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Em Estudos sobre Histeria (1895), descreve os sintomas da doença como manifestação de energia emocional não descarregada, ligada a traumas psíquicos esquecidos. Substitui a hipnose pela análise dos sonhos e pelo processo mental de associação de ideias para revelar o papel do inconsciente na raiz do distúrbio.
Suas teses sobre a participação do inconsciente nas ações humanas e sobre a relação dos impulsos sexuais com as neuroses atraem a crítica do meio científico, o que não o impede, no entanto, de usar suas teorias para interpretar a cultura, a mitologia, a religião, a arte e a história do passado e de seu tempo. Em 1903 funda a Sociedade Psicanalítica de Viena e ganha adeptos. Em 1938, com a Áustria ocupada pelos alemães, foge para a Inglaterra, como tantos outros judeus. Morre em Londres no ano seguinte.