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Ciências Econômicas

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A carreira

Por que a economia brasileira sofre quando a Bolsa de Valores da Rússia despenca? Qual a intenção do governo ao desvalorizar o real e aumentar a taxa de juros? Se quiser encontrar respostas para essas perguntas, procure um economista. Na maioria das vezes, ele não poderá reverter a situação - mas saberá explicar direitinho o que está acontecendo. "Essa é a carreira da produção de riqueza", afirma José Roberto Cunha Júnior, vice-presidente do Sindicato dos Economistas de São Paulo. "Nosso trabalho é descobrir como combinar os recursos naturais e humanos e o capital de uma sociedade para gerar riqueza e distribuí-la."
Praticamente desconhecidos há cinqüenta anos, os economistas parecem estar por todo lado, agora. Sua importância começou a crescer na época em que o Brasil completava seu processo de industrialização e aumentou nos tempos da inflação descontrolada, quando eles tentavam domá-la. "Recentemente ganharam mais espaço com o desenvolvimento do setor financeiro", constata Ana Maria Bianchi, professora de economia da USP, em São Paulo. A globalização só veio reforçar o seu prestígio. "Como tem conhecimentos matemáticos e boa visão da área de humanas, o economista se encaixa em diferentes setores", diz Ana Maria. Com um olho nas notícias e outro nos índices, esse profissional pode trabalhar em qualquer lugar onde for exigido planejamento, crescimento e desenvolvimento econômico, seja sindicato, empresa ou órgão público.

O mercado

Em alta uma nova área: a economia ambiental. "Quanto custa uma paisagem? Meu trabalho é quantificar isso, transformando em valores monetários os prós e os contras da instalação de uma indústria, por exemplo", explica Zilton Macedo, consultor de economia ambiental e regional em São Paulo. Abre-se também o segmento da mediação e arbitragem. "Solucionando os problemas por meio de um mediador ou árbitro, o processo é mais rápido e mais barato", diz Cunha Júnior. Também em expansão a captação de investimentos, em que o economista avalia as vantagens e as desvantagens de compras, fusões e associações entre empresas de diferentes países.
Salário médio inicial: R$ 1 066, 00.
Em alta: Economia ambiental.

O curso

Nos dois primeiros anos, você vai estudar história econômica, formação econômica do Brasil, introdução aos clássicos econômicos e métodos quantitativos - outra denominação para matemática e estatística. A partir do terceiro, começam as disciplinas específicas, como macro e microeconomia, finanças públicas, teoria do valor, contabilidade e balanço. Duração média: quatro anos.

Matérias

- Análise Macroeconômica
- Análise Microeconômica
- Contabilidade
- Contabilidade Nacional
- Economia Internacional
- Estatística
- Finanças Públicas
- Geografia Econômica
- História do Pensamento Econômico
- História Econômica Geral e Formação Econômica do Brasil
- Instituições de Direito
- Introdução à Administração
- Introdução à Economia
- Matemática
- Moeda e Bancos
- Política e Programação Econômica
- Sociologia
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