Engenharia Metalúrgica |
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Não basta conhecer a fundo as propriedades dos
metais nem as tecnologias mais modernas usadas em seu processamento industrial
para se qualificar como um bom engenheiro metalúrgico nos dias atuais. Diante
das exigências da indústria mundial, para sobreviver nessa profissão é
preciso ser versátil, capaz de manipular materiais que nada têm a ver com
metais, como o vidro, o plástico e a cerâmica, e ter habilidade para criar e
adaptar tecnologias, reduzir custos e melhorar a qualidade dos produtos.
"Originalmente, o engenheiro metalúrgico se ocupava apenas do
beneficiamento de minérios, de sua transformação em metais e ligas metálicas
e de sua utilização industrial. Agora, na medida em que as fábricas fazem
produtos com diversos materiais, temos de conhecer um pouco de cada um
deles", conta Ricardo Cumino, engenheiro metalúrgico da Ina Brasil,
fabricante de rolamentos e peças para motores de automóveis, em São Paulo.
"O plástico, por exemplo, vem sendo utilizado junto com o aço
especialmente em peças que não necessitam resistir ao atrito ou às altas
temperaturas", exemplifica.
O principal desafio desse engenheiro é adequar os materiais metálicos às funções
a que eles serão submetidos, sejam chapas, arames e vigas de sustentação para
a construção civil, sejam latinhas de cerveja ou altos fornos siderúrgicos.
"Dada a multiplicidade de produtos que têm minérios em sua composição,
é indispensável conhecer a fundo a composição e as características dos
metais ferrosos e não ferrosos", diz o professor Francisco José Kiss, da
UFRGS, no Rio Grande do Sul.
"A área de reciclagem tende a
crescer", acredita Horacídio Leal Barbosa Filho, secretário-geral da
Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais. "Os processos de
reciclagem do aço a partir da sucata atendem tanto à preocupação com a
integridade do meio ambiente quanto à necessidade de redução de custos, tão
procuradas hoje." A instalação de montadoras estrangeiras em várias regiões
do país e o aumento da atividade siderúrgica também abrem vagas.
Salário médio inicial: R$ 1 219, 32
Em alta: Reciclagem.
Matemática, estatística, física e química
estão presentes em todo o curso. Nos dois anos básicos, quase 70% das
disciplinas são teóricas. Nos três últimos, aumenta a carga de aulas em
laboratório, em que você vai estudar os fenômenos sofridos pelos metais
ferrosos e não ferrosos e os diversos modos de tratamento térmico. Duração média:
cinco anos.
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