Computação |
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Enquanto computadores cada vez mais potente,
eficientes e baratos ocupam o lugar de trabalhadores em indústrias e escritórios
do mundo inteiro, quem entende de informática ganha espaço graças ao ritmo
acelerado com que as ferramentas de informática são substituídas por outras
mais modernas. "Os sistemas mais complexos ficam obsoletos em quatro ou
cinco anos", diz Sérgio Tonello, cientista da computação da empresa
norte-americana Computer Consulting Services (CCSI), com sede em Atlanta, no
Estado da Geógia, nos Estados Unidos. "Mas há casos em que bastam dois ou
três anos para que um sistema precise ser substituído por outro."
Nesse campo fértil há espaço para todos os especialistas: o engenheiro da
computação, que projeta e constrói máquinas - micros, teclados, monitores e
impressoras, com seus componentes, como chips e placas de som e de vídeo -; o
cientista da computação, que elabora sistemas operacionais ou aplicativos,
como os programas usados por bancos, empresas comerciais e donos de computadores
pessoais; e o analista de sistemas, que administra o fluxo de informações
geradas por um rede de computadores, prepara e dá manutenção às máquinas.
A internet torna esse campo de trabalho ainda mais promissor. Hoje, qualquer
banco, loja, supermercado ou padaria recorre à rede internacional de informações
tanto para a comunicação com seus clientes quanto para a transferência de
dados internos. O potencial de crescimento da área é tal que, em 1998, os negócios
relacionados à internet somaram 8 bilhões de dólares. A estimativa é de que
esse montante suba para 333 bilhões, até 2008.
Mas atenção: nem todos têm o perfil correto para mergulhar com sucesso na
profissão. Passar horas em frente do teclado e acompanhar cada lançamento de
programa não faz de ninguém um candidato a ser um bom profissional. Afinal,
uma coisa é gostar de jogos e de usar o computador como ferramenta e outra, bem
diferente, é entender a natureza da informática e suas aplicações. "O
computador é quadrado", diz Siang Wun Song, diretor do Instituto de Matemática
e Estatística da USP, em São Paulo. "Quem trabalha com ele tem de se
sujeitar à linguagem própria da máquina, ou seja, saber lidar com pura lógica
matemática."
"Qualquer previsão sobre o mercado de
trabalho em computação é um mero exercício de futurologia", diz Carlos
Ferreira, professor da USP. Afinal, nesse setor, a tecnologia muda rapidamente
e, com isso, as características do profissional procurado no mercado. Por isso,
tenha muito cuidado na hora de escolher a especialização. Seja qual for
computação deve alargar seus horizontes e não ficar limitado ao Brasil, em
termos de mercado de trabalho. No exterior, principalmente nos Estados Unidos,
os brasileiros que atuam nessa área são valorizados por sua agilidade em
resolver problemas. Isso é válido especialmente para as empresas de
consultoria que prestam serviços de informática para terceiros. "Isso se
explica pelo fato de que sai mais barato para as companhias contratar
temporariamente uma consultoria para desenvolver os sistemas que ele
precisa", afirma o cientista da computação paulista Sérgio Tonello, da
empresa de consultoria CCSI, nos Estados Unidos.
Atualmente está em alta a biologia computacional - que une genética e informática
- graças aos laboratórios que catalogam os genes mapeados, tanto os do homem
quanto os de plantas, animais e microrganismos.
Outra área promissora é a de desenvolvimento de aplicativos, por causa da tendência
de integrar as telecomunicações no computador (TV e telefone) e do número
crescente de estabelecimentos comerciais que utilizam a informática em seu
dia-a-dia. Expande-se também a criação de programas de navegação na
internet. Salário médio inicial: R$ 1527, 00
A principal diferença entre engenharia de
computação, análise de sistemas e ciência da computação é que a primeira
cuida do equipamento físico, da produção e da construção do computador,
enquanto as duas outras se ocupam do desenvolvimento de programas e da operação
da máquina. O analista de sistemas lida com o fluxo de informações,
trabalhando com redes de computadores e programas. O cientista da computação,
por sua vez, está empenhado no desenvolvimento de novos softwares e sistemas. Já
o engenheiro se envolve com a construção de equipamentos. Em qualquer uma
dessas opções, existem disciplinas da área de exatas, como matemática e física,
além de arquitetura de máquinas, linguagens computacionais, sistemas
operacionais e teoria da computação. Na USP, o aluno de engenharia de computação
faz quatro estágios obrigatórios intercalados aos períodos de aula.
"Dessa forma, o estudante percebe, na prática, a importância das
disciplinas teóricas", diz o professor Shigeharu Matai, da Escola Politécnica
da USP, em São Paulo.
Duração média: quatro anos para análise de sistemas e ciências da computação;
cinco para engenharia da computação.
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