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Como se Preparar Para o Psicotécnico e Para o Vestibular

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Antes de qualquer coisa, a existência é corporal” (Le BRETON, 2006, p.7).

Este título poderia ser colocado em forma de pergunta: Como se preparar para o psicotécnico e para o vestibular? E a resposta seria: Não se preparando. Diria que não fazendo nada, mas, nada mesmo, em relação a esses eventos em si, especialmente na véspera. No entanto, fazer algo ou alguma coisa em relação a si mesmo, na condição de examinando, sim. O objetivo deste texto, meio auto-ajuda, se justifica pelo fato de não haver na literatura impressa ou virtual, um mínimo de esclarecimento que sirva de norte para que as pessoas lidem melhor com as intensas demandas emocionais envolvidas nos psicotécnico e vestibular. Demo (2005) entende que a auto-ajuda é fundamentalmente escape, fuga, tergiversação, por mais que se possam divisar nela componentes “aproveitáveis” (p.10 - grifo do autor). Então, o que não é auto-ajuda? A diferença é que à auto-ajuda é direta, fala para um sujeito ou público específico, mas, peca porque, nem sempre, trás reflexão, e se coloca como “receita de bolo”.

Mas, até um texto científico é auto-ajuda, por que não? Contudo, usa uma linguagem esquizóide na qual o autor se omite da sua posição de emissor, e seu discurso sugere um suposto nós, quando na realidade, e na maioria das vezes, é somente ele quem fala. E, assim, destina sua mensagem não para um leitor em particular, mas indeterminado. Se as reflexões e recomendações aqui expostas conseguirem aliviar, um pouco, a angústia dos examinandos e vestibulandos, além de contribuir para uma imagem menos ameaçadora desse procedimento técnico da psicologia que é o Psicotécnico, este meu intento terá sido alcançado.
Estes exames, o que é perfeitamente compreensível, geralmente deixam as pessoas desesperadas. Considerando que “as emoções podem produzir tanto o enfraquecimento psíquico como o físico” (MAÏMON apud VOLICH, 2000, p.29), às vezes, exatamente por conta desse estado emocional, se joga fora um pouco ou muito das chances que teriam. Quando se trata do vestibular, de alguma forma se busca ajuda estudando em cursinhos, em grupo, ou revisando o material que se tem disponível. Mas, quando a questão é o psicotécnico, a sensação de desamparo é maior. Não se tem apontamentos, obviamente, porque não se estuda psicotécnico no colégio.

Assim, o pedido de ajuda de quem estar prestes a fazer o psicotécnico acaba por recair no desejo de treinar-se nos testes psicológicos. O que não é permitido, cuja ilegalidade, seja para emprego, carteira de habilitação, etc., estar sujeito à invalidação, o psicotécnico é inutilizado; e punição para os envolvidos, caso se trate de psicólogo corre até o risco de ter a carteira cassada - perder o direito do seu exercício profissional -, por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP).
Na escola não se tem corpo, esse “envoltório íntimo” (Le BRETON, 1998) é negado. Cabeças enormes e sem corpos vagam pelas escolas, colégios e universidades. Cabeças, por vezes, confusas, porque a educação também é assim: Confusa. Como diz Deleuze (2006), tudo é irracional no capitalismo, exceto o capital ou o capitalismo (p.365). E o pior é que, estas instituições educacionais como porta vozes da sociedade, tentam vender os ideais sociais como se fossem justos, coerentes, etc. Quando, a “natureza” social, é, por excelência, ambivalente, excludente, etc. Para Heller (apud ARAÚJO, 1998), o egoísmo e o cinismo são as duas formas mais evidentes do individualismo burguês. Em vista disto, deviam não somente ensinar à pensar, mas à viver na complexidade e na incerteza (PAILLARD, 2002). Acima e abaixo da linha do Equador de tantos absurdos, diga-se de passagem, até o pensar deixa a desejar, e a existência parece um eterno equilibrar-se numa “corda bamba”.

Enfim, o corpo na escola quase somente existe quando é para atender suas necessidades básicas de sobrevivência, lanchar é fazer toilette. Algumas escolas dão uns passos adiante no ridículo de proibir que os adolescentes troquem afeto nas suas dependências. Não raro dou aula vendo alunas se acariciando, bem como, às vezes, aluna e aluno - nunca vi dois rapazes -, isto não atrapalha minha aula. São manifestações espontâneas de carinho pelo colega, que faz prevalecer o lema que nunca devia ter sido aposentado: “Faça amor, não faça guerra”. O que não teria sentido, na sala de aula, seria o “beijo francês” ou algo aproximado, além de inadequado, é falta de respeito, independente de gênero.

Para o artista plástico Stelarc (apud Le BRETON, 2003), o corpo perdeu toda utilidade, substituído por máquinas mais eficientes na maior parte de suas funções (p.125). Nessa perspectiva, Le Breton (2003) diz que, anacrônico, o corpo deve desaparecer logo, a fim de permitir o acesso a uma humanidade gloriosa, livre, enfim, dessa “carne” que o enraíza no mundo (p.123). Parece-me que o corpo já deixou de existir, mas justaposto aos sentimentos, o que é bem diferente. Porém, duvido muito que o corpo deixe de ser a máquina das performances sexuais, e de outros meios de negociações legais ou clandestinas. O atual culto ao corpo, fragmentado da emoção, mas, bem trabalhado ou “deformado” para exibição, é o próprio emblema do deserto social, vazio de humanidade. Afinal, “o corpo metaforiza o social e o social metaforiza o corpo. No interior do corpo são as possibilidades sociais e culturais que se desenvolvem”(Le BRETON, 2006, p. 70).

Faltam estruturas que dêem reais suportes a elaboração dos afetos e das subjetividades. No ambiente líquido-moderno, segundo Bauman (2006), nenhum outro tipo de educação ou aprendizagem é concebível; a “formação” dos eus ou personalidades é impensável de qualquer outra forma que não seja uma reformação permanente e eternamente inconclusa (p. 155 - grifos do autor). É como se o aluno fosse apenas intelecto, mesmo que inacabado, mas, nunca emoção. De modo que não aprende a lidar com esse segmento sobre o qual, raramente, se atribui alguma relevância. Acredito que, muito das monstruosidades sociais de hoje, tem a ver com esse tipo de poda. Este ponto de vista é corroborado por Lowen (1986), quando ele diz que, “a antítese ente ego e corpo produz uma tensão dinâmica que propicia o amadurecimento” - diria crescimento material (grifo nosso) -, “da cultura, mas também comporta um potencial destrutivo”(p.17).

Voltando, especificamente, a essa espécie de “violência” emocional que envolve os exames, o indivíduo só pensa em se equipar intelectualmente para enfrentar o processo. Nunca passa pela sua cabeça que ele próprio também é um instrumento que deve ser assistido, cuidado. No vestibular, pelo menos, se tem acesso a diversas formas de preparação didática, mas, o psicotécnico é um território altamente demarcado da psicologia. Uma vez que, somente o psicólogo lida com esse tipo de avaliação, isto parece imbuir à categoria de um poder. No entanto, a questão não é a preservação desse espaço como exclusividade do psicólogo, que, aliás, é fundamental que seja. Mas, a mítica que se criou entorno dos testes psicológicos.

Isto, de algum modo, prejudica o candidato ou examinando, no sentido de que imprime uma antipatia, um mal estar só de ouvir a palavra: Psi/co/téc/ni/co. E esse sentimento se acentua quando, por exemplo, depois de “passar” numa prova escrita, bastante concorrida, de um concurso, o indivíduo ainda tem que fazer este tal, que é eliminatório. Este exame também pode tirar o gostinho de mais independência, conforto e facilidades práticas que trazem a direção. Assim sendo, o psicotécnico não poderia está associado a um rito agradável, mas a uma “coisa” que mete medo, e que só atrapalha.

Similar à matemática que é o pavor de muita gente, o psicotécnico está na categoria desses temores. Mas, é obvio de que não é a matemática, em si, a causa desse terror, mas a forma como foi administrada. Prova disto é que os indivíduos não matematicamente traumatizados sentem prazer de lidar com a mesma que chega a ser, para eles, quase uma diversão. Professores se esforçam para que essa sensação lúdica da matemática se torne generalizada. Porém, em relação ao psicotécnico não se tem enveredado nenhum empenho para isto.

Toda situação de teste ou prova, por mais simples que seja suscita algum nível de ansiedade, e se potencializa quando tem concorrência acirrada, e necessidades que são vitais, a exemplo de emprego, carteira de habilitação, etc. Não tem como subestimar que o psicotécnico e o vestibular têm poder de “divisor de águas”, é esse o seu papel ou destino. Logo, poderá retardar ou mesmo travar, bem como incrementar condições e novas dinâmicas na vida das pessoas. Por conseguinte, desmistificar esses processos, sobretudo o psicotécnico, seria atenuar estado emocional que, por vezes, leva o indivíduo a entrar no páreo já meio derrotado, tomado pelo desânimo de fracasso.

Porém, deve-se salientar que esse medo não se dá apenas pelo aspecto objetivo, mas, também pelos vieses subjetivos que tem a ver com o narcisismo. A dor, para Leriche (apud Le BRETON, 2006), é também o resultado de um conflito entre o excitante e o indivíduo por inteiro (p.53). Não ser aprovado (termo utilizado em relação ao vestibular), ou não indicado (termo utilizado em relação ao psicotécnico, pois suscita uma melhor ideia de temporalidade), afeta, de alguma forma, a auto-estima. Pensa-se, agora, não tão capaz como se imaginava. Se já é difícil perder, mesmo quando se tem em mente que a vida, em certos aspectos, se caracteriza como jogo. Mas, como se não bastasse, ainda tem a cobrança direta ou implícita da família, amigos, etc.

Como diz Nietzsche (2004), “o homem é mais sensível ao desprezo quem vem dos outros do que ao que vem de si mesmo” (p.277). Mas você não passou!? Pode soar como: “Estou decepcionado”; “Pensei que você fosse um pouco mais inteligente!” Dificilmente se analisa os possíveis motivos do insucesso. São exigências implacáveis, de que seja super-homem, vitorioso sempre, que não falhe nunca e nem fraqueje em situação alguma. Todo mundo cobra de todo mundo, geralmente sem querer saber das reais condições, mas, de que o “milagre” apareça.

A ansiedade em relação ao psicotécnico ainda é mais acentuada, porque o candidato não sabe exatamente em que consistem os testes psicológicos, pois não se trata de um prova de matéria ou disciplina. Enfim, é um universo desconhecido. Assim, é comum encontrar dois tipos de examinandos no psicotécnico, com posturas bem distintas. Aqueles com menos escolaridade que tendem a ter medo porque acham que vão de se deparar com suas limitações, e que serão expostas. Mesmo assim, humildemente, se submetem. E aqueles com experiência acadêmica, que tendem a resistir por não aceitarem o fato de que terão de ser avaliados. Como se o diploma superior tivesse que os isentá-los desse “constrangimento”. Assim sendo, duvidam, desqualificam o psicotécnico, muitos nem aceitam a própria psicologia. Para esses, é extremamente inquietador ser assistido por psicólogo.

Morin (2005, p.25) salienta que, nem “o cientista não é um homem superior, ou desinteressado em relação aos seus concidadãos; tem a mesma pequenez e a mesma propensão para o erro”. Já ouvi falas e discursos de pessoas, dentro e fora do contexto da atuação profissional, estranhamente odiosos a essa ciência. Uma moça se benzeu quando soube que, informal e acidentalmente, tinha se deparado com pequeno grupo de psicólogos. Freud, certamente, explica! Num dos casos, em atendimento, uma médica obesa mórbida dizia detestar a psicologia, com o evoluir da sua explanação foi possível separar o “joio do trigo”, na verdade ela se decepcionara com uma colega psicóloga.

1) Os Testes Psicólogicos são deste Mundo

Os testes psicológicos são construídos a partir de símbolos, formas e representações de objetos do cotidiano, portanto não consistem de conteúdos tão estrambóticos os quais não possam ser relacionados ao que já se tenha visto. Mas que exigem concentração, esforço, atenção, para sua realização. A maioria dos testes é não verbal, ou seja, quem tem deficiência sensorial da fala, ou quem não tem nenhuma escolaridade, pode fazê-los tranquilamente. Deve ser destacado que a falta de escolaridade não significa obtusidade. Não é raro encontrar pessoas sem instrução, mas inteligentes, perspicazes. Não têm o conhecimento formal, mas os possui da vida, das suas percepção e capacidade de elaboração. Os testes psicológicos, nesse sentido, são bastante democráticos, contempla a todos.

Sem poder fazer alguma coisa que colabore diretamente no resultado do psicotécnico, então o mais sensato é se voltar para si, é procurar relaxar, bem como em ariscar-se ser a própria pessoa, sem subterfúgios, ou representar algum personagem, e cooperativo às realizações e às solicitações do psicólogo e/ou assistente, estagiário de psicologia, quando da realização dos testes (SILVA, 2007). Todo processo que depende unicamente do indivíduo, isto implica num compromisso maior de se buscar força e apoio dentro de si mesmo, e o meio mais indicado para isto é a introspecção.

Não é à toa que seleção de futebol quando vai participar de jogo importante, se concentra. Isto não se reduz a desenvolver somente sentimento de equipe, a estudar, conjuntamente, estratégias de jogo, mas, para que o atleta possa ficar consigo, e reflita sobre o seu estado psicológico e suas habilidades. Até da sexualidade os “cabras” são privados. Espera-se com isto que a libido seja canalizada ou transformada em energia motriz potencializada em campo. Mas, alguns jogadores que desobedeceram ou que lhes foram permitidos a quebra do jejum sexual, também apresentarem bons desempenhos. Paira a polêmica: Eles devem ou não ficar concentrados? A quarentena parece mais válida, porque nem todo jogador tem a performance de “cavalos” de força.

Mas, seja no contexto do esporte, ou dos exames, é imprescindível a atitude, uma mentalidade realista, que leve a uma determinação. E isto, possivelmente, resulta numa conduta que, de alguma forma, se refletirá de modo positivo na realização do exame.

a) Atitudes para com o Exame Vestibular

Em relação ao vestibular, até que o vestibulando pode fazer alguma coisa em termos de estudo, mas não é recomendado, uma vez que há uma tendência a ficar mais consciente das faltas, do que se deixou de estudar. Não adianta acumular mais informações, de uma hora para outra, na véspera das provas, sem ter tempo de processá-las. Isto só aumenta ainda mais a ansiedade. É preciso considerar não só a aprendizagem recente, mas tudo que se prendeu ao longo dos anos.
Aqui vem a calhar outro adágio: “Não adianta chorar pelo leite derramado”. Então, o mais sensato é procurar se distrair. Conversar com os amigos, assistir a filmes cômicos. Nada de farra. De álcool, ou de qual coisa que interfira na lucidez. Enquanto isso tenta identificar os medos latentes ou subjacentes, e os coloca para fora. Compartilhando-os com pessoa de confiança, que saiba não irá criticá-lo por isso, do contrário, que será acolhido, acatado. Por mais superficial, infundado, ou bizarro que pareça o medo, mas, é uma preocupação, e isto pode pesar quando da realização das provas, mesmo que não se tenha consciência, imediata, do seu efeito. O importante é se aliviar, e eliminar a ideia do vestibular como frigideira ou guilhotina. No aparente tranquilo, pode estar “borbulhando” o sentimento é de que “Está frito”, ou de que “Vai ser espinafrado ou ferrado”.

Estar preparado para o vestibular e esbanjando segurança, que sabe tudo, julgando que os colegas não estão com nada, pode trazer surpresa. Os alunos que conseguem os primeiros lugares no vestibular, com ou sem falsa modéstia, geralmente são tímidos, e muito simples. Não ficam “batendo no peito” que são os melhores. E mais fácil que, familiares, amigos, etc., façam isto por eles. Seu senso de exigência e limite é forte, não os permitem se vangloriar. Parece-me que, mais do que a vitória, eles desejam o efeito desse feito. O retorno em calor humano e carinho por parte das pessoas amadas - aliás, é isto que todo mundo que se dedica a algum trabalho, atividade, quer: Reconhecimento.

Mas, por vezes, os “caras de pau”, ou aqueles dos quais não se esperam muito, conseguem resultados razoáveis. A postura descompromissada ou desapegada destes, do tipo: “Seja lá o que Deus quiser” (pelo menos neste contexto, é mais cômodo, e tranquilizador deixar a “batata quente” nas mãos do divino - infelizmente muitos fazem disto sua “oração” cotidiana), ou “Se eu não passar, ou não for indicado não é o fim do mundo”. Ver por este ângulo, se não resolve, porém retira um “globo terrestre” dos ombros.

b) Atitudes para com o Exame Psicotécnico

Como não se lê ou se estuda para fazer o psicotécnico. Isto provoca a sensação paralisante de impotência, pois não se sabe o que irá executar. O indivíduo fica se perguntando sobre o que é preciso que ele faça para conseguir a vaga. Aqui não tem nem como se autoflagelar com mensagens de torturas dos tipos: “Eu devia ter estudado mais”; “Não levei meus estudos a sério, brinquei muito nas aulas”; “Aqueles professores era um bando de incompetentes, nem estimulavam, etc.”; “A namorada me solicitava muito, queria namorar o tempo todo”; “Eu não podia dizer não a um convite para sair com meus amigos”, etc.

O examinando não tem para quem transferir a culpa, a quem baixar o malho, crucificar. A ansiedade e o medo da não indicação ficam martelando na sua cabeça. Tudo isso, ou seja, toda essa pressão fica dentro de si, e, inevitavelmente, ele desconta nos testes: “Esse negócio de psicotécnico, é coisa de idiota”; “Ninguém nem sabe qual é o objetivo disso!”. Enfim, desenvolveu-se uma indisposição para o seu desempenho. Agora o indivíduo não é mais, apenas, vulnerável a situação, ele está raivoso, e precisa descarregar. Ambos os estados de sentimentos são prejudiciais, porque trava o fluxo de pensamento e raciocínio. E, de modo inconsciente, ele realiza essa catarse ou descarga (ou despacha, como numa ocasião se referiu um examinado), nos testes, no momento da realização do psicotécnico. Assim, não denota seu potencial de modo mais amplo, possivelmente dificulta a sua indicação, ou mesmo que seja preterido.

2) Quando da Realização do Psicotécnico Propriamente Dito

2.1 - Subjetividades inadequadas em relação aos testes psicológicos

Diante de uma situação ameaçadora o sujeito se contrai como meio de auto-proteção, de alerta para a fuga ou ataque, e assim, há uma vaso constrição. A energia não flui por completo porque o oxigênio está restrito a área central do corpo. E num cérebro mal oxigenado os pensamentos não terão tanta fluidez, sinuosidade. Ou terá que fazer um grande esforço que, por vezes, devido à sobrecarga ocasiona o “branco”. O famoso branco da tensão, do medo e do estresse. Somente diante de estímulo agradável, da ausência de ameaça, é que o organismo relaxa e se energiza na sua totalidade para a realização da tarefa. O ideal seria conseguir um estado emocional idêntico à seriedade e serenidade das crianças quando estão brincando. O que, sem dúvida, para ser bem realista, não é nada fácil, isto que para elas, é espontâneo.

Uma coisa é ter medo, mas não trazer cristalizadas distorções a respeito dos testes psicológicos, menos mal; outra, em não temer tanto, mas abominar psicotécnico e adjacências. Estes casos são mais complicados. Seja por medo, experiência negativa com os testes, por pré-conceito, ou informação de terceiros, a ojeriza a esse processo seletivo, se não determina, de algum modo o dispõe a um resultado não muito favorável. Mas, se a pessoa não tem saída, faz jus à adaptação de um outro adágio: “Quando você não pode com o inimigo, alie-se a ele”. Nesse caso o psicotécnico se tornou mesmo um inimigo, talvez dos mais perigosos, porque está no próprio indivíduo, na sua indisposição para realizar o psicotécnico. Pintado desse jeito, tudo parecerá ameaçador. Como qualquer gesto, até casual, do inimigo parecerá intencional para prejudicar um seu rival.

Portanto, é providencial se reprogramar, mudar o foco de visão, conceituação e, como consequência a percepção. E tentar pensar os testes como instrumentos, meios que levam ao seu desejado. Essa postura muda toda a energia que, agora, passa a fluir sem entreve, portanto livre das amaras da antipatia. E isto não tem nada de mistério, ou de místico, é a próprio bioenergia do indivíduo.

2.2 - Comportamentos que ajudam na realização dos testes psicológicos

a) Caso o examinado tenha alguma dúvida, não deve ficar com receio de perguntar. Esta pode ser aparentemente simples, ou sem muita importância, mas, se não for esclarecida, poderá refletir de modo desastroso no seu resultado;

b) Para se certificar que entendeu, o examinando deve dar um feedback. Dizer para o aplicador como entendeu a instrução, e pedir a sua confirmação. Exemplo: Pelo que eu entendi o senhor (a) está dizendo que é para a gente marcar nesta folha, quadrados somente dos tipos que estão neste modelo aqui em cima, é isto? A partir do que for verbalizado pelo testando, o psicólogo percebe se de fato a instrução foi compreendida. O profissional não pode ensinar ou dá dicas muito próximas das questões do teste, mas pode explicar da melhor forma possível. Ele não vai julgar o examinando devido a eventuais dificuldades de compreensão. Certamente, não haverá dúvida em todos os testes, mas uma vez que tenha, esta deverá ser comunicada antes de começar o teste. Porque, muitos testes psicológicos têm tempo marcado, e estes, uma vez iniciados não poderão ser interrompidos;

c) Toda vez que, na instrução, o psicólogo falar em termos de “maior número”, trata-se de produção, ou seja, de teste quantitativo, porém o mesmo está sempre atrelado à qualidade. Mas, somente uma grande produção não é suficiente, tem que ter também qualidade. Uma produção elevada, mas, sem qualidade não é interessante, da mesma forma que uma baixa produção, mesmo que tenha uma excelente qualidade. O esperado é produzir muito e de boa qualidade (isto não deve consistir em estranheza, pois é uma condição inerente ao capitalismo1);

d) Com exceção dos testes de tempo livre que é comunicado aos examinandos, no geral o tempo não é dito. Mas, quando o aplicador falar que é curto, mas suficiente para fazer um bom número de questões, isto se evidencia que tem de trabalhar com mais rapidez e, obviamente, com mais atenção.

3) Medo do Psicotécnico e Medo do Vestibular

Segundo o dito popular: “De graça até injeção na testa”, ou seja, é um exagero para ressaltar o prazeroso em que se encerra o grátis, num mundo no qual quase tudo é pago. Essa afirmativa do senso comum contradiz o princípio do prazer, se injeção não é agradável nem quando se precisa dela, na testa, ainda que de graça, e por opção seria o fim da picada.

Então, obedecendo ao princípio do prazer ninguém tomaria injeção na testa, apenas por ser de graça. O princípio do prazer dita para ficar ou aceitar o que é bom, agradável, prazeroso. E fugir, rapidinho, de todo estímulo aversivo, desagradável, doloroso. Assim sendo, em sã consciência, nem de graça alguém se atreveria enfrentar um vestibular ou psicotécnico. Daí tem que se segurar, e suportar essa situação para que a mesma não se reverta, contra o próprio examinando ou vestibulando.

Em situações como essas, não têm outra melhor alternativa que não seja se entregar ao processo. Porém, essa rendição tem que ser em relação à aceitação do processo, e não ao conteúdo do mesmo, uma vez que se deve manter produtivo, procurando fazer o melhor. Assim, não apresentar resistência, significa estar “inteiro” para esse objetivo, para oferecer o melhor que a sua potencialidade permite, e como consequência o psicotécnico estará a seu favor.

Nessas situações, na verdade pode-se falar não de medo, mas de medos - no plural, assim sendo, existem basicamente os medos que serão descritos a seguir, e que estão, num primeiro momento, relacionados à operacionalidade, e, num segundo momento, as subjetividades de cada processo.

3.1 - Medos com base em dados da realidade

a) Medo por experiência pregressa, por não ter passado uma vez no vestibular, ou não ter sido indicado no psicotécnico;

b) Medo por não estar preparado para o vestibular, ou de não saber o que fazer no psicotécnico;

c) Medo do desconhecido, e por ouvir dos outros comentários amedrontadores em relação ao vestibular, e que versam sobre “essa” ou “aquela” matéria, que foram ou não, vistas no colégio, e que “caíram” ou não, nas provas, etc.; e, em relação ao psicotécnico, cada examinado dá a sua versão, e nesta, pode “pintar” um quadro sombrio, e mais complexo do que realmente seja esse tipo de exame.

3.2 - Medos subjetivos e culpa autopunitiva

Existem medos que o individuo trás consigo, sentimento de pecado, afinal temos na reta guarda a religião judaico-cristã para a qual o gozo, o prazer é pecado, menos o sofrimento. Se um bebezinho já nasce com pecado, o dito original. Um adulto deve transbordar de pecados, mesmo que não tenha cometido nenhuma barbaridade. Ou seja, são medos das vivências, das experiências do indivíduo, resultante, por vezes, das basbaquices do meio social. São medos subjetivos, que não tem sentido que não seja na sua própria ótica de quem os forjou, mas isto não quer dizer que eles não tragam algum tipo de sofrimento.

Uma vez que, “a mente humana tem a tendência de se prender ao objeto perdido e negar a realidade de sua perda” (LOWEN, 1983, p.93). Por paradoxal que pareça, muitas vezes, embora a pessoa queira alcançar um objetivo, mas por culpa ou medo subjacente, ao mesmo tempo boicota esse desejo. Isto, não parece ter lógica, mas o aparelho psíquico funciona com sua lógica específica, na qual a razão, por vezes, esbarra. Afinal, existe o inconsciente, e não é algo fácil de colocar rédea, pois regido pelo princípio do prazer, não reconhece o que é moral ou imoral. Além do mais, não avalia a distância e as consequências para satisfazer seus impulsos, conta apenas com a imposição de que, prontamente, os mesmos sejam atendidos. Por um determinado ângulo, ele nos parece uma fera enjaulada, ansiosa para escapar, sempre cheia de direito, só direitos.

O medo explícito, mesmo que o sujeito não o supere, pode encontrar meios de driblá-lo, mas, para esse medo latente, é preciso muita atenção para perceber e não deixar que ele atrapalhe seu “aqui e agora”. Tem culpa, medo que se entranha através do que se julga ruim, imoral, ilegal, e nessa situação de vulnerabilidade são os momentos oportunos que se apresentam como ideais para o indivíduo se autopunir por esses pensamentos, atos “indevidos” ou, de fato, condenáveis.

Segue algumas situações, a exemplo de como esse tipo de medo, poderá atuar:

a) Medo por conta da culpa: “Eu não estudei o suficiente, etc.”, agora é justo que não seja aprovado. Tantas oportunidades que deixei “passar”, chances profissionais que me foram oferecidas: “Bem feito que eu não seja indicado nesse tal psicotécnico”. São vozes interiores, que precisam ser escutadas, para poderem ser elaboradas;

b) Medo por estar preparado, mas não o legitima, devido ao sentimento de culpa por pensamento e/ou comportamento supostamente condenável; elevado nível de cobrança, exigência. Geralmente os mais tensos, são exatamente os mais responsáveis, que exigem, e esperam muito de si mesmos;

c) Medo da concorrência, fantasia que os concorrentes são melhores, quando, na realidade todos podem está na mesma situação, ou seja, “morrendo” de medo. Enfim, é importante esquecer os outros, se ligar na própria pessoa, no que pode fazer de melhor. Ser o seu próprio referencial ou parâmetro.

4) Exercícios de Relaxamento2

4.1 - Contactando a respiração

A respiração é um ato do qual normalmente não se está consciente. Segundo Lowen e Lowen (1985), um animal ou uma criança pequena respiram corretamente e não precisam nem de instrução nem de ajuda para fazê-lo (p.35). Ainda para os autores, o adulto tende a apresentar desorganização de respiração, devido a tensões musculares crônicas resultantes de conflitos emocionais vivenciados ao longo do seu crescimento, que a distorce e a limita.

Os seguintes exercícios ajudam a manter a consciência da respiração para atenuar a tensão nas situações de exames psicotécnico e vestibular:

a) Nesses momentos dar atenção à respiração é fundamental. A maneira mais adequada é inspirar, e expirar soltando o ar pela boca, mas sem soprar, como se fosse um gemido de dor. Aqui poderia se dizer, dor do medo, da tensão e da ansiedade, que precisam ser externalizadas.

b) Uma outra forma, de aliviar a tensão, os pensamentos e sentimentos negativos, é a seguinte: No banho, esfregar bem o xampu no couro cabeludo, massageando-o com as pontas dos dedos. Sentindo o próprio couro cabeludo, e a raiz capilar, até que tenha a sensação de relaxamento. Ao enxaguar os cabelos, enquanto a água desce pelo corpo com a espuma em direção ao ralo, mentalizar que a tensão, o medo, etc., também vão juntos.

c) Um outro exercício consiste em, antes de dormir, colocar uma música do tipo new age, respirar profundamente e segurar a respiração o quanto puder, e depois a solta (sem soprar). Fazer isto por três vezes. Enquanto mantém a mão esquerda no coração, e a direita no estômago sentindo o seu elevar-se e esvaziar-se, até à respiração voltar ao normal. Verifica se os pensamentos e sentimentos negativos ainda estão presentes. Em caso afirmativo, retorna a respirar até que os mesmos não sejam mais fantasmas.

4.2 - A água como fonte de transmutação de energia

A água é um excelente meio para purificar e transmutar as energias. Num canto raso da praia ou piscina, a pessoa se debate feito náufrago, esmurrando e esperneando a água, descarregando toda tensão até cansar - para os menos tímidos, que estiverem na praia, ao passo que se debate na água, grita seu medo e sua tensão para o infinito do mar, isto torna o exercício ainda mais completo. Depois, volta para a terra firme ou borda da piscina coloca a mão esquerda em cima do peito, a mão direita em cima do estomago. De olhos fechados, sente as batidas do coração, e o elevar-se e esvaziar-se do estômago, enquanto o ar entra pelas narinas e sai pela boca entre aberta (sem soprar), até a respiração voltar ao normal. A cada exercício, é importante está atento para as imagens que surgem na “tela” da consciência, bem como dos pensamentos e sentimentos que suscitam a respiração. Do que se trata, etc.? Se for pensamento negativo, sentimento de tensão, medo, preocupação, enfim, qualquer coisa desagradável, volta para água, e torna a repetir o exercício. Até chegar um estágio de neutralidade ou harmonia. Não se trata de reprimir, mas, de descarregar. A ideia não é de negar o medo, a tensão, etc., mas ficar bem consciente deles, e colocá-los para fora.

4.3 - Os pés como ponto de apoio e equilíbrio

a) Colocar os pés em paralelo, e numa distância de quinze centímetros, flexiona as pernas e as mantém assim enquanto durar o exercício. E passa a fazer movimentos circulares com os ombros para frente e, depois, para trás, sempre tentando alcançar, mais ou menos, a altura da base das orelhas. Feito isto, deixa a cabeça rolar sobre o tórax, no sentido horário e anti-horário, com a boca entre aberta. Em seguida, num espaço amplo: primeiro, caminha descalço nas pontas dos pés; segundo, caminha sobre os calcanhares; terceiro, na quina dos pés, estes voltados para dentro; e por último na quina dos pés, estes voltados para fora. Dar umas seis voltas ou mais, conforme a disposição. O corpo vai “dizer” dessa necessidade. Isto vai dar mobilidade aos pés, e ajudar num caminhar mais seguro, confiante. Durante a realização das provas ou do exame, manter sempre os pés firmes no chão, não de maneira rígida, e procurar, discretamente, sempre respirar.

b) Nas situações de desequilíbrio geralmente a pessoa está pisando sem firmeza. Nos dias que antecedem as provas, manter os pés bem apoiados no chão. A mãe terra nunca nega o seu apoio, assim, mantendo esse contato ajuda a perceber melhor a realidade e a enfrentá-la. Caminhar descalço na beira mar, sentindo o contato dos pés na areia, e alternando ora na areia molhada ora na areia seca, ajuda bastante a sensibilizar-se para ter os pés como essa fonte de apoio.

4.3 - Grounding3

Estar grounded é o mesmo que dizer que a pessoa está com os pés no chão. O termo pode significar também saber onde estar e saber quem é. A pessoa grounded “tem o seu lugar, é alguém” (LOWEN e LOWEN, 1985). O exercício do Grounding - a pessoa fica em pé com os pés separados 25 cm. Inclina-se à frente tocando o chão com os dedos das duas mãos. Os joelhos devem estar ligeiramente dobrados. A cabeça deve ficar pendurada, bem solta, isto é, sem tensão, bem voltada para o chão. O corpo assume a posição de um arco, como se as extremidades, mãos e pés, fossem se tocar (uma distância de 5 cm). Respirar vagarosamente e profundamente pela boca. Os calcanhares podem ficar levemente erguidos. Esticar os joelhos devagar até que os músculos atrás das pernas estejam esticados. Mas não esticar totalmente ou travar os joelhos. Permanecer nessa posição em torno de um minuto.

1 - Você está respirando com facilidade ou está prendendo a respiração? A vibração não ocorrerá se você parar de respirar.

2 - Você percebe alguma atividade vibratória nas pernas? Se não, tente lentamente dobrar um pouco o joelho. Faça isso algumas vezes para relaxar os músculos.

3 - As vibrações são intensas ou suaves? Quando voltar a posição de pé, isto deve ser feito bem lentamente. As pernas permanecem flexionadas, ao passo que o tórax vai voltando a se encaixar arrastando a cabeça, esta ainda dependurada, até chegar o ponto de ser erguida.

No dia do psicotécnico ou do vestibular, ao se dirigir ao local de exame aproveita para - caso não se incomode que os outros vejam ou possam pensar -, dentro do carro, com os vidros fechados, para gritar4 alguma tensão e medo que persistam.

Finalmente, estes são alguns dos exercícios, com base na bioenergética, que poderão ajudar a relaxar. Não tem contra indicação, salvo a exceção de não ser aconselhável logo após as refeições. Podem ser realizados algumas vezes ao dia, ou pelo menos uma. Nos dias que antecedem as provas (vestibular) e o exame (psicotécnico), mas de maneira moderada, em particular, na véspera. Não são exercícios esteticamente lindos, porém bastante ricos no que podem fortalecer ou ajudar a retomar o equilíbrio. Ressalto que tudo isto não é nenhuma garantia de aprovação no vestibular ou de indicação num exame psicotécnico. Mas, uma vez relaxado aumentam as chances de se ter um resultado mais satisfatório. O corpo é o suporte para um pensar mais lúcido, e na medida em que se cuida desse “primeiro e mais natural instrumento do homem” (MAUSS apud Le BRETON, 2006, p.39), se reflete na qualidade da articulação das ideias, da criação. Assim, seu potencial tem mais como se revelar pleno, pois estará livre das travas das tensões, das culpas e dos desejos inconscientes de autopunição. No mais, meu caro leitor, minha cara leitora, Boa Sorte.

NOTAS:

1. Muitos “esquecem” o tipo de sistema no qual estamos inseridos, e criticam os testes pela sua metodologia positivista.
2. Todos estes exercícios poderão ser feitos em quaisquer outras situações de tensão e estresse.
3. Desenvolvido pelo new rachiano ou discípulo de Wilhelm Reich, Alexander Lowen. Ground em inglês significa chão, base - não tem uma tradução apropriada no português. O termo é usado em bioenergética para designar o contato com o chão e, em decorrência desse contato, a conscientização do corpo embasado (nota dos tradutores In: LOWEN e LOWEN, 1985). Pode ser realizado apenas o exercício do grounding ou junto aos demais.
4. Atenção: Em momento algum o som é produzido na garganta, esta vai dá passagem para liberar essas emoções, que estão no plexo solar.

Livro do Autor Valdeci Golançalves

REFERENCIAL

ARAÚJO, M. F. (1998). Conexões entre capitalismo, indivíduo e individualismo, família e psicologia. Perfil - Revista de Psicologia. n. 11. Assis-SP: UNESP.
BAUMAN, Z. (2006). Vida líquida. Trad. C. A. Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar. DELEUZE, G. (2006 [1925-1995]). A ilha deserta: e outros textos. Trad. L. B. L. Orlandi. São Paulo: Iluminuras.
DEMO, P. (2005). Auto-ajuda: uma sociologia da ingenuidade como condição humana. Petrópolis-RJ: Vozes.
Le BRETON, D. (1998). Ritos de intimidade. In: O beijo: primeiras lições de amor - história, arte e erotismo. (Org.). C. Gérald. Trad. A. M. M. Sampaio. São Paulo: Mandarim.
Le BRETON, D. (2003). Adeus ao corpo. In: O homem-máquina: a ciência manipula o corpo. (Org.). A. NOVAES. São Paulo: Companhia das Letras.
Le BRETON, D. (2006). A sociologia do corpo. Trad. S.M. S. Fuhrmann. Petrópolis-RJ: Vozes.
LOWEN, A. (1983). O corpo em depressão: as bases biológicas da fé e da realidade. Trad. I. C. Filho. São Paulo: Summus.
LOWEN, A. e LOWEN, L. (1985). Exercícios de bioenergética: o caminho para uma saúde vibrante. 2 ed. Trad. V. L. Marinho e S. D. Castro. São Paulo: Agora.
LOWEN, A. (1986). Medo da vida: caminhos da realização pessoal pela vitória sobre o medo. Trad. M. S. M. Netto. São Paulo: Summus.
MORIN, E. (2005). Ciência com consciência. Trad. M. D. Alexandre e M. A. S. Dória. 8 ed. Rio de Janeiro: Bertrand.
NIETZSCHE, F. W. (2004 [1844-1900]). Humano, demasiado humano: um livro para espíritos livres. Trad. P. C. Souza. São Paulo: Companhia das Letras.
PAILLARD, B. (2002). Introduction. In: Dialogue sur la connaissance. (Org.). E. MORIN. Paris: L`Aube.
SILVA, V. G. (2007). Teste do desenho: um espelho da alma.(http://www.algosobre.com.br/ - artigos / psicologia).
VOLICH, R. M. (2000). Psicossomática: de Hipócrates à psicanálise. 2 ed. São Paulo. Casa do Psicólogo. (Coleção clínica psicanalítica). Julho de 2007.


 

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