Engenharia Hídrica |
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O alerta vem sendo feito há mais de uma década
pela ONU: a falta de água potável deve provocar problemas dramáticos em todo
o planeta no próximo século. De acordo com previsões do órgão, 2,8 bilhões
de habitantes de regiões carentes de água podem enfrentar seca crônica dentro
de 25 anos caso mantenham a atual política predatória dos recursos hídricos.
Embora detenha 8% das reservas mundiais potável do planeta, o Brasil não está
isento desse risco. Para evitá-lo, precisa gerenciar de modo eficaz suas bacias
hidrográficas. "Diante desse cenário, a perspectiva de trabalho para o
engenheiro hídrico é enorme", afirma o professor Geraldo Tiago Filho, da
Efei em Itajubá, Minas Gerais. "Cabe a ele planejar e orientar o uso
racional da água das bacias hidrográficas, prevenindo o impacto negativo das
atividades industriais, agrícolas e urbanas sobre elas."
"Como uma espécie de gerente do uso da água, seu trabalho envolve
aspectos técnicos, econômicos e sociais", diz a secretária adjunta de ciência
e tecnologia do governo de Minas Gerais, Patrícia Helena Boson. O gerenciamento
organizado das bacias hidrográficas envolve desde atividades ligadas ao plantio
e à preservação da mata nas margens dos rios - essencial para protegê-las da
poluição e da erosão - até o planejamento tecnológico e financeiro da
transferência de água entre elas. Além disso, implica também ações econômicas,
de tratamento e recuperação das águas contaminadas e a educação ambiental,
para orientar a comunidade sobre o uso dos recursos hídricos.
O cotidiano desse engenheiro é bem movimentado. Além de viajar para visitar as
bacias hidrográficas e colher dados sobre suas condições, ele faz simulações
em computador a respeito do manejo mais adequado à sua recuperação.
Estão em alta os especialistas em gerenciamento
de bacias hidrográficas e recursos hídricos. A lei que regulamenta a política
nacional de recursos hídricos prevê a criação de comitês de administração
das bacias hidrográficas, cada um deles com uma assessoria técnica formada por
cinco engenheiros hídricos, no mínimo. "Tudo indica que esses comitês
serão os maiores empregadores nos próximos anos", acredita o
superintendente da área hidrológica da Agência Nacional de Energia Elétrica,
Marco Aurélio de Freitas.
Salário médio inicial: R$ 1 219, 32
Em alta: Gerenciamento de recursos.
Nos dois anos básicos estuda-se principalmente matemática, física, química e eletricidade. Na parte profissionalizante, o currículo inclui hidráulica, geologia, saneamento, hidrologia, administração e planejamento do uso dos recursos hídricos. Há muitas atividades práticas, com trabalhos de campo, durante a especialização. Para a formatura, é obrigatório o estágio em empresa do setor. Duração média: cinco anos.
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