Terapia Ocupacional |
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Um paraplégico ou um paciente de Aids são
pessoas com sérios problemas de saúde. Mas elas sofrem também por outro
motivo: a doença dificulta sua integração na sociedade, e muitas terminam
sendo excluídas da vida em grupo. Assim, a reabilitação física não basta, e
elas precisam buscar sua reintegração social.
Essa é uma guinada recente na terapia ocupacional, tradicionalmente voltada
apenas para o tratamento de doenças. Agora esses profissionais são encontrados
onde quer que haja marginalizados: clínicas para dependentes de drogas, asilos,
centros de saúde, prisões e instituições de assistência social. Por meio de
exercícios e atividades, o terapeuta ocupacional auxilia a reestruturar o
cotidiano de portadores de alguma incapacidade física, mental ou psíquica.
"Para tratar de crianças com distúrbios motores causados por problemas
neurológicos, desenvolvo atividades sensoriais, como pintura e desenho, usando,
inclusive, o computador", conta Lilian da Silva Santos, da clínica Agir,
em São Paulo. "Com isso, estimulo a percepção, o raciocínio e a atenção
do jovem, tornando-o mais independente em seu dia-a-dia. Afinal, é importante
que ele possa comer, vestir-se e tomar banho sem precisar da ajuda de
outros."
É difícil ver um terapeuta ocupacional
desempregado. O mercado oferece vagas para todos, principalmente no setor público",
diz Maria do Carmo Castiglioni, coordenadora do curso na USP, em São Paulo.
Embora haja trabalho nessa área, os salários são baixos, o que leva muitos
profissionais a migrar para clínicas e instituições particulares. Um dos
setores em alta é o de tratamentos pós-cirúrgicos. Associado a um
ortopedista, o terapeuta trabalha para garantir uma boa e breve recuperação do
operado.
Salário médio inicial: R$ 779,73
Em alta: Atendimento a idosos
O currículo básico traz aulas de anatomia, biologia, enfermagem, farmacologia, patologia e psicologia. A medicina entra com os fundamentos das principais especializações da área de saúde, como pediatria, oftalmologia e otorrinolaringologia. A formação específica inclui disciplinas de desenvolvimento humano, recursos terapêuticos e terapia ocupacional aplicada à educação, à saúde mental e às condições sociais. O último ano é reservado para um estágio, que pode ser feito em hospitais ou centros de saúde. Duração média: quatro anos.
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