Soneto ao vento
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Sonetos
Por Silva Neto  pegosine@enersulnet.com.br
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Sou de repente a chama,
Que acesa o espírito ascende.
Em cinzas desterra e tende.
Arde, queima e engana.
Não sou do tudo o nada,
Mas o que diria em verso.
Na mão meu pranto imerso.
Demagogo escondo d’amada.
Sou a chama de tudo,
Enfim! as vozes do mudo,
D’amor que nada sabe.
Vazio de quem ama,
Teus passos na lama,
Visão que não me cabe.
Pedro Gomes