Bandeirante paulista (1614?-1703). Não se conhece o local nem a data exata de seu nascimento, mas sabe-se que antes de 1671 já aprisionava índios no Nordeste, comandando um pequeno exército de homens armados em suas incursões pela mata.

Homem rude, mal fala o português, preferindo expressar-se na língua dos indígenas. Além de submeter ou aniquilar numerosos grupos nativos, é o responsável pelo extermínio do Quilombo dos Palmares. Acompanhado de Afonso Sertão, dirige-se ao interior do Piauí, chegando mais tarde ao Ceará e à Paraíba.

Entre 1680 e 1684 fixa-se na região do rio das Piranhas, na Paraíba, de onde parte para atacar os negros de Palmares. A tarefa de acabar com a resistência dos chamados quilombolas lhe é confiada pelo governador de Pernambuco.

O poder colonial organizara até então 15 expedições oficiais com essa finalidade, todas fracassadas. Após uma campanha que dura mais de dois anos e alterna derrotas e vitórias, consegue atingir o objetivo em fevereiro de 1694, com a ajuda de destacamentos enviados pelo governo pernambucano. Cinco anos depois recebe a patente de mestre-de-campo pelo êxito na expedição destinada a subjugar índios no Maranhão, no Ceará e em Pernambuco.