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Vinhajo

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Poesia Por Carlos Eurico Furtado de Arruda Assinar feed do autor
cefj2000@yahoo.com.br

deus está aqui, grita o homem
não era deus, adeus, o homem novamente
e no mesmo instante o vinho derrama a taça e embebeda
purifica as alegrias e amores, mortais e iguais
eternos dos seres ternos, apenas seres
dos céus o infinito, a visão
não está aqui deus, acalanta o homem
somente ele, sua fé o faz crescer
descobrir o profundo silêncio do conhecimento
e ergue a taça e louva a si o momento seu
vermelho, às vezes branco
é a vida que desce vivida pelos caminhos incertos e certos
até a certeza de um novo amanhã
ao acariciante recanto de prazer
com saber e calma sabendo a alma controlar
o percurso das estrelas pelas madrugadas de mãos dadas
com o mundo dos seres mesmo imundos
mas iluminados, profundos à luz intensa e real
pois ela é bonita e toma o vinho
e viaja para o além dos limites do universo
onde reside o inverso, o incompreensível
porém sensível a nós
o lugar para onde vamos
a viagem é longa, algumas pedras, alguns espinhos
e a vontade crescente de estar amando
por que não viajar? aventurar-se na noite
um copo de sangue, um brinde ao copo
o sangue é a vida e ele está escondido
no mais distante das mentes, sempre talvez
acontece, aconteça e só sei do reencontro
o mesmo vinho, os mesmo eles, o mesmo eu
viajo, deixo o meu ninho
e na embriaguez insolitário tomo o vinho
e vinho e viajo e começo a amar

Poesia publicada no Livro O GOZO SIDERAL DOS DEUSES – PARTE II: COM UN ISMO – 2002

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