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Ao ligarmos à televisão

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Redação enviada por estudante de Resende-RJ

Ao ligarmos à televisão

O que mais tem preocupado os pais, nos últimos dias, é a relação da mídia com as crianças; impedi-las ou mostrar à elas a dura realidade? Essa é uma de nossas frequentes dúvidas.

Há alguns anos atrás, época de nossos pais, a televisão era vista de outra forma, transmitia-se mais programações infantis em horários noturnos, programações familiares e a violência não era tão grande como nos dias atuais. Mas infelizmente, esses dias mudaram; hoje ao assistir a um noticiário, o que mais vemos é violência aumentando cada vez mais e de diversas formas; pais matando filho e vice-versa; estupro; pedofilia; abandono... E consequentemente, a preocupação com nossas crianças também aumenta. O que passar a elas no meio de tanta crueldade?

Nossa vontade é de uma realidade fora dessa, mas infelizmente, cada dia que passa parece não encontrarmos solução para tanta violência, e tapar nossos olhos para a realidade é calar-se e compartilhar com o erro, não uma solução. O melhor que podemos fazer é protegê-las e prepara-las para o futuro, afinal, os adultos de hoje já foram crianças no passado e as crianças de hoje serão os adultos de amanhã.

O mundo só pode ser mudado, através de uma boa educação dada a criança de hoje, para futuramente ser um bom adulto e não gerar tanta violência. Assim não teremos o medo ao ligarmos à televisão.

Comentários sobre a Redação

Por: Philio Terzakis *

Autor, assim você me mata. Que crase é essa bem no título? Você liga a televisão ou você liga a a televisão? Revisão urgente das regras da crase! Entenda-se com a gramática porque esse trabalho não é meu.

Mas vou fazer logo um elogio. O texto está bem divididinho, com cada assunto em seu paragrafozinho. Não sei se você fez um planejamento, mas parabéns! É assim que se faz!

Bom, vamos aos probleminhas. Antes de mais nada, evite as frases longas demais (mais de duas linhas). Isso vai lhe ajudar a parar de escrever frases confusas – seu texto está cheio delas.

Exemplo: “Nossa vontade é de uma realidade fora dessa, mas infelizmente, cada dia que passa parece não encontrarmos solução para tanta violência, e tapar nossos olhos para a realidade é calar-se e compartilhar com o erro, não uma solução”.

Que tal: “Nossa vontade é de ter uma realidade diferente, mas infelizmente, a cada dia, não encontramos uma solução para tanta violência (PONTO) Tapar nossos olhos é calar e compartilhar o erro (PONTO) Não é uma solução”?

Está vendo como o ponto ajuda a “pentear” as frases? Com elas mais curtinhas, a gente consegue controlar melhor o sentido e até melhorar as palavras. Fica uma boniteza!

Cuidado com as locuções adverbiais. A gente não deve usar qualquer uma. Que história é essa que a mídia preocupa os pais “há alguns dias”? Alguns dias? Nossa! Faz décadas! Milhares de dias!

Por fim, revise a pontuação. Coloque menos vírgula e mais ponto. Não separe o sujeito do verbo. E, por favor, a não ser que você saiba usá-lo muito bem, não abuse do ponto-e-vírgula. Ele é mais delicado e exigente do que parece.


* Philio Terzakis é jornalista e mestre em letras, Philio está à frente da Letra, que oferece cursos de redação e francês. Ex-repórter do Correio Braziliense, do Jornal de Brasília e do Jornal da Paraíba, morou cinco anos em Paris, onde concluiu o mestrado e trabalhou como jornalista.

 

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