!
Sou um grão de areia demente
No vasto deserto incandescente
Na areia escaldante
Decerto não sobreviverei
Continuo um nada!
Sou uma folha que cai
Da figueira alta e bela
Desço com cautela
Sou um nada que se vai!
Sou como o vento
Que sopra mar adentro
Sou o centro do redemoinho
Que pras profundezas se vai sozinho!
Sou como um pássaro
Voa livre, feliz e liberto
Mas o meu tempo é incerto
Sou um nada, um inseto!
Sou um miserável humano
Um farrapo em forma de vida
Sou pedaços de pano
Sou um nada; um instável!
;)