“La televisión es el primer sistema verdaderamente democrático,
el primero accesible para todo el mundo y
completamente goberando por lo que quiere la gente.
Lo terrible es precisamente lo que quiere la gente” (Clive Barker).

Quando o americano Andy Warhol profetizou que um dia todos teriam direito a 15 minutos de fama, jamais poderia imaginar que se estenderia à ave catartidiforme, vulgo urubu. Num início de noite de domingo, nesses infindáveis poucos minutos ele ocupou, como celebridade instantânea, o horário nobre da televisão - do grego têle =  “à distância”, e “visão” do latim visio = “ação de ver”, “imagem das coisas” (GOUGENHEIM e HÉROUVILLE apud RUIVO, 2006), quando já tinha aparecido em outro canal menos platinado. Esse asqueroso sanitarista da natureza, ainda bebê, despencou dos céus no terreno de um caipira no interior paulista, que, sem ter coisa melhor para fazer, resolveu adotá-lo com todos os dengues da estimação. Nesse palco, meio assustado com as luzes e o barulho da platéia, desajeitado se debatia em direção dos recantos mais escuros para fugir do assédio. Enquanto isso o apresentador dava ênfase como se tivesse diante de um astro do showbiz internacional. Flaubert (apud BOURDIEU, 1997) tinha razão: É preciso pintar bem o medíocre (p.27).

Como um urubu pode despertar tanto carisma? Pelos menos em mim foi de constatar, mais uma vez, o quanto o caríssimo espaço televisivo é desperdiçado com absolutas futilidades. Segundo Bourdieu (1997) se esses minutos são empregados em coisas fúteis são de fato muito importantes para ocultar coisas preciosas. O britânico John Logie Baird que, em 1923, descobriu essa técnica de transmissão de imagens animadas e sonorizadas, através de ondas hertzianas. Cuja primeira transmissão oficial só foi possível em 1935, devido a um transmissor instalado na Torre Eiffel, em Paris (RUIVO, 2006), certamente ficaria horrorizado com o que estão fazendo com a sua polêmica invenção.

Num país tão carente de cultura e conhecimento, uma televisão de última geração, ao invés de proporcionar um entretenimento saudável, criativo e inteligente, obriga o telespectador a encarar o grotesco: Uma ave horrorosa de nascença, além de “derrubada” pela sua condição cativa. Talvez o animador tenha querido inovar, sair do seu quadro de endeusamento dos atores da casa que o público já os vêem durante a semana nas novelas, para poupá-los do seu rico repertório de três perguntas: “É no pessoal?”, “É no profissional?”, “Está passando um filme na sua cabeça?”. Ele insiste que o telespectador não consegue discernir o ator, com sua vida pessoal, do personagem. Quem sabe seja ele próprio o primeiro a não separar a fantasia da realidade devido ao seu salário absurdamente astronômico para repetir as mesmas abobrinhas, há tanto tempo, o que só pode consistir numa ficção. Como diz Bourdieu (1997) a informação fornecida pela televisão, isto é, quase nada (p.24).

O famigerado animal também me fez parafrasear Lavoisier. Na televisão, em especial a brasileira, nada se cria, nada se perde porque tudo se copia, entre si e do estrangeiro. Há um nivelamento por baixo, que dá para suspeitar de uma acirrada competição para ver quem apresenta o pior, o mais esdrúxulo, porque o que importa é a audiência. Afinal, o bizarro sempre desperta curiosidade. É obvio que não faltam talentos nesse meio, até porque o brasileiro é muito “descolado” e inventivo, mas a busca da audiência fácil elimina opções criativas e de qualidade. Não se ousa ariscar, trazer o novo. Mas, em investir nos minguados e certos pontos já registrados. A televisão imita sem escrúpulos e constrangimento. Ou seja, o oportunismo e “o cinismo em detrimento da qualidade dos valores humanos” (LEVISKY, 2002). Com bastante lucidez, o excepcional ator de origem pernambucana, Marco Nanini (apud LEVISKY, 2002: 145) disse: A meu ver, faltam ideias novas na televisão. Ela mostra aquilo que é mais fácil e que tem audiência garantida.

No entender de Bourdieu (1997), a televisão se tornou hoje uma espécie de espelho de Narciso, um lugar de exibição narcísica (p.17). Mas a exibição e a vitrine são partes integrantes da sua natureza. Desprezível, é o fato de que a mesma se reduza a atividades ocas e irresponsáveis. O apego demasiado a imagem e a forma em detrimento do conteúdo. Como diz Levisky, (2002) emissoras de TV comercial em nosso meio têm sido um exemplo de desvio na qualidade, do material que veiculam revelando falta de compromissos aos impactos psicossociais que acarretam (p.24).

Atualmente, o dia começa com apresentadoras jovens ou nem tanto, quase todas louras, de expressões postiças, vazias, em quase todos os canais. Tais características se tornaram, praticamente, um padrão. Que se exibam, mas que também tenham algum dote que faça valer sua presença no vídeo, e não apenas a “cara de pau”. Afinal, para saber o que se vai dizer é preciso saber o que os outros disseram (BOURDIEU, 1997: 32). A Televisão dos gringos também não é lá grande coisa, mas por vezes consegue trazer à tona temas que exploram com cuidado, na intenção de passar alguma mensagem ou entendimento. No caso brasileiro, se não for as TVs culturais, pouco assistidas, parece não haver muito o compromisso com o que está sendo transmitido, mas apenas com a excitação de se mostrar.

Segundo Wolton (2006), ficamos há séculos isolados uns dos outros, e que a televisão é uma janela aberta para todas as culturas, e agora que nos aproximamos e enxergamos as diferenças teremos de aprender a suportar conviver com elas. Mas, uma coisa é o diferente, outra é a qualidade, outra ainda é a mesmice. De fato, a televisão “trás o mundo” ao cidadão sentado, confortavelmente, na sua poltrona, uma multiplicidade de culturas em tempo recorde, e de realidades que nunca ele estaria in loco. Mas a qualidade seja doméstica ou globalizada da Televisão deixa muito a desejar. O público brasileiro, por exemplo, fica sem opção porque a TV a cabo também é indigesta. Num desses canais, dois sujeitos metidos a intelectuais fazem umas críticas idiotas à programação do próprio canal, e às vezes são indelicados com o público que lhes telefonam. Num outro segmento dessa emissora, várias apresentadoras, quase todas conhecidas do grande público falam e se atropelam falando sobre assuntos sobre os quais não tem conhecimento. Mas, se dão ao luxo de “vomitarem”, irresponsavelmente, os seus achismos.

Uma delas que é um lago profundo de coisas odiosas, agressivas, pornográficas e obscenas, embora esnobe, é rasa de conteúdo, teve o topete de dizer: “É muito simples, quem não tiver gostando é só mudar de canal, e pronto”. Não, não é assim, o cidadão assina esses canais para ter, exatamente, uma opção prestável de laser. Nesse programa uma delas (muito culta) sempre deixa escapar algum pensamento filosófico, mas, as outras visivelmente competitivas, logo procuram desdenhá-la. Somente quando um grupo de homens entrou na “roda” para opinar, é que se viu algum conteúdo menos perecível.

Ainda nesse canal, uma excelente entrevistadora que tem estilo, e que antes de tudo parece ter sede de saber, e de “espremer” seu (s) convidado (s) em informações para seu público, por duas vezes cometeu gafes. Tentou fazer de alheios os seus extremamente íntimos e familiares, marido e filhos. Situações constrangedoras para o telespectador diante da superficialidade e falta de veracidade dessas entrevistas. Aspectos triviais da vida em comum foram travestidos de desconhecimento invulgar. Enfim, deixou explícita uma espécie de “nepotismo no marketing”.

A Televisão, talvez, devido à ânsia de audiência que se traduz em lucro passe por cima do seu papel de formadora de opinião, etc. Ela tem o poder tanto para conduzir o público para fins construtivos quanto para situações caóticas de conflitos. O povão se orienta e se vê pela televisão. Levisky, (2002) entende que a televisão possui um poder doutrinador e é um modelo de identificação de hábitos, costumes e comportamentos. A família não tem condições de tudo supervisionar e esclarecer, além do que se encontra enfraquecida (p. 153).

Parece não existir nenhuma exigência acadêmica, cultural para a função de apresentador, basta já ter no currículo alguma fama ou QI (quem indica). Diria que muitos são desengonçados e facilmente representados por perolas do humor, a exemplo de Tom Cavalcante, que faz confundir a imagem real com a caricatura. Para Bourdieu (1997) esses apresentadores tornaram-se pequenos diretores de consciência que se fazem, sem ter de forçar muito, os porta-vozes de uma moral tipicamente pequeno-burguesa, que dizem “o que se deve pensar” sobre o que chamam de “os problemas de sociedade”, as agressões nos subúrbios ou a violência na escola (p.65).

Quanto se trata de opinar, raramente, são os especialistas chamados para discorrem sobre temas do seu domínio. Bourdieu (1998) crê que todo mundo teria muito a ganhar se a lógica da vida intelectual, da argumentação e da refutação, se estendesse à vida pública (p.18). E como se a televisão não tivesse o objetivo de esclarecer, de informar, mas de preencher o tempo com qualquer coisa que esteja ao alcance da mão e que preste para dá a ilusão de que está atualizando. No entender de Bourdieu (apud BAUMAN, 2000), essa pseudocomunicação alimenta o “pensamento rápido”, que fornece a “fast food” intelectual.

E para compensar à carência ou ausência de consistência, nessa mistura alucinada homem/máquina, esse aparelho eletro-eletrônico “vê” e “fala” diretamente para o telespectador, preenche seus vazios e solidão, o trata como único, lhe dá importância. Por último, implora para que, enquanto rolar, em geral, os chatos e demorados comerciais, que ele não a deixe: “Agente volta já”, “Não saia daí agora”, “Não perca viu! É só um minutinho”, “Eu te vejo daqui a pouco”.

As novelas quase sempre repetem as mesmas histórias enjoadas com muita carinha nova e, para não desmoronar, enxertam com alguns “monstros sagrados”. Mas raramente trazem algum aspecto social que promova discussão, inquietação. E ainda acham que vale a pena ver de novo! A coisa já é tão manjada que as pessoas são conduzidas para apostar “quem vai ficar com quem”, ou “quem é o assassino” num leque proposital de potenciais suspeitos. Quando um personagem chama a atenção para uma questão controversa, de imediato um outro ignora ou desqualifica. Ou seja, o eco dessa última fala corta o broto da inquietação que poderia vingar. Com pertinência Rolnik (2001) diz que a novela coloca em cena experiências desestabilizadoras, porém anestesiando o desconforto, domesticando o estranhamento, apagando seu fogo problematizador, fazendo com tudo pareça voltar ao mesmo (p.22).

Mocinhos e banidos hoje já não apresentam mais pureza na estrutura que os compõem.  Se por um lado isso é positivo, porque quebra o maniqueísmo do “anjo” versus “demônio”, e deixa a ideia de um homem menos polarizado, com pré-disposição para essas possibilidades; por outro lado, parece haver uma confusão porque não mais fica claro quem deve ser punido ou gratificado, e isso é muito perigoso. Nas novelas mais atuais, o perverso, o criminoso, quase sempre termina endinheirado e “bem acompanhado” numa cidade chic. Isto, embora seja um dado da realidade, uma vez que é muito comum no Brasil devido à corrupção e a impunidade, mas não teria que ser reforçado neste imaginário.

Para alguns autores, é interessante, principalmente para as crianças e adolescentes que, o bem vença o mau, que os vilões sofram o castigo. Assim, afirma Bourdieu (1998): a televisão contribuiu, sem dúvida, tanto quanto as propinas, para a degradação da virtude civil (p. 12). Há um esfacelamento moral da conduta, pois qualquer dos meios que burle as leis e a ética justificam os fins. Ou seja, no sentido negativo do termo uma liquidez moral generalizada. A morte do Pai social, das autoridades, normas e leis.

Nessa ótica o jurista Borja (2006) diz que perdemos o sentido da civilização, bem como o apreço pelos valores espirituais, e que isso em parte se deve aos políticos que não tem um padrão de conduta com um mínimo de decência. Eu acrescentaria que nesse rol da degradação moral também está à maioria das famílias e das escolas. A qualidade humana está empobrecida e apodrecida. Não será por isso que se concede celebridade ao urubu? Para Bourdieu (2001), antes de lutar em defesa dos valores mais elevados da humanidade, é necessário que se defendam a singularidade destes, por serem os mesmos considerados mais universais.

A violência que a televisão mostra não é criada por ela, o sangue na telinha, corpos queimados e esquartejados, não são efeitos de figuração. A realidade é violenta mesmo, têm guerras, injustiças e absurdos que beiram o fantástico. Essa destruição e imoralidade globalizada devem-se a ambição desmedida, a falta de sanidade, a luta pelo poder e a tirania. O pecado da televisão em relação à violência é que ela intensifica nas cores e nas repetições, e torna as ocorrências mais trágicas e medonhas quando as mesmas já têm em essência estas comoções.

Nanini (apud LEVISKY, 2002) diz: Mas acho que essa discussão não leva a nada aqui no Brasil. Não é a primeira vez que se discute sexo e violência na TV, e até hoje nada foi feito (p. 145). No que é apoiado por Nogueira (2002) quando ressalta que a violência não poderá nunca ser expurgada por completo. E aqueles que a mantiveram em si ou a cultivaram terão força e o poder de, eventualmente, tiranizar o outro, sempre foi assim (p.167). Isto é um fato, mas não se pode deixar de tentar, nesse caso o telespectador é co-responsável. Talvez como catarse ou como parâmetro para avaliar que sua vidinha sem graça pode ser suportável porque no universo mostrado pela televisão existem outras mais drásticas, trágicas ou dramáticas. Então, se tem audiência é porque o público gosta, logo: Ele é conivente com esse tipo de exposição.

Assim como a novela, a notícia fica na superficialidade, não tem como proposta conscientizar o cidadão. Diz o senso comum que cada povo tem o governo que merece. E por que não, também a Televisão? Se a mesma é alienante e porque as pessoas não estão a fim de se mobilizar. Até porque o dia a dia pela sobrevivência as deixam exauridas. Penso naquele operário de fábrica que pega dois ônibus para o trabalho. Não seria exigir muito dele que seja um cidadão consciente? A consciência vem da reflexão, da leitura, e livro é caro, de tal modo que no Brasil é artigo supérfluo, porque para o povão o dinheiro só dá para a “cachaça” (para fugir desta realidade) e gêneros de primeira necessidade, e olhe lá! Então a saída é se contentar com a Televisão que se tem, e depois, os que têm essa consciência o que fazem? O que transformam?

Bauman (2000), diz que a televisão é guiada por índices de audiência e velocidade, mas a rapidez e a audiência de massa são inimigas do pensamento (p.110). E tem gente que, no ápice do seu ridículo abre a boca para dizer que não gosta de ler, e parece ter prazer em afirmar isto. Assim, o livro adquiriu características infames. Nem professor, que geralmente, ganha uma merreca, e que é obrigado a ficar atualizado, tem subsídio (não entendo porque a classe não reivindica!). No geral, e principalmente agora com a Internet, só sob a força da obrigatoriedade é que os livros saem das prateleiras. Com exceção para os best-sellers piegas dos Coelhos da vida. O jornal televisivo é, praticamente, o único meio de informação que os mais humildes têm acesso. Ribeiro (apud PAGENOTTO, s/d, p.31), se pergunta: Se o noticiário não fizer pensar, quem o fará?

É lamentável que o universo do jornalismo esteja sob a pressão do campo econômico por intermédio do índice de audiência (BOURDIEU, 1997: 77). Portanto, as informações são selecionadas em função das que têm maior valor de venda (MATHEUS apud PAGENOTTO, s/d, p. 31). Ribeiro (Idem) acredita que os noticiários da tevê passam mal na prova de ética. A começar pela pauta que é ruim e excluir assuntos fundamentais de interesse para a cidadania. A cobertura é superficial e raras vezes fornece uma gama razoável de fatos (p.31).

Mas o jornalismo nunca havia se prestado a um espetáculo cinicamente surrealista como no período eleitoral deste ano. Um ônibus super bem epuipado, de vanguarda, obviamente prateado, feito “Priscilla a Rainha do Deserto”, saracoteou a parte mais interna deste território, de sul ao norte, para saber dos brasileirinhos no percurso entre estas regiões, o que eles esperavam do futuro presidente, para confirmar o obvio: Comida, e contrariando os Titãs nem “diversão” e, muito menos, “arte”.

Parece que o cidadão tem uma tendência a julgar de modo extremo, de ser pouco temperante e imparcial, e esta Televisão cai como uma luva para essas descargas ou “anestesias” (ROLNIK, 2001) sociais. O brasileiro ainda é craque na artimanha no uso de dois pesos e de duas medidas conforme sua conveniência, o que é pior isso se dá em todos os níveis intelectuais. Para Wolton (2006), a TV é uma arte modesta, banal, cotidiana. Todo mundo assiste, fala dela (p.86). Talvez, devido a sua intromissão em nossas vidas. Agora, além do quarto, carro, celular, pode se ter a televisão nos óculos. Finalmente, come-se, dorme-se, anda-se com a televisão. Mas, quem foi que disse mesmo que a Televisão é uma porcaria?.

 

Referências
BAUMAN, Z. (2000). Em busca da política. Trad. M. Penchel. Rio de Janeiro: Zahar.
BORJA, C. (2006). “Perdemos o sentido da civilização”. Entrevista por SOARES, L. Veja, n. edição 1975, ano 39, n. 38, 27 set, São Paulo.
BOURDIEU, P. (1997). Sobre a televisão. Trad. M. L. Machado. Rio de Janeiro: Zahar.
BOURDIEU, P. (1998). Contrafogos: táticas para enfrentar a invasão neoliberal. Trad. L. Magalhães. Rio de Janeiro: Zahar.
BOURDIEU, P. (2001). Contre-feux 2. Paris: Éditions Raisons d`agir.
LEVISKY, D. L. (2002). Adolescência: pelos caminhos da violência. São Paulo: Casa do Psicólogo.
NOGUEIRA, L. (2002). Violência e cinema: monstros, soberanos, ícones e medos. Covilhã: Universidade da Beira Interior.
RIBEIRO, R. JANINE. (2006). In: Ciência e vida: Filosofia. Ano I, n. 04. São Paulo.  Falso ou verdadeiro? Por PAGENOTTO, M. L.
ROLNIK, S. (2001). Subjetividade e políticas no contemporâneo. In: Texturas da psicologia: Subjetividade e políticas no contemporâneo. MACHADO, L. D. et al (Orgs.). São Paulo:  Casa do Psicólogo.
RUIVO, Miguel. Repensar A Televisão: uma visão positiva sobre o papel da televisão como elo social, veículo de cultura e espaço de lazer. Disponível em: <http://www.labcom.ubi.pt/agoranet/04/ruivo-miguel-repensar-a-televisao>. Acesso em 14 abr. 2006.
WOLTON, D. (2006).  A diversidade no mundo globalizado. Entrevista por CLEMENTE, I. e TRAUMANN, T. Época, n. 426, 17 jul. São Paulo. Dezembro de 2006.