Odontologia |
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O espaço apertado em torno da arcada dentária
guarda mistérios que só o dentista sabe desvendar. Ao examinar a boca do
paciente, esse profissional procura mais do que cáries e problemas relacionados
à posição dos dentes: preocupa-se em localizar indícios de outros males que
possam estar debilitando o organismo. "Doenças do sistema digestivo ou
infecciosas, como a Aids, deixam sintomas como mau hálito e feridas na mucosa
bucal", conta Elen de Oliveira Oleto, diretora da Faculdade de Odontologia
da UFMG, em Minas Gerais. "Antes, bastava sermos bons técnicos. Agora,
fazemos diagnósticos mais apurados ao examinar o paciente."
Mesmo quando se trata de cuidar apenas da arcada dentária, a principal função
do profissional de odontologia não é mais curar, e sim prevenir. "A
preocupação com o bom estado dos dentes começa com a gestante. Desde a
gravidez, a mulher deve saber como cuidar da boca de seu bebê", diz a
professora.
A área de implantodontia é a que mais cresce,
graças ao desenvolvimento tecnológico que tem tornado possível implantes mais
duradouros e baratos. Quanto à regiões do país, esqueça os Estados do
Sudeste. A Organização Mundial da Saúde, da ONU, calcula que a proporção
ideal é a de 1600 habitantes para cada dentista. Em São Paulo, a relação é
de um profissional para cada 603 habitantes e, em Minas Gerais, de um para 955.
Por outro lado, há apenas um dentista para 3319 catarinenses e um para 3875
rondonenses.
Salário médio inicial: R$ 570,32
Em alta: Implantodontia
O primeiro ano é ocupado com matérias da área de biológicas, como anatomia e fisiologia. No segundo, você começa a treinar obturação em bonecos e, no seguinte, já trabalha com pacientes. O estágio não é obrigatório, mas o Conselho Nacional de Odontologia discute a criação de um período de atuação em regiões pobres do país, com estudantes tratando a população carente de assistência odontológica. Duração média: cinco anos.
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