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Música

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Guia de Profissões Por Guia Abril do Estudante Assinar feed do autor
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A carreira

"Quando você está no palco tocando, a música envolve todo o seu mundo emocional, mas é preciso que a gente se entregue muito para que o público também participe dessa emoção." Quem diz isso é um profissional experiente, o pianista erudito paulista Gilberto Tinetti. Emoção não é a única exigência para quem escolhe a música como profissão. Dedicação também é fundamental, e que quer seguir essa carreira precisa estudar muito e ter contato diário com o instrumento. "É necessário muita disciplina", afirma Tinetti. "Em música, não importa onde você estudou, e sim quanto estuda todos os dias. Isso aparece cada vez que você toca para o público", avisa Mario Ficarelli, chefe do departamento de música da USP, em São Paulo.
Nessa profissão, você pode escolher entre a música erudita e a popular. Seja qual for o seu estilo, o trabalho será basicamente o mesmo: cantar ou atuar em orquestras e grupos, como regente ou instrumentista. Também poderá compor melodias e fazer arranjos. O instrumentista pode tocar os mais diversos estilos, de MPB a música de câmara. O ecletismo está em alta. É cada vez mais raro ver um profissional que se dedique a uma só atividade no Brasil. "O músico deve ter muita versatilidade", explica o compositor e violonista Luiz Tatit. "Quanto menos preconceito ele tiver, quanto mais coisas fizer, melhor vai se dar na carreira."

O mercado

O campo mais promissor é o trabalho com outras formas de arte, como cinema, teatro e TV. A área de jingles para publicidade e trilhas sonoras para cinema e teatro cresceu bastante nos últimos meses. Os instrumentistas ainda têm uma boa opção no acompanhamento de grupos e cantores. O aumento do número de orquestras no Brasil vem proporcionando boas chances de emprego. "Há vinte anos, tínhamos umas oito orquestras no país. Agora, só em São Paulo são mais de dez", conta Mario Ficarelli.
Salário médio inicial: R$ 796, 00

O curso

Há cinco habilitações em música: instrumento, canto, composição, regência e licenciatura. Nem todas as faculdades oferecem essas opções. Seja qual for a sua escolha, entre as matérias básicas para qualquer uma das habilitações, você vai aprender noções de percepção, harmonia, linguagem musical e história da música. Na formação específica, desenvolverá sua técnica e se aprofundará no conhecimento da área ou do instrumento que escolher. Portanto, prepare-se para ter muitas aulas práticas, que são o forte do curso. Duração média: quatro anos para instrumento, canto e licenciatura; seis anos para composição e regência.

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