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Telhado de zinco

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Poesia Por rosangela sa dos santos carneiro Assinar feed do autor
adaleao@yahoo.com.br

À noite ao apagar o lampião
pelos buracos no telhado a lua
iluminava o chão, que enfeitavam
o velho barracão.

Pequena não entendia
ficava admirada a olhar
achando que a qualquer hora
a lua pelos buracos ia passar.

E assim adormecia
e, sempre que eu podia,
na casa da minha avó
eu dormia.

Quando chovia, o barulho
em cima do telhado,
mais parecia uma canção
de nostalgia.

E quando começava a chover,
eu a correr, de bacia na mão
aparando as goteiras
que caiam em todo chão.

O telhado de zinco
que me traz boa
recordação,
de uma infância feliz
mesmo sendo num barracão.

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