Química Industrial |
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Nos últimos seis anos, o mercado de perfumaria
e cosméticos quase triplicou no Brasil. De 1992 a 1997 surgiram 1250 empresas
do ramo, espalhadas pelo país. O faturamento dessa indústria pulou de 1,7 bilhão
de dólares em 1992 para 4,8 bilhões em 1998. "Nesse período, foram
criados 10000 empregos, em todos os níveis", diz João Carlos Basílio da
Silva, presidente da Associação Brasileira de Indústrias de Higiene Pessoal,
Perfumaria e Cosmético. Um dos profissionais mais importantes nesse setor é,
exatamente, o químico. Afinal, cabe a ele pesquisar a composição e as
propriedades de transformação das substâncias.
"A vida é química", afirma o professor Walter Colli, da USP, em São
Paulo. "Uma folha de alface é um laboratório químico, um mico-leão-dourado
é um sistema químico organizado. "Ou seja, todo ser vivo só vive graças
aos processos de combinação de elementos. "Por causa dessa abrangência,
o universo do químico é muito vasto", diz o professor José Eduardo de
Oliveira, da Unesp de Araraquara, em São Paulo. "Enquanto um profissional
se dedica ao desenvolvimento de derivados do petróleo, outro pode estar
atestando a autenticidade do quadro de um pintor."
Uma das funções desse profissional é zelar pela qualidade de vida da população.
É o que faz Andréa Guaracho, que trabalha na Companhia de Saneamento Básico
do Estado de São Paulo (Sabesp). Andréa é uma das responsáveis pela água
que chega á casa de 3,5 milhões de habitantes da zona leste da Grande São
Paulo. "Faço a análise de amostras da água da região para garantir que
ela esteja adequada ao consumo", conta.
O químico industrial, ou químico com atribuições
tecnológicas, aplica princípios e métodos químicos aos processos
industriais. Nas fábricas, ele tem um série de atividades. Além de
desenvolver novos produtos, faz o controle de qualidade, elabora projetos de
processamento, coordena a operação e a manutenção de equipamentos, além do
tratamento dos resíduos industriais, para evitar danos ao meio ambiente.
Em virtude da atual tendência à redução de pessoal nas empresas, é comum
que um mesmo profissional esteja envolvido não só com desenvolvimento e
pesquisa, mas também com a comercialização do produto, da definição da
embalagem à venda. "No nosso ramo, na hora de fazer negócio é mais fácil
trabalhar com quem entende de química, porque a linguagem empregada é muito
específica", diz Isaac Plachta, da Associação Brasileira da Indústria
Química. Quem optar por essa profissão precisa saber que vai disputar vagas
com os engenheiros químicos, que igualmente atuam na área.
Além do setor de cosmético, o petroquímico é
o que promete maior crescimento, principalmente na área de polímeros. A
Associação Brasileira da Indústria Química prevê investimentos da ordem de
2,7 milhões de dólares nos próximos dois anos. "Há também boas
perspectivas para as consultorias ambientais, que lidam com reciclagem de
produtos e reaproveitamento de embalagens. Nela estão as melhores chances para
os recém-formados montarem negócio próprio", diz o professor Atílio
Vanin, da USP. A maior oferta de empregos está concentrada nos Estados de São
Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Salário médio inicial: R$ 965,60
Em alta: Indústria de cosméticos
Os dois primeiros anos são ocupados por disciplinas básicas, como química orgânica, química inorgânica, físico-química e bioquímica. No terceiro ano, você vai optar entre a licenciatura e o bacharelado em química ou em química industrial. Nos laboratórios, aprenderá a manipular substâncias e equipamentos. O estágio é obrigatório. Duração média: quatro anos.
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