A natureza, aliás a mãe – natureza, tem dado provas irrefutáveis da importância da relação entre mães e filhos em todos os níveis, desde o de organismos mais inferiores até o maior nível de complexidade dos seres, representado pelos humanos, através de seu representante único, o Homo sapiens sapiens.

Sabe-se que o principal papel biológico dos organismos é a reprodução porque ela representa a perpetuação destes ao longo do tempo.  Por isso a natureza dotou todos os seres de atributos especiais que permitem que esta importante etapa da vida seja concluída com sucesso, e para que este sucesso seja atingido, a natureza determinou que um organismo em especial cuidasse para que sua espécie se perpetuasse: a mãe.

As mães de quaisquer espécies, de quaisquer seres, procuram primar para que seus filhos atinjam com sucesso uma vida estável e que consigam, assim como elas (as mães) conseguiram, dar continuidade ao fenômeno da vida, através da reprodução.

Até que os filhos consigam atingir maturidade suficiente com a finalidade de sobreviverem às intempéries da vida, como a busca pelo alimento, a fuga de predadores naturais, a busca de abrigo, as mães exercem um papel preponderante dando-lhes abrigo, alimentando-os e protegendo-os.

Este papel da mãe, muitas vezes não valorizado pelos seus rebentos vale-lhes a própria vida, como a de um inseto cuja fêmea permanece com os ovos em seu abdome até que os filhos saiam adultos, alimentando-os com o próprio corpo e custando-lhe a vida.  Uma mãe que literalmente dá sua vida para os filhos, pois abriga-os e alimenta-os de uma só vez.

É singelo perceber que as mães espalhadas pela natureza conjugam especialidades semelhantes no nobre sentido de permitir a continuidade de seu grupo, de sua espécie.  As plantas nos dão exemplos formidáveis de como dispersar sua descendência através dos embriões contidos no interior de sua semente que avidamente são expelidos por força de uma explosão, ou por estarem em frutos suculentos comidos por animais que as defecam em outros lugares, ou por serem tão leves que o vento as dispersa.  Valem todos os recursos para concluir com sucesso a sua perpetuação.

Pelos vários exemplos que a natureza sabiamente nos ensina devemos entender que as mães valem muito mais do que candidamente costumamos a atribuir-lhes.  Valem a nossa própria vida.  Valem, expressamente, a continuidade da existência de nossa espécie nesta fabulosa casa – a Mãe-Terra.