Uma pesquisa apontou que um em cada cinco estrangeiros vem a São Paulo por causa da saúde. A medicina entrou de vez na rota dos turistas. Só no último ano, alguns hospitais registraram um aumento de até 80% no volume de atendimento a pacientes internacionais.

Quatorze hospitais brasileiros, entre eles Sírio e Einstein, receberam um selo que dá a garantia a pacientes do mundo inteiro de que o hospital em questão atende aos padrões mais elevados da medicina internacional.

Em recente mapeamento das motivações que trazem os pacientes internacionais para o país, descobriu-se que na Europa e no Canadá o problema são as longas filas do sistema público de saúde, nos Estados Unidos a maior parte dos procedimentos não é coberta pelas operadoras de saúde. Para se ter uma ideia, um check-up completo aqui custa 3.000 dólares e lá custa 6.000.

Temos tudo para transformar o Brasil num polo de atração de pacientes estrangeiros, qualidade nos serviços, melhores preços e o atendimento são melhores que muitos outros países. O setor ganhou tanta força que o próprio governo federal organizou o chamado “turismo médico”.

Em outros países são vendidos pacotes de exames médicos que incluem viagens aos principais pontos turísticos do país. Ano que vem, será inaugurado o primeiro hotel-médico na Ásia, uma construção luxuosa de 260 quartos com spa, áreas de lazer e centro de conferencias.

Nós próximos três anos, 780 milhões de pessoas em todo mundo sairão de seus países para se tratar no exterior. Um negócio que vai movimentar 100 bilhões de dólares em todo o planeta.