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Enem 2019 encerra inscrições nesta sexta

Hoje (17) é o último dia para os estudantes se inscreverem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. As inscrições podem ser feitas pela internet, na Página do Participante, até as 23h59.

A dica do Ministério da Educação é não deixar para se inscrever na última hora, pois são comuns os picos de acesso ao sistema de inscrição nos últimos minutos.

Também termina hoje o prazo para solicitar atendimento especializado e específico e para alterar dados cadastrais, município de provas e opção de língua estrangeira. No dia 22 será divulgado o resultado do pedido de atendimento especializado e específico.

Taxa de Inscrição

A taxa de inscrição para o Enem é de R$ 85. Quem não tem isenção deve fazer o pagamento, até o dia 23 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas e Correios.

Provas

Logo do EnemO Enem será aplicado em dois domingos, nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes responderão a questões de linguagens e ciências humanas e farão a prova de redação. Para isso, terão 5 horas e 30 minutos. No segundo dia, os estudantes terão 5 horas para resolver as provas de ciências da natureza e matemática.

Os gabaritos das provas serão divulgados até o dia 13 de novembro. O resultado sairá em data a ser divulgada posteriormente.

As notas do Enem podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Estrutura da prova

O exame ocorrerá em dois domingos: 3 e 10 de novembro. No primeiro dia, serão aplicadas as provas de:

No segundo domingo, dia 10 de novembro, será a vez das questões de:

Novidades da edição 2019

Neste ano, há as seguintes novidades:

Calendário

Fonte: Agência Brasil / G1 Educação

Capes suspende concessão de bolsas de mestrado e doutorado

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou nesta quarta-feira (8) que decidiu suspender a concessão de bolsas de mestrado e doutorado. O total de bolsas, as áreas de pesquisa e o valor congelado não foram divulgados.

A assessoria do órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC) informou ao G1 que o "congelamento" das bolsas se deu neste mês de maio. Em nota, a Capes diz que o sistema para geração de folhas de pagamento "permaneceu fechado para ajuste da concessão de bolsas" neste mês, o que, na prática, significa o "recolhimento de bolsas que estavam à disposição das Instituições". A Capes afirma, ainda, não ter o número exato das bolsas recolhidas.

Logo da CapsA decisão impede que novos candidatos recebam bolsas que tinham verba já liberadas e previstas para 2019. Segundo a Capes, o bloqueio não atinge estudantes cujos mestrados e doutorados estão em andamento. O valor mensal por estudante é de R$ 1,5 mil no mestrado e R$ 2,2 mil no doutorado.

As bolsas suspensas são parte da cota liberada pela Capes às universidades para destinação a novos candidatos, mas que ainda não foram atribuídas. Conforme estudantes que recebem bolsas concluem seus cursos de mestrado ou doutorado, a cota é liberada para destinação a um novo estudante. A parcela das cotas que ainda não haviam sido destinadas foi congelada.

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Inscrições para o Enem 2019 começam hoje (06/05); saiba como participar

Começam hoje (6), às 10h, as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. O processo será feito exclusivamente pela internet, até o próximo dia 17, por meio da Página do Participante. As provas serão realizadas nos dias 3 e 10 de novembro.

A taxa de inscrição custa R$ 85 e deve ser paga até o dia 23 de maio, de acordo com o cronograma do exame.

O participante terá até o dia 17 de maio para atualizar dados de contato, escolher outro município de provas, mudar a opção de língua estrangeira e alterar atendimento especializado e/ou específico. Após esse prazo, não serão mais permitidas mudanças. 

O candidato que precisar de atendimento especializado e específico deve fazer a solicitação durante a inscrição. O prazo para pedidos de atendimento por nome social vai de 20 e 24 de maio.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir ainda este ano pode usar as notas do Enem, por exemplo, para se inscrever em programas de acesso à educação superior, de bolsas de estudo ou de financiamento estudantil.

Logo EnemA prova também pode ser feita pelos chamados treineiros – estudantes que vão concluir o ensino médio depois de 2019. Neste caso, os resultados servem somente para autoavaliação, sem possibilidade de o estudante concorrer efetivamente às vagas na educação superior ou para bolsas de estudo. Esses participantes devem declarar ter ciência disso já no ato da inscrição.

Cartão

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibiliza, a partir de outubro, no mesmo site, o cartão de confirmação. O documento informa o número de inscrição e as datas, os horários e o local das provas. A recomendação do ministério é que o candidato leve o documento nos dois dias de prova.

Isenção

Mesmo quem solicitou a isenção da taxa precisa se inscrever. Estudantes que entraram com recurso relacionado ao pedido de isenção já podem verificar o resultado. As informações foram divulgadas na quinta-feira (2) no Sistema Enem. É necessário fazer login para acessar o resultado.

Três perfis de participantes têm direito à isenção na taxa de inscrição – estudantes da última série do ensino médio em 2019 em escolas públicas declaradas ao censo escolar; estudantes com renda familiar menor que um salário mínimo e meio por pessoa e que cursaram o ensino médio na rede pública ou com 100% de bolsa na rede privada; e estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica membros de famílias de baixa renda inscritas no Número de Identificação Social (NIS), com renda familiar mensal de até três salários mínimos ou de até meio salário mínimo por pessoa.

Fonte: Agência Brasil

MEC desiste de cortes em universidades por 'bagunça' e diz que todas sofrerão contingenciamento

O Ministério da Educação (MEC) recuou da decisão de penalizar com bloqueio de recursos especificamente universidades que promovessem "bagunça" em seus câmpus. Agora o mesmo contingenciamento planejado para elas será estendido a todas as universidades federais. Mas incidirá sobre a verba prevista para o segundo semestre do ano.

A decisão ocorre após a repercussão negativa das declarações do ministro Abraham Weintraub, que anunciou em entrevista ao Estado que a promoção de "balbúrdia" nos câmpus e de festas inadequadas ao ambiente universitário seria um dos critérios usados para a escolha das instituições afetadas pelo congelamento de verbas.

Três universidades já haviam sido alvo das medidas, segundo o ministro: a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Todas já haviam identificado desde a semana passada o bloqueio de 30% no orçamento para despesas discricionárias, usadas para custear água, luz, limpeza, e outros serviços, conforme confirmaram as próprias universidades.

Foto de Abraham WeintraubDe acordo com o ministro, as universidades que promovessem "bagunça" ou "evento ridículo" em vez de se preocupar em melhorar o desempenho acadêmico teriam recursos bloqueados. Conforme mostrou reportagem do Estado, as universidades onde houve corte de verbas tiveram melhora em um ranking internacional. O ministério avaliou, porém, que a decisão poderia ser questionada na Justiça e, por isso, decidiu recuar. O plano é aplicar agora o contingenciamento de cerca de 30% para todas as universidades do País até que a pasta publique regras mais claras para a definição de cortes.

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MEC cortará verba de universidades que não apresentarem desempenho acadêmico esperado

O Ministério da Educação (MEC) vai cortar recursos de universidades que não apresentarem desempenho acadêmico esperado e, ao mesmo tempo, estiverem promovendo "balbúrdia" em seus campi, afirmou o ministro Abraham Weintraub. Três universidades já foram enquadradas nesses critérios e tiveram repasses reduzidos: a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), disse. Segundo ele, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, está sob avaliação.

"Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas", disse o ministro.

Foto de Abraham WeintraubDe acordo com Weintraub, universidades têm permitido que aconteçam em suas instalações eventos políticos, manifestações partidárias ou festas inadequadas ao ambiente universitário. "A universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo", disse. Ele deu exemplos do que considera bagunça: "Sem-terra dentro do câmpus, gente pelada dentro do câmpus".

De acordo com Weintraub, universidades têm permitido que aconteçam em suas instalações eventos políticos, manifestações partidárias ou festas inadequadas ao ambiente universitário. "A universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo", disse. Ele deu exemplos do que considera bagunça: "Sem-terra dentro do câmpus, gente pelada dentro do câmpus".

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Big Brother Brasil 19 e a vitória dos preconceitos

“Ser é ser visto na TV”(Berkeley

As pessoas censuram o Big Brother Brasil como exclusivamente escandaloso em sexo e maldoso na convivência, e tudo que acontece dentro da casa não tem nada a ver com elas. O Big é tido uma ficção escrota totalmente estranha à realidade brasileira, como se país fosse uma “mar de rosas”, isento de qualquer sacanagem, onde ninguém “bota o pé” para outro tropeçar ou “puxa seu tapete”. Na academia, mesmo no curso de psicologia, falar do Big Brother suscita asco. Que acadêmico ousaria tecer algo de positivo sobre esse reality show? De tão degradante que é considerado, certamente, nem se daria ao trabalho de criticá-lo para não explicitar que o assiste.

Logo do Big Brother Brasil 19Essa rejeição incisiva seria um prenúncio para o fim precoce do BBB, entretanto, o programa sobreviveu não apenas a sua infância, mas também atravessou a adolescência e chegou à idade de adulto jovem: BBB 19. Há momentos de extrema futilidade que só uma mente vazia e tempo ocioso dão conta da paciência de se debruçar no pay-per-view. Mas se o BBB não representa o brasileiro, como é possível bater recordes de votações? As grandes marcas patrocinam programa sem audiência? Parece que muita gente se sente remetida ao patamar de suposta elite intelectual quando, publicamente, menospreza o Big Brother. Isso sugere um olhar de despeito e preconceito de quem, simplesmente, o critica. Afinal, brother sempre ganha, se não, a priori, bens materiais, mas popularidade, fãs etc. Sem dúvida, mesmo os que se revelam violões, ou exatamente por isso, arrebanham simpatizantes e fazem sucesso. A telinha tem o poder “mágico” de elevar simples mortal ao status de semideus do Olimpo no imaginário popular.

Em 2008 publiquei, de acordo com a tônica interna da casa cujo “elenco” - na época - era meio pueril, o ensaio O Big Brother Brasil e o Sexo dos Anjos, pelos motivos acima comentados foi uma surpresa ver o texto citado na Internet etc. Apesar das prováveis manipulações por trás das câmeras, sempre considerei o Big Brother um excelente laboratório humano, devia ter nas faculdades de psicologia, ambiente legítimo para o estudo do comportamento humano. Mas na verdade, nesse universo acadêmico, há uma carência enorme de atividades voltadas para esse fim. Por vezes, se restringe à Dinâmica de Grupo, é não raro o professor se depara com certa resistência dos alunos e das instituições formadoras. O curso acaba por se reduz ao domínio cerebrotônico, até os experimentos de condicionamentos, por meio da famosa Caixa de Skinner, agora são feitos com ratinhos virtuais.

O Big Brother, obviamente, vai além da casa, diz muito não só dos confinados, mas, em especial, dos telespectadores cujas reações revelam seu caráter porque disparam o gatilho a favor ou contra quem está no paredão. Este BBB 19 teve uma peculiaridade inquietante que precisa de discussão e análise. O elemento complicante desta edição foi a própria vencedora Paula von Sperling, 28 anos, de Lagoa Santa-MG, bacharel em Direito. Moça loura, bonita, de voz esganiçada - semelhante a que é alterada em entrevista para o depoente não seja identifico -, e infantilizada, mas com um olhar nada inocente para traçar os perfis e avaliar as intenções de voto das tribos rivais. Dizia-se temerosa de ser prejudicada por falar tudo que lhe vem à cabeça, mas, na verdade, demonstrava satisfação, particularmente, ao expressar seus preconceitos.

Von Sperling deixou claro que é racista, tem preconceito sexual (homofobia) e intolerância religiosa. Sem nenhuma consideração e respeito pela opinião alheia, disse não ter amigo e confessou apego à Pipa, sua porquinha de estimação, atribuindo-lhe aspectos humanos: “é muito inteligente, é mesmo que gente”, enquanto matava a saudade acariciando um exemplar de pelúcia. No seu lugar privilegiado de branca com descendência europeia, sem pudor e empatia, se dava ao direito de reproduzir os estereótipos associados aos segmentos discriminados.

As minorias brasileiras, ao longo dos anos, têm lutado por visibilidade, respeito e oportunidade de igualdade. De repente ver todo esse esforço desmoronar diante do território Nacional e quiçá do mundo sob os holofotes da maior televisão do país, a Rede Globo, e uma das mais importantes do planeta. Os preconceitos dessa sister a tornaria alvo de altíssima rejeição, mas não foi eliminada no seu primeiro paredão, vieram outros para fortalecê-la de tal forma que, independente dos seus discursos de ódio, foi contemplada com o prêmio máximo de um milhão e meio. Como uma pessoa racista, preconceituosa (homofóbica) e intolerante religiosa consegue ser premiada?

O Brasil não encara seus preconceitos institucionais, pela negligência, parece que faz questão de mantê-los atuantes. Os movimentos negro e homossexual apenas baixaram um pouco, depois de muitos protestos e denúncias, a fervura da intolerância. Assim sendo, no bojo desta sociedade permanece a pressão dos preconceitos que podem emergir a qualquer momento, pois não estão superados, mas abafados ou silenciados pelo politicamente correto. A atual crise econômica do país potencializa insegurança, a população fica entregue ao Deus dará e ao salve-se quem puder, e isso implica na degradação ou inversão dos valores morais. Essa incerteza e falta de garantia exige válvulas de escape ou tábua de salvação que, traspassada pela ignorância, ausência de autoconhecimento, egoísmo e uma perspectiva imediatista e limitada do todo, volta-se contra aos grupos minoritários. Logo, elegem Cristos, bodes expiatórios ou sacos de pancada para exorcizar o mal estar conseguinte de uma política corrupta que usurpa, por todos os ângulos, sua dignidade e potência.

O preconceito não é um estado de espírito individual, mas um fenômeno ideológico que atua consciente e inconscientemente no coletivo. Em razão disso, nenhum preconceito será extirpado do seio da sociedade enquanto não deixar de ser institucionalizado, ou seja, de ser nutrido pelo sistema de modo direto (ativo, explícito, frontal) e indireto (sutil, disfarçado, camuflado). É impossível fazer valer a Constituição de que todos são iguais perante a lei etc., se as instituições não se responsabilizam, não punem, fazem “vistas grossas” ou, simplesmente, ignoram as ações preconceituosas e racistas.

O Jair Bolsonaro foi eleito presidente, no vácuo desse abismo social, fazendo apologia aos preconceitos: Racismo - crítica depreciativa aos quilombolas; Preconceito Sexual (homofobia) - confronto com homossexuais, orgulho de ser homofóbico, bem como constantes insultos e ataques com palavras de baixo calão ao seu colega deputado, homossexual assumido, Jean Wyllys; Misoginia - agressões dirigidas à colega deputada Maria do Rosário, entre outras, esta bem emblemática: “só não te estupro porque você não merece”. É como se a maioria do povo preconceituoso estivesse à espreita da autorização explícita de midiáticos para que, sem empatia, medo e culpa, manifeste seus preconceitos. Bolsonaro fez isso e foi eleito, Paulo seguiu essa mesma cartilha e também se saiu vitoriosa. O complexo de vira-lata ou a submissão colonial tolera que essas figuras, que representam o burguês europeu louro de olhos claros, reafirmem, sem filtros, seus preconceitos.

A identificação com os valores da hegemonia branca heterossexual e o poder midiático, de tão sedutores, garimpam até mesmo os discriminados - a exemplo de negros e gays com preconceito introjetado -, que apoiam seus próprios algozes. Enfim, o país vive um retrocesso moral, os valores estão sendo colocados de ponta cabeça ou violados, diria que a insanidade no Brasil está a céu aberto, a ética e a decência estão em baixa, o que vale é aparecer, mesmo que ridiculamente e a todo custo, para ganhar fama. Como diz Boorstin (apud BAUMAN, 2007, p.68), “celebridade é alguém conhecido por sua característica de ser bem conhecido”.

A Paula sempre focada na objetividade do jogo, sem freio na língua para vomitar seus preconceitos, era a mesma que tinha determinação, resistência e recorria à manobra psicológica para lidar com as intempéries das provas. Na sua pseudo despretensão, por vezes, se comportava espontaneamente perversa, zombou dos estigmas - quando os brothers enquadravam, na categoria negro, os diversos tons de pele -, tipo: “tenho cabelo ruim”, “eu sou negra então, porque a minha avó é negra de origem africana”.

A sister Paula disse que sabia irritar, com certeza, e faz isso com muita propriedade até se tornar o ponto nevrálgico que culminou com a expulsão de Hariany Almeida, 21 anos, Designer de modo, sua melhor amiga. Possuída pelo efeito do álcool irritou a goiana, também chapada, que tentava lhe dizer exatamente isto: que a mineira não se importava de machucar ninguém, algo que parecia simples para ela, mas podia ferir o outro. Parecia falar de si mesma, e a Paula às gargalhadas, desviando do assunto, tenta abraçar Hariany que, estressada de não ser ouvido, a empurra.

Com este discurso cinicamente deturpado: “Teve a audácia de ser imperfeita e teve a ousadia de ser real”, o apresentador Tiago Leifert anuncia a vencedora do BBB 19 Paula von Sperling. “Teve a audácia de ser imperfeita”, essa frase pode ser traduzida por: 1) Teve a cara de pau, a desumanidade de discriminar minorias sem o menor respeito pelo politicamente incorreto; 2) Praticou o crime em rede Nacional etc.; 3) Passou por cima da dor das minorias que clamam por direitos básicos. A “ousadia de ser real” pode significar a liberdade que a Paula se deu, no seu lugar privilegiado de branca, de ser cruel, assumindo uma suposta superioridade que autoriza humilhar a todos que não se encaixam nas suas referências, preferências e vínculos.

É irrelevante classificar essa edição como a pior ou uma das piores, mas de perceber sua relação com este momento histórico que, em razão disso, inverte valores, caça bodes expiatórios para dar evasão à angústia de um país instável na sua suposta busca de rumo. Aí, os heróis serão aqueles que, a exemplo de Bolsonaro e Paula, levantam a bandeira do ódio que traz à praça pública minorias marginalizadas para serem execradas e crucificadas.

Depois de abrir seu leque de preconceitos e abanar na cara dos brasileiros, é estranho que Paula tenha sido Indiciada apenas por intolerância religiosa, então cegaram para os demais grupos discriminados? Essa mulher não é inocente, sabia o que estava fazendo, conhece, em tese, as Leis. Finalmente, essa vitória confirma uma inversão perigosa, num país cuja moral é oscilante, no qual prevalece um peso e duas medidas e o famoso “jeitinho” brasileiro. Em suma, fica implícita a mensagem: faça errado, seja ridículo, politicamente e eticamente incorreto que tudo dar certo e você pode ser catapultado para o sucesso. As minorias que se explodam!

Referências

Berkeley apud BAUMAN, Z. In: Em busca da política. Rio de Janeiro: Zahar. 2000, p.110.
BAUMAN, Z. (2007). Vida líquida. Rio de Janeiro: Zahar. 2007, p.68.

 

Os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores. As opiniões neles emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista do Algo Sobre.

Enem 2019 abre processo para solicitar isenção de taxa de inscrição

Começa nesta segunda-feira (1º) o prazo para pedir isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os estudantes que atendem aos critérios podem solicitar o não pagamento na Página do Participante, na internet, até o dia 10 de abril. A taxa do exame este ano é R$ 85. 

Os estudantes isentos no ano passado que faltaram ao exame devem, no mesmo período, apresentar justificativa da ausência e solicitar novamente a isenção, caso desejem fazer as provas este ano. 

Podem solicitar a isenção da taxa os estudantes que estão cursando a última série do ensino médio em 2019, em escola da rede pública; aqueles que cursaram todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada, com renda, por pessoa, igual ou menor que um salário mínimo e meio, que em valores de 2019 equivale a R$ 1.497.

São também isentos os participantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, ou seja, membros de família de baixa renda com Número de Identificação Social (NIS), único e válido, renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo, ou R$ R$ 499, ou renda familiar mensal de até três salários mínimos, ou R$ 2.994.

Prazos

O pedido de isenção e a apresentação de justificativas poderão ser feitos, conforme o edital do exame, a partir das 10h, no horário de Brasília, de hoje até as 23h59 do dia 10 de abril. 

No dia 17 de abril, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai divulgar a lista, também no portal do Enem, daqueles cujo pedido foi aprovado. 

Os participantes que forem reprovados poderão entrar com recurso, no período de 22 a 26 de abril, na Página do Participante. O resultado do recurso será divulgado, no mesmo endereço, a partir do dia 2 de maio.

Enem 2019

As inscrições para o Enem deverão ser feitas no período de 6 a 17 de maio. Os participantes que tiveram ou não a isenção aprovada também devem fazer a inscrição para participar do exame. 

O Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes responderão a questões de linguagens e ciências humanas e farão a prova de redação. Para isso, terão 5 horas e 30 minutos.

No segundo dia, os estudantes terão 5 horas para resolver as provas de ciências da natureza e matemática.

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no Portal do Inep e no aplicativo oficial do Enem até o dia 13 de novembro. O resultado será divulgado, conforme o edital, em data a ser divulgada posteriormente.

As notas do Enem podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superio pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Fonte: Agência Brasil

O Não-Lugar e a Tragédia de Suzano

Este texto se refere à tragédia de Suzano/SP na perspectiva dos assassinos, longe de qualquer olhar de aceitação, o que seria absurdo, procura lançar luz na compreensão do fenômeno. As vítimas, a priori, não têm nada a ver com a produção desse horror, mas no campo da subjetividade não estão, digamos assim, tão distantes dos vilões que, de alguma maneira, também são vítimas. O que será explicitado aqui não se reduz ao fato ocorrido na escola Raul Brasil, mas a todo contexto com as mesmas características ou aspectos em comum, ou seja, onde haja bulliying, acesso e apologia às armas. Massacres dessa natureza são frequentes nos EUA e denota desajuste da sociedade que emerge em razão da legalidade da posse e porte de armas, seu trânsito livre e comercialização, bem como da condição financeira favorável que, por sua vez, garante a aquisição desses mais possantes artefatos de matar. Columbine pode, sim, se repetir no Brasil.

Policiais em Frente a Escola Raul BrasilEsse tipo de infortúnio, devido à sua brutalidade, deixa as pessoas perplexas, mas não imaginam o quanto podem estar, direta ou indiretamente, implicadas. Ninguém em sã consciência pega uma arma e sai por aí atirando em alvos humanos nas vias públicas ou locais específicos. Portanto, há motivos que explicam essa carnificina. O que leva um sujeito, por vezes, tímido, reservado, mas aparentemente normal ou acima de qualquer suspeita, a cometer esse tipo de delito? O Não-lugar. O que é esse Não-lugar? É o “lugar” para aonde, tomado pelo vazio da perseguição ou indiferença, o excluído - devido ao bullying, a discriminação sexual e assédio moral -, é remetido. Por consistir em objeto do gozo perverso do outro, todos os vínculos afetivos positivos são cortados e esvaziados do sentimento de pertença. O Não-lugar é “lugar do nada”, e despertencer é desesperador, por conseguinte, o sujeito faz qualquer coisa para se associar a um grupo, quase sempre marginal ou de ética duvidosa, na tentativa de resgatar seu sentimento de pertença e, não raro, também de se vingar. Poucos têm a capacidade de resiliência para suportar a anulação profunda do seu Eu, sublimar o ódio dessa desvinculação ou canalizá-lo para atividades socialmente aceitas. O Não-lugar produz zumbi que vaga pelos ambientes (escola, repartição etc.) sem “chão”, sem identidade, sem nada, não é mais ninguém. Como um gado marcado a ferro em brasa, imprimiram-lhe a tarja de infra-humano, a sentença de morte subjetiva. Ou seja, a determinação de que não pode ou não deve existir, aqui não é seu lugar ou não há lugar nenhum do mundo para si, por conta da sua suposta falta. Em vista disso, se cristaliza o ódio que ocupa o vazio da sua não pertença, não há mais empatia por gente - seja de modo generalizado ou do seu entorno -, sua humanidade, por causa de alguma característica singular ou de origem étnica, foi eclipsada no interdito de tentar se encontrar na vida igual aos demais viventes. Reduzido à coisa, não é colocado do outro lado (outsider), porque seria uma das margens, ainda um lugar, mas na condição de objeto perdido sem esperança de chegada. Nos espaços competitivos e desertos humanos da pós-modernidade, se “esquece” do outro, respeito e acolhimento se direcionam somente ao familiar, a indiferença se estende a tudo que não se enquadra nas referências ou não se comunga semelhança.

De fato, o Não-Lugar dá lugar à violência urbana, mortes, terrorismo, prostituição, tráfico e consumo de drogas. O vácuo provocado pela perda do sentimento de pertença transborda, inevitavelmente, em fúria, daí jovem ou adulto sai atirando a esmo ou em conhecidos. Nesse embrutecimento tanto faz matar oito ou 800, porque o Não-Lugar diz que o sujeito não é nada e, paradoxalmente, não sendo nada, “pode tudo” para se desprender do seu abismo de angústia: existo, e vocês são obrigados, mesmo que eu morra, a reconhecer isso! Finalmente, a cidade onde pairava sua sombra, o país ou mundo são obrigados a se darem conta, por meio desse trágico, da sua existência. A figura personalizada de homem é materializada pela obra do seu mal, deixou de ser ninguém, anônimo, ganhou um lugar na história local, nacional e/ou estrangeira. Sua dor de não existir foi exorcizada pelas mortes alheias e a sua própria. Passou a ter um registro (impresso e/ou virtual) de pertença à imprensa, de constar nas estatísticas dos crimes, em especial, de permanecer nas memórias das vítimas sobreviventes. Assim, seu grito foi escutado e sua libertação consumada no gozo perverso de ser eternizado.

Enem 2018: resultado é divulgado pelo Inep

As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foram divulgadas na manhã desta sexta-feira (18). Para acessar, os candidatos que fizeram o exame devem entrar na Página do Participante (https://enem.inep.gov.br/participante/), incluir o CPF e a senha cadastrada. A nota do Enem só pode ser consultada individualmente.

Inicialmente, o Inep havia divulgado que as notas sairiam a partir das 10h desta sexta. Porém, o resultado já estava disponível por volta das 8h20. O Inep esclareceu que a liberação das notas costuma ser antecipada para que, até o horário oficial da divulgação, o sistema passe por um período considerado de teste, quando pode passar por momentos de sobrecarga.

Confira o resultado

O objetivo desse teste, segundo o Inep, é garantir que, às 10h, o acesso de todos os cerca de 4 milhões de participantes do Enem esteja estável e não fique sobrecarregado.

De acordo com o Inep, o resultado dos treineiros e o espelho da redação estarão disponíveis no dia 18 de março.

Fonte: G1 Educação

Suspensão da regra que zera redação do Enem com desrespeito aos direitos humano continua valendo

A decisão judicial que permite que o aluno não tire zero se ferir os direitos humanos na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) continua válida. A decisão da Justiça Federal, da quinta turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), foi proferida às vésperas do exame do ano passado.

O Ministério da Educação informou que neste ano a correção também vai respeitar essa decisão para "garantir tranquilidade aos participantes." A expectativa é de quem em outubro, o MEC divulge a cartilha do participante, conhecida como manual de redação do Enem com o detalhamento das cinco competências avaliadas.

A decisão da Justiça Federal suspendeu um trecho de um dos itens do edital do ano passado que listava algumas atitudes dos candidatos do exame na prova de redação que renderiam sua anulação, ou seja, a nota zero. As atitudes são apresentar impropérios, conter desenhos e outras formas propositais de anulação, ou desrespeitar os direitos humanos.

Apesar do TRF-1 ter decidido suspender essa parte específica do edital, ele não mexeu nas regras que definem as cinco competências exigidas na redação. A competência 5, portanto, segue igual, e diz que o estudante deve "elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos".

Leia mais no G1 Educação

Unicamp isenta 7 mil candidatos do pagamento da taxa de inscrição para o Vestibular 2019

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) está divulgando a lista de candidatos contemplados com a isenção do pagamento da taxa de inscrição para o Vestibular Unicamp 2019. 7.673 candidatos estão isentos do pagamento da taxa. No ano passado, o número foi de 8.653 candidatos e em 2017 de 7.302 candidatos. Este ano, a Comvest recebeu 8.978 pedidos e todos os candidatos que preencheram os requisitos foram beneficiados.

Os contemplados devem consultar o código de isento necessário para efetuar a inscrição no vestibular sem precisar pagar a taxa, que será de 170,00 reais. Os candidatos beneficiados também receberão uma mensagem via correio eletrônico, contendo o código de isento. As inscrições para o Vestibular Unicamp 2019 serão realizadas entre os dias 1 e 31 de agosto, exclusivamente pela internet.

Importante: Os candidatos beneficiados com a isenção do pagamento da taxa não são automaticamente inscritos no vestibular. É preciso realizar a inscrição, no mesmo período dos demais candidatos, utilizando o código específico de candidato isento. Os pedidos de isenção da taxa de inscrição do Vestibular Unicamp 2019 foram encerrados em maio. O calendário completo do Vestibular Unicamp 2019 está disponível na página da Comvest na internet.

As isenções da taxa de inscrição foram oferecidas em três modalidades. A maior parte das isenções concedidas foi para a modalidade 1, dirigida a estudantes provenientes de famílias de baixa renda, que cursaram o ensino médio em escolas públicas, em que 6.783 estudantes receberam o benefício. Já na modalidade 2, para funcionários da Unicamp/Funcamp, 23 candidatos tiveram isenção da taxa de inscrição. Na modalidade 3, dirigida a todos os candidatos aos cursos de Licenciatura em período noturno (Ciências Biológicas, Física, Letras, Licenciatura Integrada Química/Física, Pedagogia e Matemática), 867 candidatos foram beneficiados.

Inscrições no Enem 2018 começam hoje

Começa hoje (7), às 10h, o período de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O prazo vai até 18 de maio. As inscrições devem ser feitas na Página do Participante.

Mesmo os candidatos que pediram isenção da taxa de inscrição do Enem devem fazer a inscrição. O pagamento da taxa de inscrição para quem não conseguiu a isenção, no valor de R$ 82, pode ser feito até 23 de maio nas agências bancárias, casas lotéricas e agências dos Correios.

Para fazer a inscrição, o participante deverá apresentar o número do CPF (Cadastro de Pessoa Física) e do documento de identidade e criar uma senha.

Faça agora sua inscrição para o Enem 2018

Mais informações

Na hora da inscrição, o candidato deverá informar um endereço de e-mail válido e um número de telefone fixo ou celular, que serão usados para enviar informações sobre o exame.

Também deve ser indicado o município onde o candidato quer realizar o exame e a língua na qual quer fazer a prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol).

O candidato que necessitar de atendimento especializado ou específico deve fazer essa solicitação no ato da inscrição. Os candidatos travestis ou transexuais que desejarem também poderão pedir atendimento pelo nome social.

As provas do Enem deste ano serão realizadas em dois domingos, nos dias 4 e 11 de novembro.

Fonte: Agência Brasil

Discriminação por orientação sexual é ilegal: avanço que denuncia atraso

“O homossexual é gente que deve ser tratada como pessoa doente.
Homossexual é uma pessoa doente:
ele não está dentro de sua configuração humana”
(D. Aloízio Lorscheider).

Cartaz obrigatoriamente exposto e bem visível em estabelecimento comercial diz que: “Discriminação por Orientação Sexual é ilegal e acarreta multa. Lei Estadual n° 7.309/2003 e Decreto n° 27.604/2006”. Isso supõe um avanço, agora as pessoas LGBT não serão mais discriminadas, estão livres de piadas, insultos, chacotas e agressões. Um passo adiante da civilização, mas isso, na verdade, denuncia um atraso, que o preconceito existe e o único meio de coibi-lo é proibindo legalmente sua prática. Jacques Lacan foi o primeiro psicanalista a aceitar a homossexualidade como uma variante da sexualidade humana (Roudinesco; Plon, 1998). No entanto, se a diversidade fosse respeitada, a sexualidade “diferente” acatada, aviso legalista de tal natureza não teria razão de existir. Então, sua presença sinaliza a falta de respeito e intolerância às sexualidades tidas como aberrações.

Quando o apelo à tolerância e respeito à diversidade não surtiu efeito, teve que recorrer a Lei. Há uma diferença entre serenidade e tolerância, na compreensão de Bobbio (2002, p.43), a serenidade: “é uma disposição em relação aos outros que não precisa ser correspondida para se revelar em toda a sua dimensão”, e difere de tolerância: “que nasce de um acordo e dura enquanto dura o acordo”, por exemplo, na tolerância há um pacto implícito condicional que pode ser quebrado porque o sujeito homossexual está à mercê da boa vontade ou do equilíbrio emocional do outro enquanto isso lhe convier. Enfim, nessa perspectiva seria prudente que, ao invés da tolerância, a serenidade fosse habitual. O sujeito sereno supõe calma, tranquilidade, ou seja, o heterossexual sereno é aquele que vive bem com sua sexualidade, portanto, não se incomoda com a sexualidade “diferente” ou “divergente” do outro (Silva, 2015).

Sem dúvida essa Lei é um avanço forçado porque, naturalmente, neste contexto social, seria improvável ocorrer alguma mudança de aceitação da sexualidade “invertida” de modo espontâneo, certamente continuaria atolada no atrasado, em plena pós-modernidade, presa a uma visão retrógada da Idade da Pedra, ou seja, alvo do preconceito, haja vista que os principais seguimentos religiosos, em especial, o evangélico alimenta uma perseguição implacável de discriminação, perseguição e ódio aos homossexuais e outros.

Um jovem advogado confessou se sentir constrangido diante de um cartaz desse tipo. Mas por que constrangido? Por que seu ímpeto de discriminar agora está contido ou reprimido?! Porque, na verdade, são os sujeitos LGBTs as vítimas desse constrangimento e de tudo de ruim que advém do preconceito. Uma mulher com um bíblia enorme, na fila de um Banco, reclamava alto e em bom som que agora ninguém nem pode mais falar de viado (com e é o animal cervídeo), e que redesignação de gênero (mudança de sexo) é safadeza. Assim protestava sob o apoio indireto do aceno de cabeças do entorno, em oposição a essa liberdade de ser e de se expressar a construção de nova identidade sexual, ao mesmo tempo em que erguia a bíblia como se fosse uma arma batendo forte com o dedo indicador compulsivamente sobre o dito livro sagrado, num misto de histerismo e insanidade, repetindo: Estar aqui! Estar aqui! É pecado!

Para Gagnon (2006), diferente das mulheres, a maioria dos homens é iniciada sexualmente por outros homens. A sexualidade é complexa, em particular quando se trata da homossexualidade devido à falta de um maior interesse científico, de uma escassa produção acadêmica, e diante dos tabus que a cerca, o senso comum tem uma representação enviesada e atravessada pela ameaça e temor do seu olhar preconceituoso. A linha que separa a heterossexualidade da homossexualidade é tênue. Mas não superficial a ponto de alguém mudar tão facilmente (salve a exceção do transexual que de fato se sente pertencendo ao sexo oposto) seu gênero, afinal, em sã consciência quem desejaria uma sexualidade cujo contexto social discrimina, persegue, marginaliza?! Este imaginário acredita que a homossexualidade é uma opção - e não uma condição ou orientação sexual -, como se fosse igual a trocar de roupa de acordo com a ocasião ou estado de espírito. Um povo autointitulado de Deus, sem escolaridade e adapto da bíblia, em geral, não aceita, em detrimento da felicidade de qualquer criatura homossexual, a sua sexualidade “divergente”, o que importa para esses fanáticos ou alienados é, acima de tudo, os princípios bíblicos. Portanto, o sujeito homossexual tem que reprimir seu desejo, adoecer, ser perseguido, discriminado ou, de preferência, ser assassinado.

Na segunda seção das Reflexões, intitulada “Aplicações”, elaboradas em 1992, pela Congregação para a Doutrina da Fé, presidida pelo Cardeal Joseph Ratzinger (se tornou o Papa Beto XVI, entronizado em 24 de abril de 2005, e renunciou o pontificado em 28 de fevereiro de 2013), há sete pressupostos que devem embasar o posicionamento dos católicos quanto às propostas legislativas sobre a não-discriminação das pessoas homossexuais, aqui estão destacados os itens um e cinco que tem uma relação mais direta com o tema em discussão e que dizem:

1) A “tendência sexual” não se constitui uma qualidade compatível à raça, à origem étnica etc. no que se refere à não-discriminação. Diferentemente destas, a tendência homossexual é uma desordem objetiva e requer solicitude moral.

5) A tendência sexual de uma pessoa individualmente não é, de modo geral, conhecida pelos outros, a não ser que ela se identifique em público como alguém que tem esta tendência ou com a manifestação do comportamento exterior. Geralmente, a maioria das pessoas com tendências homossexuais, que procuram viver uma vida casta, não tornam pública a sua tendência sexual. Por conseguinte, o problema da discriminação, em termos de trabalho, de habitação etc., normalmente não se apresenta (Mello, 2005).

Essas “Aplicações” de não-discriminação das pessoas homossexuais, paradoxalmente, já constitui o lastro da própria discriminação. Esse entendimento deixa implícito que, para não serem objetos de discriminação, bastaria aos homossexuais não darem vazão ao desejo afetivo-sexual. Pois, como raça e origem étnica são definidas como “qualidades”, e insiste na definição da tendência homossexual como “desordem objetiva” e que deviam ter os direitos básicos assegurados (emprego e moradia) apenas a aqueles que fazem a opção pelo celibato ou negam sua orientação sexual (Mello, 2005), ou seja, a Igreja instiga para que o homossexual apresente a fachada heterossexual, reprima seu desejo e, por conseguinte, a “visibilidade” da sua homossexualidade.

O Brasil é o país que mais mata LGBT, ostenta o título de campeão mundial, mas isso não parece envergonhar os brasileiros, portanto, aceitam, toleram, isto é, a popular é conivente com esses assassinatos, uma vez que ocupar esse lugar não lhes causam indignação ou espanto. Quando no seu governo, a presidente Dilma Vane Rousseff, uma mulher supostamente lésbica, condenou o Kit Gay dizendo que não fazia apologia à homossexualidade. Sua estupidez a cegou para relevância de que esse kit contribuiria para formação de uma mentalidade mais aberta desta geração e de populações vindouras. Foi em solo brasileiro que a representante maior da Teoria Queer, a cientista Judith Butler, reconhecida mundialmente, fosse enxotada sob a acusação de que defende a ideologia de gênero que, para esse imaginário, seria dá liberdade ou estimular que menino se torne menina e vice-versa, ao seu bel prazer. Os contestadores não entendem que a luta é pela liberdade de assumir a sexualidade “divergente” ou a expressão de qualquer sexualidade e também a igualde de direito dos gêneros.

Em razão disso, é possível considerar que o Brasil é um país extremamente preconceituoso, que não aceita a homossexualidade, e que isso é reforçado, em especial, pelas Igrejas católica e evangélica, tendo como sua máxima radical do preconceito o Levítico 19: 20 (Bíblia sagrada,1993) quando afirma que se um homem se deitar com outro homem, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles. Mas os crentes não atualizam outros mandamentos bíblicos, a exemplo do qual destaca Plon (2006, p.34), no Levítico 20:10, que diz: “o homem que adultera com a mulher do seu próximo, certamente morrerá, o adúltero e a adúltera”, essa punição, em algumas culturas, faz valer somente para a mulher, por meio do apedrejamento e outros métodos perversos.

Como é sabido, ainda há um elevado nível de analfabetismo no país, assim, o preconceito sexual, embora não seja exclusivo da camada menos esclarecida, é praticamente reinante em todo território Nacional. Devido à carência de know-how a respeito da homossexualidade e, em decorrência disso, se discute pouco esse tema que é delicado e, por vezes, até difícil de entender. A partir dessa ótica constata-se que a implantação desse cartaz é autoritária por não ter informado com bastante antecedência à população o que vem a ser a homossexualidade, as sexualidades e as questões de gênero. Desse modo, funciona como uma ordem de cima para baixo que amordaça os preconceituosos e ignorantes. Uns são preconceituosos por total ignorância e outros, mesmo com alguma escolaridade, são preconceituosos por uma questão de medo, falta de empatia e humanidade.

Embora o objetivo da Lei seja importante e altamente relevante para população LGBT, para uma convivência pacífica da diversidade, o povo está sendo obrigado a silenciar seu preconceito sexual ao invés de ter informações consistentes sobre a sexualidade normatizada, e ter a chance de desmistificar e digerir a angústia sobre as nuances das sexualidades “divergentes” ou estigmatizadas. Obviamente uma mordaça não faz desaparecer do seu interior o preconceito, o ódio e o desejo de vingança. Tendo como exemplo a mulher da fila do Banco que falou: Agora nem se pode mais falar de viado! Ou seja, diante de tantas dificuldades, desestrutura, insegurança e violência urbana, não pode mais usar os homossexuais como bodes expiatórios, sacos de pancadas, enfim, fazer bullyng contra os “pervertidos”. O que sustenta esse julgamento de “indecência” da orientação homossexual como “doença”, é a noção de uma sexualidade normal segundo a natureza - união de dois órgãos sexuais diferentes para a preservação da espécie - cujo desvio, a depravação (pravus) e definido como “contra a natureza”. Essa concepção, herdeira do pensamento grego, em particular de Aristóteles, apoia-se na teológica de uma Natureza (physis), onde existiriam inclinações naturais nas coisas. Assim, todo ato sexual que desvia da finalidade primeira da sexualidade - masturbação, heterossexualidade separado da procriação, homossexualidade, sodomia etc. - é perverso (Ceccarelli, 1998).

Mas para onde vai essa raiva preconceituosa interditada? Certamente para algum outro lugar, pois não se dilui no ar ou se esvai pela terra. Essa Lei trouxe um enorme benéfico para a população LGBT, mas não resolveu o problema, porque trata do preconceito explícito, frontal, e não do sutil. O preconceituoso sempre acha um jeito de manifestar seu mal estar e ódio sob a proteção da sutileza, mas não menos ferino, para atacar os homossexuais.

Talvez, informações claras, sérias e precisas e amplamente distribuída, fundada em argumentos científicos, a população já tivesse alguma compreensão capaz de atenuar o preconceito e, por conseguinte, a discriminação, e não uma Lei proibindo, fazendo engolir algo que para ela é indigesta, difícil de elaborar, por não entender a sexualidade normatizada, muito menos a “divergente”. Finalmente, reconhecer que a sexualidade não interfere no caráter, que um ser homossexual não é melhor nem pior do que o heterossexual, apenas “diferente”, mas com vontades, necessidades e desejos idênticos aos do heterossexual, e que deve ter seu direito de viver assegurado como a qualquer outro cidadão! O que muda é somente seu objeto sexual que é do “mesmo sexo”.

Segundo Badinter (1992), na medida em que os homossexuais se tornam “visíveis” e reivindicadores, mais se defrontam com novas formas de hostilidade. Portanto, nada mais justo do que uma Lei que os ampare nessa “visibilidade”, pelos menos da discriminação explícita, frontal, porque a sutil continuará existindo uma vez que é mais improvável de provar. O povo inseguro da sua sexualidade, egoísta, perverso, precisa desse escape: do homossexual e das sexualidades “divergentes” para usá-los como Cristos, “crucificá-los” e cada 25 horas assassiná-los. Assim, exorcizam seu medo, desejo, atração ou repulsa pela homossexualidade.

Referências

BADINTER, Elizabeth. XY de l´identité masculine. Paris: Odile Jacob, 1992.
BÍBLIA Sagrada. 2. ed. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.
BOBBIO,Norberto.Elogio da serenidade e outros escritos morais. Trad. de Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: UNESP, 2002.
CECCARELLI, Paulo Roberto. Neo-sexualidade e sobrevivência psíquica. Psychê, v. 2, n. 2, p. 61-69, 1998.
GAGNON, John H. Uma interpretação do desejo: Ensaios sobre o estudo da sexualidade. Trad. de Lucia Ribeiro da Silva. Rio de Janeiro: Garamond, 2006.
MELLO, Luiz. Novas famílias: Conjugalidade homossexual no Brasil contemporâneo. Rio de Janeiro: Garamond, 2005. Coleção sexualidade, gênero e sociedade.
PLON, Leneide Duarte. Por que elas são (in)fiéis: Histórias verdadeiras e mulheres e seus conflitos com a fidelidade. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006.
ROUDINESCO, Elisabeth; PLON, Michel. Dicionário de psicanálise.. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
SILVA, Valdeci Gonçalves da. Preconceito Sexual: Olhares de alunos de psicologia 361f. 2015. Tese (Doutorado). Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica da Universidade Évora, Portugal-PT, 2015.

Inscrições para o Fies 2018.1 estão abertas

Começam hoje (19/02) as inscrições para o financiamento estudantil do governo federal. A iniciativa usa recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e é coordenada pelo Ministério da Educação (MEC). O período vai até o dia 28 de fevereiro, às 23h59. Os contratos vão seguir as novas regras do programa, aprovadas no ano passado.  A previsão do governo é atender a 310 mil pessoas em 2018.

Os recursos do Fies são destinados a financiar alunos em cursos superiores privados, desde que esses tenham avaliação positiva no MEC. O montante a ser pago depende de uma fórmula que leva em consideração o preço da mensalidade e a renda familiar do candidato.

No início do mês, o Comitê Gestor do Fies definiu os limites do financiamento: máximo de R$ 30 mil por semestre e mínimo de R$ 300.

Logo FIESAs condições do financiamento precisam ser estipuladas entre o banco que irá conceder o empréstimo, a instituição de ensino e o aluno. Após a conclusão do curso, o valor da parcela dependerá da renda do estudante.

As duas modalidades do financiamento (Fies e P-Fies) são estruturadas em três faixas. A primeira contempla alunos com renda familiar bruta, por pessoa, de atê três salários mínimos, que contarão com juro real zero. A segunda é destinada a alunos com cada membro da família com renda de até cinco salários mínimos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e a terceira, a estudantes com o mesmo teto de renda familiar das demais regiões. Nesses dois casos, os juros serão um pouco acima da inflação.

Inscrições

Pode se inscrever quem teve média de pelo menos 450 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que não tenha zerado a redação. Outra exigência é se encaixar dentro dos limites de faixa de renda estabelecidos para o programa.

As inscrições devem ser feitas no site do MEC. O candidato deve fornecer o número do CPF, a data de nascimento e um e-mail válido. Além disso, deve informar a renda familiar para comprovar que se encaixa nas exigências do programa.

Faça agora sua inscrição para o FIES 2018.1

Calendário

Após o encerramento das inscrições, no dia 28 de fevereiro, serão divulgados os resultados de pré-seleção e as listas de espera. A modalidade Fies disponibilizará os nomes no dia 5 de março, enquanto a P-Fies tornará público os contemplados no dia 12 de março.

Quem for pré-selecionado na modalidade Fies terá de 6 a 8 de março para fazer a complementação da inscrição. Para tirar dúvidas e obter mais informações sobre o calendário ou outros aspectos da seleção, o candidato deve acessar o site oficial do programa.

Fonte: Agência Brasil

Unicamp divulga lista de convocados em primeira chamada no Vestibular 2018

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) está divulgando a lista de convocados em primeira chamada no Vestibular Unicamp 2018. Os candidatos deverão consultar a lista na página eletrônica da Comvest (www.comvest.unicamp.br). Todos os convocados nesta chamada deverão realizar sua matrícula não presencial, entre as 9 horas do dia 8 de fevereiro e as 18 horas do dia 9 de fevereiro, exclusivamente pela internet, na página da Comvest, utilizando seu número de inscrição e senha. Os candidatos convocados em primeira opção que não realizarem a matrícula não presencial ficam excluídos do vestibular.

Consulta à convocação em 1ª chamada - Vestibular 2018

Matrícula em segunda opção

Fachada UnicampOs candidatos convocados na primeira chamada do Vestibular Unicamp 2018 para o curso escolhido como segunda opção deverão realizar a matrícula não presencial pela internet e, optar ou não, por aguardar uma possível vaga para o curso de primeira opção (remanejamento). Candidatos de segunda opção que não fizerem a matrícula pela internet perderão a vaga (segunda opção), mas continuarão concorrendo ao curso de primeira opção, podendo, assim, serem convocados nas próximas chamadas, de acordo com os critérios de classificação.

Matrícula presencial

Todos os candidatos que realizarem a matrícula não presencial ainda terão mais um compromisso: fazer a matrícula presencial após a divulgação de seus nomes na lista da segunda chamada – a ser divulgada no dia 15 de fevereiro (até as 15 horas). A matrícula presencial da segunda chamada será no dia 19 de fevereiro. Importante: a vaga só estará garantida após a matrícula presencial, no dia 19 de fevereiro, das 9 às 12 horas, conforme orientações do Manual do Candidato.

Próximas datas

terceira chamada será divulgada no dia 19 de fevereiro (até as 23h59) e a matrícula para os convocados nessa lista deverá ser realizada no dia 21 de fevereiro. O calendário completo de chamadas e matrículas está disponível na página eletrônica da Comvest e no Manual do Candidato, bem como as orientações e documentos necessários para a matrícula. A Comvest ressalta que é responsabilidade de cada candidato informar-se sobre as listas de chamada. Estão previstas até 11 chamadas.

As notas dos candidatos na segunda fase estarão disponíveis a partir do dia 15 de fevereiro.

No dia 26 de fevereiro, todos os candidatos já matriculados nas três primeiras chamadas, inclusive aqueles que aguardam remanejamento, deverão fazer a confirmação de matrícula, nos respectivos campi, conforme horários divulgados no Manual do Candidato. Atenção: a matrícula só estará garantida após sua confirmação na data e horário estipulados, caso contrário será definitivamente cancelada.

IMPORTANTE: Entre os dias 27 de fevereiro e 1 de março, os candidatos ainda não convocados até e inclusive a terceira chamada deverão obrigatoriamente fazer a declaração de interesse por vagas, pela internet, na página da Comvest. Deixar de declarar interesse elimina o candidato do processo de convocação nas próximas chamadas do Vestibular Unicamp 2018.

São oferecidas 3.340 vagas em 70 cursos de graduação da Unicamp.

Calendário Vestibular Unicamp 2018

1ª fase

19/11/2017

Divulgação dos aprovados na 1ª fase e locais de prova da 2ª fase

11/12/2017

Divulgação das notas da 1ª fase

21/12/2017

2ª fase

14, 15 e 16/1/2018

Provas de Habilidades Específicas (exceto para os cursos de Música)

22 a 25/1/2018

Divulgação da 1ª chamada (para matrícula não presencial)

7/2/2018

Matrícula não presencial

8 e 9/2/2018

Divulgação das notas da 2ª fase

15/2/2018

Divulgação da 2ª chamada para matrícula presencial (até as 15h)

15/2/2018

Matrícula da 2ª chamada (presencial) – 9h às 12h

19/2/2018

Divulgação da 3ª chamada (até as 23h59)

19/2/2018

Matrícula da 3ª chamada

21/2/2018

Confirmação de Matrícula

26/2/2018

Declaração de interesse por vagas

27/2 a 1/3

Divulgação da 4ª chamada (até as 23h59)

5/3/2018

Matrícula da 4ª chamada

7/3/2018

Divulgação da 5ª chamada (até as 23h59)

7/3/2018

Matrícula da 5ª chamada

9/3/2018

Divulgação da 6ª chamada (até as 23h59)

9/3/2018

Assinatura da lista de chamada – alunos ingressantes

12/3/2018

Matrícula da 6ª chamada

13/3/2018

Divulgação da 7ª chamada (até as 23h59)

13/3/2018

Matrícula da 7ª chamada

15/3/2018

Divulgação da 8ª chamada (até as 23h59)

15/3/2018

Matrícula da 8ª chamada

19/3/2018

Divulgação da 9ª chamada (até as 23h59)

19/3/2018

Matrícula da 9ª chamada

21/3/2018

Divulgação da 10ª chamada e lista de espera (até as 23h59)

23/3/2018

Matrícula da 10ª chamada

27/3/2018

Declaração presencial de interesse por vagas – 9h às 12h

27/3/2018

Divulgação da 11ª chamada (até as 16h)

27/3/2018

Matrícula da 11ª chamada – 16h às 17h

27/3/2018

Divulgação da última chamada (até as 17h30)

27/3/2018

Matrícula da última chamada – 17h30 às 18h

27/3/2018