Geologia |
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No verão de 1999, a paisagem do Recife, em
Pernambuco, mudou. No horizonte, em vez do mar azul e dos arrecifes,
destacavam-se navios descarregando no porto da cidade uma mercadoria insólita:
água potável. Imersa numa crise de abastecimento, Recife teve de pedir às
embarcações que deixassem seu lastro de água potável para poder distribuí-la
à população. Episódios como esse não serão raros no futuro, segundo os
especialistas. "Isso não vai acontecer somente em regiões onde a chuva é
esporádica e irregular, como o Nordeste, mas em todas as grandes cidades, já
que a falta de investimento em infra-estrutura, o crescimento da população e a
ocupação desordenada levam à poluição e à exaustão dos recursos hídricos",
prevê Marcos Egydio Silva, professor de geologia da USP, em São Paulo.
"Em razão disso, surgem boas oportunidades para os geólogos na
dessalinização da água do mar, na prospecção e nos estudos de ocupação
para evitar contaminação de rios e de lençóis freáticos."
A atividade básica do geólogo é observar o solo. Na construção civil,
prepara o terreno para grandes obras. Na construção civil, prepara o terreno
para grandes obras. Na exploração de reservas petrolíferas, estuda as rochas
subterrâneas em busca de jazidas. A preocupação com o meio ambiente também
tem gerado boas chances, principalmente na elaboração de relatórios de
impacto ambiental. Sinal dos novos tempos: a mineração, um campo tradicional
de atuação do geólogo, vive um momento de crise. "O surgimento de
materiais industriais substitutos e as restrições ambientais à criação de
novas minas dificultam a exploração de minérios", informa Nílson
Francisquini Botelho, professor da UnB, em Brasília.
Em todo o país sobe a cotação dos geólogos
especializados em elaborar relatórios de impacto ambiental, seja para a construção
de grandes obras civis, seja para o planejamento de novos bairros e cidades. O
fim do monopólio na extração do petróleo e a entrada de investimentos
estrangeiros aumentam a oferta de emprego nesse setor, principalmente no Rio de
Janeiro.
Salário médio inicial: R$ 1223,41
Em alta: Geologia ambiental
Muita química, física, geoquímica, geofísica, mineralogia e geomorfologia. Em aulas práticas, o aluno sai a campo para fazer mapeamentos e coletar material. A Ufop, em Minas Gerais, tem um curso de engenharia geológica, com ênfase na construção civil e de minas. Na Unicamp, em São Paulo, geologia é uma opção do grupo de ciências da Terra. Duração média: cinco anos.
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