Compositor amazonense (23/11/1919-27/3/1989). Sua obra oscila entre as influências do folclore e as experiências musicais de vanguarda. Cláudio Franco de Sá Santoro nasce em Manaus e, ainda criança, aprende a tocar violino. Aos 12 anos ganha bolsa do governo amazonense para estudar no Rio de Janeiro.

Em 1933 começa a frequentar o Conservatório de Música do Distrito Federal, no Rio, formando-se em 1936. Em 1937 o conservatório o contrata como professor de violino. Começa a compor em 1938 e, em 1940, entra como aluno no Conservatório Brasileiro de Música e tem aulas com o músico alemão Hans Joachim Koellreutter, autor de música serial aleatória.

Sob a influência do mestre, começa a compor música dodecafônica. Ganha uma bolsa de estudos do governo francês em 1947 e muda-se para Paris. Passa a ter aulas com Nadia Boulanger e afasta-se do dodecafonismo.

Nesse período incorpora elementos da música folclórica brasileira a suas composições. Deixa o estilo nacionalista em 1960 e volta a compor música dodecafônica.

Retorna ao Brasil e, entre 1962 e 1965, organiza e dirige o departamento de música da Universidade de Brasília. Compõe Agrupamento em 10 (1966) e Tele Tonus Visione (1967), peças de música aleatória. Na década de 80 dedica-se a experiências de vanguarda, como os "quadros aleatórios", telas que ele mesmo pinta. Para cada uma, compõe uma música de conteúdo compatível com a imagem. Morre em Brasília.