A Eleição Brasileira
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Prosas
Por Rosimeire Leal da Motta  rosimeire_lm@yahoo.com.br
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Autora: Rosimeire Leal da Motta
* Este texto faz parte do meu livro, VOZ DA ALMA, publicado em novembro/2005 pela CBJE
* Participou da Antologia Novos Talentos da Crônica Brasileira -N.º 2- Editora CBJE-Abril/2006
Estamos às portas de mais uma eleição. O momento é de uma grande peça teatral. Sim, os políticos sobem no palco, põem suas máscaras, representam honestidade e prometem mudanças extraordinárias.
Os candidatos-atletas numa corrida desenfreada para tomar posse da primeira colocação, tentam derrubar os concorrentes, fazem trapaças, inventam mentiras e tornam público o que os outros fizeram de errado.
E então, os que se sentem atingidos, contra-atacam e ficam um jogando casca de banana no outro e os que vêm atrás, levam um escorregão.
Esta é a eleição brasileira, que é uma comédia e ao mesmo tempo um drama.
Quem quer votar?
O voto obrigatório é uma agressão à liberdade. Se pensar bem, não votar também deveria ser um direito. Como protesto as pessoas anulam seus votos ou votam em branco.
Qual é o melhor candidato?
Estes candidatos-atores, estão tão bem maquiados e fazem cara de santos, que quase convencem. Sim, porque ninguém se esquece do depois das eleições, passadas. O problema é que os políticos sofrem de amnésia. O candidato não se lembra de suas promessas, mas o povo não se esquece.
E o povo brasileiro se sente enganado. Ninguém agüenta mais esta representação teatral e se recusam a ser platéia de um ato que é uma agressão ao cidadão.
Mas a culpa é sempre do povo: O brasileiro não sabe votar. [Não é assim que dizem?]
Ou estão faltando candidatos de mais caráter?
Mas alguns candidatos parecem ser tão sinceros, que se ganham uma eleição deveriam receber um troféu, um Oscar, como melhor ator.
Lá vai o brasileiro, de título na mão e enfrentar uma fila rumo à forca.
Mas, quem será decepado... o Brasil.
Este país que já perdeu a cabeça tantas vezes, inclina-se mais uma vez na guilhotina, com um fundo musical do Hino Nacional Brasileiro:
... em teu seio. Oh, liberdade, desafia o nosso peito a própria morte! Oh, pátria amada, idolatrada, salve! salve!...
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