É incrível como nos tornamos, dia após dia, uma sociedade de depressivos e desconectados. São famílias desestruturadas, relacionamentos fragmentados e profissionais que vão ao trabalho de forma absolutamente robótica, minimamente inspirados apenas pelos seus salários do fim do mês.

Diferente do que se poderia imaginar, o fato de vivermos hoje em um mundo onde somos submetidos a muito menos privações que no passado e onde já não temos que fabricar nossa roupa ou produzir o próprio alimento, não se converteu necessariamente em uma fonte de felicidade. Ao contrário, é até possível dizer que a depressão, enquanto pandemia, é fruto exatamente de uma época onde já não encontramos sentido naquilo que vestimos, comemos, com o que trabalhamos ou com as pessoas com quem nos relacionamos.

É como se estivéssemos nos tornando uma legião de sonâmbulos que permanecem em um estado de torpor induzido, não raro por remédios, tentando acreditar que, se comprarmos mais alguma coisa, seremos capazes de preencher aquele incômodo vazio existencial.

Mas o vazio continua lá e insiste em não ser preenchido. E não poderia ser diferente, afinal este vazio não pode ser ocupado por nenhum objeto, pessoa ou “mimo” que você resolva recorrer para tentar minimizá-lo.Ele, na verdade, é um chamado de sua consciência que clama por algo que está além daquilo que é material: a sua espiritualidade. Mas aqui incorremos em um novo problema, pois muitas ainda confundem espiritualidade com religiosidade, sem entender que as duas não são necessariamente sinônimos.

Espiritualidade nada tem a ver com uma crença, dogmas ou verdades absolutas. Ela é a sua capacidade de sentir a conexão universal que nos une e que dá sentido e ordem ao mundo em que vivemos.

Toda a nova ciência de nosso século, sobretudo a física quântica, está se rendendo a esta verdade, ao perceber que somos limitados em nossa capacidade de entender a realidade.É por esta razão que ciência e espiritualidade voltam, pouco a pouco, a andar de mãos dadas.

Uma pessoa espiritualizada não sente necessidade de dizer onde esta a verdade: ela a vive em cada um de seus passos, em cada gesto, palavra ou pensamento que gera.

Desenvolver a própria espiritualidade é a melhor resposta para encontrar sentido em uma sociedade onde o consumo virou a “grande religião”.
É uma resposta inteligente por que permite que você descubra, neste momento, que nada lhe falta, que você sempre esteve completo, apenas não percebeu isso.

Somos assim como um carvão que foi dormir e acordou diamante. O que o carvão desconhecia é que ele sempre foi diamante: só lhe faltava o tempo (maturidade) e pressão (aprendizado).

Todos nós cometemos o mesmo erro, pois nos vemos como o carvão, cheios de imperfeições e “sujos”. Não entendemos que, assim como o carvão já é o diamante, nós também somos perfeitos. O ferro não vira diamante, assim como você nunca virá a ser nada: você já tem e já é tudo o que precisa, é só uma questão de despertar sua espiritualidade para sentir esta verdade.

É por esta razão que empresas e organizações que investem no desenvolvimento da “espiritualidade organizacional”, ou seja, no sentido de conectividade de seus colaboradores, são mais preparadas para competir em uma época de enormes dilemas, incertezas e desafios, em que vivemos.

Nestas organizações, que inclui a organização familiar, os membros entendem melhor seu papel e percebem que aquilo que estão fazendo e produzindo tem sentido. Estão, por assim dizer, mais conectados.

A consciência é a origem de tudo aquilo que fazemos e da forma como agimos e a espiritualidade é o exercício contínuo da consciência. Invista em sua espiritualidade e você descobrirá todo o potencial que existe em você.

Assim você descobrirá também o quanto a felicidade é um subproduto da sua espiritualidade e consciência, encontrando um novo sentido para a sua vida e das pessoas que o cercam.