À beira-mar...
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Sonetos
Por Rafael Quintiniano da Silva Lopes  rafapasttheme@bol.com.br
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Vi-a, à beira-mar. Linda. E sorridente
Em vê-la, apenas admirava aquela
Deusa, a respirar o ar da tarde bela
Sob as rubras tintas do sol poente.
Vinham as ondas beijar os pés dela,
Recuavam após, timidamente...
E eu pensava [ah, meu Deus!] em tão somente,
Velar-lhe os sonhos como a noite vela.
Foi-se o dia. E eu, de improvisa paixão,
Quem sabe como o mar, também beijá-la,
Voltei à praia e procurei além...
Mas entristeci-me com tal visão:
De novo as ondas vinham procurá-la,
Ficamos sós... não havia ninguém!