Selva Solidão
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Poesia
Por Danilo Leonardi  kiddudu@hotmail.com
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Barco de pedra,
Coração de leão,
Rugido de um jipe.
De longe não se ouvia.
Éramos mais que pedra,
Éramos mais que papel,
Éramos mais que o pensamento,
E até mais que o leão
Que de longe Me avistava
Na escuridão constante,
De minha antiga solidão.
A floresta Me adentrava,
Os pios Me devoravam,
As folhas silvestres
De luminosas Me cortavam.
Mais que um barco
Mais que um jipe,
Mas neles Me apegava,
Pois era o que Eu tinha,
E Eu não prestava
Já que não sabia Me usar.
Porque os leões
De longe Me percebiam,
E as pessoas iluminadas
nem de perto Me reconheciam?
Queria ser ouvido,
Pois queria falar,
Queria ter um projeto,
Para poder começar.
Sou inseto,
Sou voador,
Bato as asas rápido,
Rápido Eu sou.
As samambaias que Me cercavam,
Lançando esporos ao léu
Enfim Me prenderam e Me desesperaram.
Mas passou,
Como os pios,
Como os rugidos,
Como as luzes,
Como tudo que passou,
Mas algum leão
Neste imenso céu
Haverá de ter.