Nem sempre o fluxo de caixa merece dos gestores a importância devida. Através desse instrumento a empresa poderá se preparar para administrar suas disponibilidades financeiras.

O conceito de fluxo de caixa é simples: anotam-se todos os créditos a receber e as obrigações a pagar. Mas seu controle precisa ser rigoroso, diário e metódico. Inclusive concomitante com a conciliação bancária.

Esse mecanismo financeiro ajuda a organização (dizemos organização quando estão abrangidas as com e sem fins lucrativos, como as ONGs) a prever seu saldo financeiro, que inclui caixa e bancos.

As empresas são criadas para gerar riqueza para os sócios ou acionistas. Para isso elas precisam produzir, comercializar ou prestar serviços. São necessários, então, a aquisição de insumos, matérias primas ou produtos acabados. Estes nem sempre são pagos à vista, assim como os clientes também pagam a prazo uma grande parcela dos produtos e serviços adquiridos.

 Mesmo com disponibilidades em caixa/bancos, muitos gestores preferem contrair empréstimos ou financiamentos (principalmente estes) no momento em que decidem ampliar seus negócios, seja reformando imóveis, adquirindo móveis, maquinários, peças e até mesmo outras empresas. Esta escolha se dá para que o empreendimento não se descapitalize e possa enfrentar problemas contingenciais com mais tranquilidade que outros que não se preveniram.

Com contas a receber de seus clientes, a pagar a fornecedores (inclui-se água, luz e telefone) e bancos (que também é um fornecedor - de capitais), além dos salários de seus colaboradores, as empresas necessitam possuir apurado controle de suas finanças. Imagine o gestor chamar seus colaboradores e dizer que descobriu na hora de fazer os pagamentos que não há dinheiro suficiente para cumprir essa obrigação. Revolta total. E fim de credibilidade junto ao mais importante parceiro, o funcionário.

Para que momentos como esses sejam evitados, os gestores deverão (como dito no início) lançar os direitos e obrigações da empresa num fluxo de caixa, atualizado constantemente, por ao menos uma vez ao dia. Mas isso só não basta. Com as informações em mãos é que são tomadas as decisões, sendo o mais sensato usar o princípio da prudência.

Deve-se levar em conta que todas as obrigações serão pagas em dia, mas nem todos os direitos serão recebidos na data combinada. Para isso, toda empresa deverá possuir estudo mostrando o nível de inadimplência. Desta forma, na data combinada, dia 15 por exemplo, lança-se R$ 100,00 e imediatamente o redutor de 5% (outro exemplo) como provisão para devedores duvidosos. Mesmo que haja certeza absoluta que aquele cliente nunca atrasa. Nunca atrasou, mas... Precaução e caldo de galinha não fazem mal algum.

Com o fluxo de caixa bastante confiável, os gestores poderão optar por buscar aqueles recursos que poderiam alavancar a empresa em bancos ou esperar um melhor momento, pois seu amigo (fluxo de caixa) está dizendo para esperar um pouco mais.

A utilização desse instrumento de controle financeiro é fundamental para garantir a boa saúde dos empreendimentos.