Refere-se às variações lentas do nível dos mares. O termo eustatismo, foi criado por Suess e pode se apresentar de dois modos: o primeiro chamado de positivo ou transgressões marinhas que consistem na invasão das terras pelas águas. O segundo é conhecido por negativo ou regressões marítimas, e se dá quando as águas se afastam da linha litorânea.

A água acumulada na forma de gelo nos continentes, promoveu regressões marinhas importantes no decorrer do período Quaternário. Esse fato é designado como eustatismo glacial, e também conhecido por eustatismo de deformação lenta dos fundos oceânicos, o qual representa o abaixamento ou o soerguimento lento do fundo da bacia oceânica.

A estocagem e a fusão do gelo sobre grandes áreas nos continentes, é que são responsáveis pelo fenômeno das regressões e transgressões marítimas.

Na Escandinávia, o aumento de gelo sobre determinada área provocou movimentos isostáticos de abaixamento; com isso hoje com a fusão do Inlandsis, há o levantamento contínuo no decorrer dos séculos. Nos EUA e Canadá, mais precisamente no Rio Columbia e também na África do Sul, a subsistência do substratismo, foi determinada pela grande carga de massa basáltica. Com isso Djalma Guimarães concluiu que; “a hipótese dos movimentos eustáticos” não explica os inúmeros fenômenos do movimento da crosta da terra, e sim oferecem uma visão falsa das causas reais. O glacioestatismo se contrapõe a isostásia, desconsiderando o fenômeno dinâmico do equilíbrio constante dos continentes e marés.