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Expansão Europeia e a Conquista do Brasil, A

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O feudalismo, sistema econômico, social e político que caracterizou boa parte da vida europeia no período medieval, alcançou grande expressão entre os séculos IX e XIII. Sabemos que, neste tipo de sociedade, o poder era descentralizado, ou seja, não se concentrava nas mão de um único governante. Por outro lado, a economia feudal baseava-se principalmente a terra. Tudo o que era produzido nos feudos, tais como alimentos, roupas etc., destinava-se ao consumo imediato, não sobrando nada para o consumo imediato.

Não existindo a partir do século X as guerras e invasões que assolavam a Europa desde o século V, a população passou a crescer rapidamente. Desta forma, a produção agrícola passou a ser insuficiente, necessitando ser ampliada, pois o consumo aumentou consideravelmente. Como o sistema de então não apresentava condições para atender às crescentes necessidades da população, eis que muitos produtos precisaram ser buscados em outras regiões, por meio do comércio a longa distância. Nesta etapa, surgiram os mercadores, que eram pessoas não absorvidas na atividade agrícola feudal, que se dedicavam ao comércio. Do distante oriente, eles traziam diversos produtos que eram consumidos no mercado europeu.

Com a importância do comércio desenvolvem-se as cidades ou burgos, como eram chamadas na época. A palavra burgo originou a expressão "burgueses", que servia para designar a nova classe social constituída de pessoas desvinculadas das terras feudais e que viviam da atividade comercial.

Esta atividade intensificou-se entre os séculos XII e XV, sendo a sua base a importação europeia de diversos produtos originários do Oriente, como o cravo, a canela, a pimenta, a noz-moscada e o gengibre, denominados, de uma forma generalizada, de especiarias. Além deles, eram importados porcelanas, tecidos finos, perfumes, marfim e outro, oriundos da Ásia e do Norte da África.

As cidades de Gênova e Veneza desempenharam papel de destaque na realização de todo esse comércio d especiarias e produtos de luxo. Os mercadores dessas cidades, navegando pelo mar Mediterrâneo e recebendo os produtos vindos do Oriente nos portos de Constantinopla, Trípoli, Alexandria e Túnis se encarregavam de revendê-los com grande lucros no mercado europeu. Note-se porém que, antes de chegar aos portos do Mediterrâneo, tais produtos atravessavam longos trechos por terra e mar, denominados de rotas de comércio, envolvendo inúmero intermediários, geralmente árabes, que cobravam altos preços para revendê-los.

Foi diante deste quadro que Portugal lançou-se à expansão marítima.


 

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