Fonoaudiologia |
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Você já reparou como, em alguns filmes, a voz
que dubla as falas de um personagem não combina com o tipo físico? Ou, de
repente, surge na tela um magro com voz de gordo ou uma velha com voz de jovem?
Pois não há ninguém melhor para evitar essas gafes sonoras que um fonoaudiólogo.
"A voz das pessoas depende de aspectos fisiológicos e anatômicos, como o
tamanho da laringe, da cavidade bucal e outros. A criança, que possui a laringe
mais estreita, terá naturalmente uma voz mais aguda. Esse nosso conhecimento
faz com que sejamos os profissionais ideais para decidir qual é o melhor timbre
para cada pessoa representada", explica Liliane Pereira, coordenadora do
curso da Unifesp, em São Paulo. Por isso, as produtoras costumam chamar esses
especialistas na hora de selecionar dubladores.
O trabalho do fonoaudiólogo vai além de tratar dificuldades como troca de
letras e gagueira e de ajudar atores e locutores a apurar a pronúncia ou
sotaques regionais. O profissional tem papel importantíssimo na integração
social de pessoas com deficiência de fala, audição, escrita ou leitura.
"Uno a fonoaudiologia e a lingüística para elaborar softwares capazes de
receber ordens de usuários que sofreram algum problema, como paralisia
cerebral, e de traduzi-las em figuras e sons, possibilitando a comunicação com
o mundo", conta a fonoaudióloga Maria de Jesus Gonçalves, de São Paulo.
Quem não ouve bem não fala direito. Por isso, também é tarefa do fonoaudiólogo
avaliar a capacidade auditiva dos pacientes e conforme a necessidade de cada um.
"Uma criança surda que precisa entender as explicações do professor
requer um equipamento com maior sensibilidade que um idoso que sente dificuldade
em ouvir a missa aos domingos", explica a professora Liliane.
As melhores oportunidades estão na
fonoaudiologia estética e na consultoria para empresas de telemarketing. Nas
demais áreas, o mercado está em baixa. "Cerca de 15% dos formados
desistem da profissão depois de um ano", diz Irene Quiroz Marchesan,
presidente do Conselho Regional de Fonoaudiologia de São Paulo.
Salário médio inicial: R$ 983,00
Em alta: Estética
Na maioria das universidades, o curso é dado em período integral. Na Unifesp, em São Paulo, por exemplo, o primeiro ano é unificado com medicina e tem matérias como bioquímica, biofísica e anatomia. Há, ainda, disciplinas específicas, ligadas aos aspectos neurológicos da audição, patologias, lingüística e fonética. O estágio é obrigatório. No quarto ano, o estudante opta por uma das áreas de especialização. Duração média: quatro anos.
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