[Lygia Bojunga Nunes]A Casa da Madrinha apresenta uma história infanto-juvenil que gira em torno de um menino da periferia do RJ e um pavão 'diferente'. Ao final no nos fica uma lição muito importante, que é o poder que cada criança, ou ser humano detém em si, porém nos nossos dias conturbados e invadidos pela mídia se encontra relegado ao esquecimento, que é o de brincar com o imaginário,Pressione TAB e depois F para ouvir o conteúdo principal desta tela. Para pular essa leitura pressione TAB e depois F. Para pausar a leitura pressione D (primeira tecla à esquerda do F), para continuar pressione G (primeira tecla à direita do F). Para ir ao menu principal pressione a tecla J e depois F. Pressione F para ouvir essa instrução novamente.

Título do artigo: A Casa da Madrinha

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[Lygia Bojunga Nunes]

A Casa da Madrinha apresenta uma história infanto-juvenil que gira em torno de um menino da periferia do RJ e um pavão 'diferente'. Ao final no nos fica uma lição muito importante, que é o poder que cada criança, ou ser humano detém em si, porém nos nossos dias conturbados e invadidos pela mídia se encontra relegado ao esquecimento, que é o de brincar com o imaginário, com a fantasia.

Alexandre, protagonista da história, encontra-se numa cidadezinha do interior. Traz consigo uma caixa de sorvete contendo utensílios domésticos: garfo, colher e faca 'e tinha também um toco de lápis, um livro de história, uma caneca e uma panela'. Embaixo de uma mangueira, o garoto faz o maior suspense para apresentar seu grande número:

'- Atenção, atenção! Vocês já viram um pavão? Aposto que não. Ainda mais um pavão como o meu: ele fala, ele dança, ele sabe fazer música, ele é genial!'

Todos olham em volta, procurando o pavão e nada vêem, Alexandre se aproveita da curiosidade para pedir donativo.

Recebe como pagamento do show: bananas, balas, flores...mas dinheiro, nenhuma moeda.

Enquanto o espetáculo vai transcorrendo, Vera se achega às pessoas, curiosa por saber como o menino fará para apresentar tudo o que Alexandre anuncia. Com truques que ninguém desconfia, o pavão satisfaz as expectativas do público, ao ponto de no final o animal recitar o Verso da Despedida, na língua dru, língua falada por pavão. É o que pede o seu fiel amigo pavão.

Animados, os espectadores jogam o dinheiro no chão.

Após essa dança derradeira, o Pavão desmaia de cansaço. O povo começa a retirar-se, enquanto Alexandre vai desembrulhando os donativos e comendo-os. Vera não foi embora, ficou, pois queria saber dos mistérios da mágica do Pavão. Quis saber o que existia além da cerca que avistava. Vera não soube responder porque só conhecia até a cerca.

Alexandre se admirou pela falta de curiosidade de Vera, que nunca foi além da cerca, porque todos diziam que não deveriam ultrapassá-la. Em seguida, a menina interroga Alexandre sobre as suas origens, ao saber que foi morar na cidade do Cristo Redentor.

Pela correspondência que mantém com a prima, fica sabendo que naquela cidade as crianças não conhecem bichos como coelho, paca, tatu e galinha, 'só assada na mesa já pronta pra comer'.

Vera diz que mora no fundo de uma plantação de flores, à margem de um rio, que mais tarde lhe mostrará todas as belezas do lugar. Vera 'espiou Alexandre de rabo de olho. Ele era mais queimado do que ela, mais alto, falava mais gostoso, tinha roupa velha e pé no chão'.

Alexandre informa à menina que encontrou o Pavão no caminho da casa de sua madrinha. Vera fica triste, ante a expectativa de não mais ver nem conversar com Alexandre, por que já tinha muita estima. Passam a conversar sobre a vida do garoto, enquanto morava no RJ. Conta-lhe da sua vida de vendedor ambulante, em sinaleiras e praias da capital. Conta das dificuldades, que não eram só dele, pois havia muitas outras crianças na mesma situação.

Alexandre começa a contar da viagem desde que se despediu da família, dizendo que iria visitar a madrinha. Cansado de tanto caminhar, pegou 'carona num caminhão'. Depois da fazenda o caminhão voltou e eu tive que andar de novo. Conta que parou no meio da mata e sentou num toco. Em seguida surgiu um nevoeiro que não lhe permitia ver nada. Aqui o nevoeiro é visto como personagem, na fala do narrador. Nisto esbarrou no Pavão, pediu desculpa. Começaram a conversar. Como o pavão estava meio desmemoriado, só fazia repetir as palavras de Alexandre, situação que o fez concluir ser o pavão bicho muito esquisito.

De repente o nevoeiro começa a desaparecer e o garoto, que apesar do medo estava muito curioso, constata a beleza ímpar do Pavão. Durante o resto do dia o Pavão seguiu Alexandre, porém nada conversaram. Antes de seguir viagem, o menino voltou para pegar sua caixa de sorvete com seus pertences. A certa altura da viagem, Alexandre se admirou, pois o Pavão o chamou e começou a falar sobre a vida dele. De repente, o Pavão teve um tilte e não conseguia mais conversar direito, só repetia, novamente, a fala de Alexandre. O menino viu que, 'sem mais nem menos de novo, o Pavão tinha deixado de pensar normal, de falar normal, de mexer...' Saí o menino começou a contar para a Vera que o Pavão só pensava umas gotinhas de pensamento por dia, em consequência do atraso que seus cinco proprietários provocaram no pensamento do animal, com o intuito de ele pensar só o que cada um querias que ele pensasse. Antes o Pavão era normal e falava normalmente, porém a cobiça dos homens dou maior e quiseram ganhar dinheiro com o bichinho.

Alexandre conta para a Vera que 'antes de fazer sucesso, ele [o Pavão] não tinha dono nenhum. Mas foi só começar aquela história de todo mundo querer ver a beleza do Pavão que apareceram logo cinco donos: um disse que o Pavão tinha nascido no jardim dele e então era dele. O vizinho disse que ele é que dava comida pro Pavão e então o Pavão era dele; uma mulher disse que ela é que tinha dado o Pavão pro dono do jardim e que então ela era a primeira dona: uma outra disse: 'Historia! A mãe do Pavão era minha; se eu era dona d mãe sou dona dos filhos também', e aí o quinto dono resolveu: 'O Pavão não tem nada que topar ou não topar esse negócio da gente cobrar entrada; a gente é que é dono, a gente é que resolve, pronto!' E os outros quatro também disseram: 'pronto'. O Pavão não topou e pensou em fazer uma viagem de navio. Os donos prenderam-no pela pata, mas se soltou. Prenderam pelo pescoço. Se soltou. Prenderam pelas penas. Se soltou. Por fim, resolveram acabar com a mania do Pavão se soltar. Levaram-no para 'uma escola feita de propósito pra atrasar o pensamento dos alunos'.

'A escola pra onde levaram o Pavão se chamava a Escola Osarta do Pensamento. Bolaram o nome da escola pra não dar muito na vista. A escola dispunha de três cursos: O Curso Papo, o Curso Linha, e o Curso Filtro. No Curso Papo, conversavam bastante, porém o Pavão não podia emitir opiniões. Se assim o fazia, colocavam-no de castigo. Este primeiro curso criava medo de tudo, no aluno, pois quanto mais apavorado o aluno ia ficando, mais o pensamento dele ia atrasando. Para nada ouvir, o Pavão resolveu tapar os ouvidos com cera, pois assim não ficava com medo de tudo o que eles diziam. Vendo que o primeiro curso em nada adiantara, levaram o Pavão para o Curso Linha. Este curso era para costurar o pensamento do Pavão no que seus donos queriam. Travou-se uma briga entre eles até resolverem o que é que sumia e o que não sumia no costura do pensamento. Até na hora de escolherem a cor da linha para operação os cinco donos discutiram. Não conseguiram fazer a operação, pois o Pavão conseguiu sempre arrebentar a linha. Desistiram e encaminharam o animal para o terceiro curso: Curso Filtro. Nesse curso colocariam um filtro na cabeça do Pavão e filtrariam seus pensamentos. A operação foi um sucesso. Trancaram bem a torneirinha do filtro para só passar um pouquinho de cada vez. O Pavão começou a fazer o que seus donos mandavam . Um dia, quando a torneirinha falhou e o pensamento do Pavão fluiu normalmente, conheceu um marinheiro: João da Mil e Uma Namoradas, que gostava muito de presentear as garotas em cada porto que o navio atracava. O marinheiro levou o Pavão para bordo e presenteou suas namoradas com as lindas penas do Pavão.

Neste trecho da história, a mãe de Vera chama a menina para jantar. A família de Vera tem mania de relógio. Todos os seus gestos são marcados por horas: hora para comer, levantar, brincar, estudar, ver televisão...

No dia seguinte Alexandre conhece o pai de Vera, que era plantador de flor. A menina trouxe comida para ele e o Pavão. Vera estava intrigada com o show do dia anterior. Alexandre desvendou-lhe o mistério. Os pais de Vera não estavam gostando muito daquela amizade entre os dois, pois Alexandre era um menino largado no mundo, sem perspectivas de futuro. O menino explica a Vera que ele tem família e casa, portanto não está largado no mundo. Está com o Pavão, indo para a casa da madrinha, aquela de cuja casa Augusto, seu irmão, lhe contara lindas histórias. Apesar de muito pobres, Augusto e Alexandre se gostavam muito e eram bons amigos. Um dia Augusto falou em casa que estava na hora de Alexandre ir para escola, porém a pobreza familiar o obrigava a trabalhar para ajudar com as despesas. Ficou acertado que estudaria durante a semana, e nos fins de semana trabalharia.

A professora de Alexandre tinha uma maleta repleta de surpresas. Dessa maleta ela tirava as coisas mais inusitadas. Eram pacotes coloridos. Cada cor representava uma aula diferente. Azul, dia de inventar brincadeiras; vermelho, dia de viajar através de retratos; verde, dia de contar histórias, e assim muitos outros pacotes, de muitas cores. Num dia do pacote verde, Alexandre contou para seus colegas de classe sobre a sua vida, seu trabalho. Os pais não estavam gostando muito daquela professora. Surrupiaram sua maleta e ela não pôde mais lecionar. A situação na casa de Alexandre piorou tanto que ele teve de desistir da escola. Augusto arrumou um serviço e viajou para trabalhar em São Paulo. Mas na última noite que passou com o irmão despertou-lhe a curiosidade, a respeito da casa da madrinha dele. Contou histórias lindas.

Quando Alexandre chegou ao ponto em que discorria sobre o dia que resolveu viajar para a casa da madrinha, Vera olhou para o relógio e viu que estava na hora de ir embora.

Quando se reencontraram, recomeçaram a conversar a partir do marinheiro João das Mil e Uma Namoradas. Contou da viagem do Pavão e de como ele ficou despenado, após algum tempo de viagem, pois o marinheiro tinha namorada que não acabava mais.

O veterinário tratou bem do Pavão, até deixá-lo novamente lindo e maravilhoso. Foi levado para um zôo e vivia uma vida muito boa, até que Joca, vigia do Jardim Zoológico, resolveu roubá-lo para apresentá-lo como número principal na escola de samba na qual fazia parte da bateria. O tempo passou, Joca envelheceu e já não batucava bem. O pessoal da escola de samba disse que seu tempo se esgotara. Foi quando o vigia do zoológico teve a ideia de levar o Pavão para a escola de samba, em troca da sua permanência na bateria. Seu Joca um dia ficou surdo e não teve mais como batucar na escola de samba. Foi mandado embora. Nesse dia, sua consciência pesou e ele decidiu devolver o Pavão para o zoológico. Porém, ao ler um anúncio chique, seu Joca optou por vender o Pavão para uma família rica, que queria enfeitar seu jardim com aves raras.

Lá foi o Pavão morar naqueles belos jardins, na companhia de dois cachorrões. Após alguns dias e noites de solidão naquela casa, Pavão conhece a Gata da Capa, gata vira-lata, que se escondia atrás de uma capa maior que seu corpo. O Pavão ficou maravilhado com a bichana. Diziam que vira-lata tinha pulga; sujava tudo; diziam que vira-latice pegava: era só bater muito papo com um vira-lata pra gente ir se vira-latando também. E então enxotaram a Gata da Capa de tudo quanto era lugar. Por isso ela se escondia na capa de chuva, e levantava a gola, e puxava o capuz, e vivia procurando um lugar pra se esconder ainda melhor do que a capa.

Um dia a casa é vendida e demolida. O Pavão foi levado para a casa de uns amigos da família, porém foge e vai atrás da Gata da Capa. Quando Alexandre encontra o Pavão, na verdade este está procurando a Gata da Capa.

A mãe de Vera vem chamá-la, interrompendo a conversa dos dois.

No outro dia, Vera foi obrigada a falar para Alexandre que ele não poderia ficar na casa das ferramentas do pai dela, que precisava ir embora, pois seus pais o consideravam um menino largado. Alexandre tentou argumentar, mas viu que não adiantaria nada, pois gente grande não entendia os objetivos das crianças. Vera permitiu, às escondidas de seus pais, que Alexandre ficasse mais alguns dias. No dia seguinte Vera veio para conversar com o amigo, mas ele não estava, tinha ido à cidade mais próxima fazer um show, para angariar fundos para a sua viagem.

Um dia depois, Vera dá dinheiro a Alexandre, que seus pais mandaram para ele ir embora. Vera tentou arrumar desculpas para justificar os atos de seus pais, porém Alexandre não as acatava, porque os pais da menina não gostava dele. Quando Alexandre, finalmente conformado, resolve despedir-se para ir embora, em vez de dar tchau perguntou a Vera se ela não queria andar a cavalo. Como não há cavalos pela redondeza, Alexandre lhe ensina como é que se chama cavalo, gritando todos juntos: Alexandre, Vera e o Pavão. O cavalo Ah aparece e têm início as últimas aventuras que é atravessar a cerca, visitar a casa da madrinha, reencontrar Augusto, a Gata da Capa e a maleta da professora.

Após atravessarem a cerca, o cavalo foi sumindo aos poucos e as crianças foram ficando com muito medo. Superaram o medo desenhando no escuro, por considerá-lo um quadro-negro.

Desenharam casa, árvore, onda no mar, flor, rio...Por fim, resolveram desenhar a cara do medo, até quase morrerem de rir, pela fisionomia engraçada que lhe iam dando. Em seguida Alexandre desenhou uma porta, com maçaneta, fechadura, chave. Rodaram a chave na fechadura, abriram a porta 'e os três saíram do escuro'. Reencontraram Ah, o cavalo, e uma estrada iluminada que levava à casa da madrinha, descrita por Augusto.

Entraram na casa, onde encontraram a Gata da Capa, com um recado da madrinha dizendo que precisou viajar, mas que poderiam ficar à vontade, por quanto tempo quisessem. O Pavão ficou muito feliz de reencontrar aquela Gata por quem já estava apaixonado.

Com a ajuda de Alexandre, a Gata da Capa enfiou um saca-rolhas na cabeça do Pavão e arrancou o filtro que impedia a fluidez dos seus pensamentos, dizendo-lhe que alguém, sabendo que a qualquer momento ele chegaria à casa da madrinha de Alexandre, deixara-lhe um baú cheinho de fantasias de carnaval. No portão, o Pavão constatou que havia sido seu Joca, o da bateria da escola de samba, o emissário daquele presente. Abriram o baú e o portão ficou com clima de carnaval. Brincaram bastante, até que Vera olhou pela janela e viu o cavalo brincando na praia, à beira-mar. Todos ficaram com vontade de brincar na água. Como aquela casa e tudo que havia lá dentro era resultante de uma fantasia, abriram um armário que dava roupas e, de uma gaveta, tiraram roupas de banho.

Quando se cansaram, voltaram para casa, esfaimados. Abriram o armário que dava comida e se fartaram. Tocam a campainha, ao atender Alexandre tem uma agradável surpresa: Augusto voltara de São Paulo e fora visitá-lo na casa da madrinha. À noite, Augusto contou-lhe histórias lindas até pegarem no sono. No princípio do outro dia, Vera acordou antes dos outros e pediu que a casa se trancasse, não deixando sair lá de dentro, onde Alexandre e seus amigos seriam sempre felizes, pois não lhes faltaria nem roupa, nem comida, nem brincadeiras, que é tudo que criança precisa. Mas a janela, que sempre vivia emperrada, por birra, para ser do contra, naquela manhã, ao ouvir os pedidos de Vera, resolveu abrir-se. Com o barulho todos se acordaram.

Vera tentou fugir montada no Ah, mas ele empacou. Alexandre perguntou aonde ela iria e ela disse que embora, mas Ah não desempacava. Todos ficaram com vontade de andar a cavalo. Todos montaram e o cavalo saiu em disparada, deixando para trás o morro de flores, a praia, a mata. Sem atravessarem o escuro, Vera constatou que estavam do lado de cá da cerca e que o medo não tivera tempo de assustá-los. Ao transpor a cerca, constataram que o escuro estava agora do outro lado. Ah foi desaparecendo, Augusto não atendeu ao chamado de Alexandre, a Gata não respondeu ao Pavão quando ele a chamou. Enfim, Alexandre concluiu que a Gata e Augusto tinham voltado com Ah para a casa da madrinha. Se ele voltasse para a casa da madrinha, reencontrá-los-ia. Vera ficou intrigada porque, mesmo chamando, Ah não apareceria mais. Alexandre lhe disse que voltaria a pé. Nisto, Vera viu que seus pais estavam chegando e saiu em disparada, com medo de que estivesse muito atrasada, pois naquela viagem maravilhosa perdera a noção do tempo.

Vera não conseguiu dormir bem naquela noite. Tivera pesadelos. Alexandre arranha na janela e Vera observa que o sol, àquela hora da manhã, já está forte. Alexandre conta que tentou de todas as maneiras, mas não conseguiu mais reinventar o Ah, por isto estava indo embora, para a casa da madrinha. Prometeu escrever-lhe quando lá chegasse. Ao abrir a caixa de sorvete para pegar o lápis, viu que a flor amarela que escondia a chave da casa da madrinha estava lá dentro. Ficou muito feliz. Vera, porém, pensou: 'por que será que ele tá achando que a flor que eu botei na mala é a flor que enfeitava a porta azul? Essa alamanda é muito menor...' Se assustou quando Alexandre enfiou a mão dentro da flor e de lá tirou a chave da casa da sua madrinha. Falou para Vera: ' - Que legal! Agora vou viajar com a chave d casa no bolso, não vou ter mais problema nenhum. Lembra o que o Augusto falou? [...] Ele disse que no dia que eu botasse a chave da casa no bolso, o medo não ganhava mais de mim - Riu - Já pensou? Agora eu posso viajar toda a vida. Quando o medo bater eu ganho dele e pronto. [...] se abraçaram. Forte, depressa. Alexandre pendurou a mala no ombro e foi andando, o Pavão emparelhou com ele. Foram sumindo e sumindo; e aí sumiram de vez numa dobra do caminho.'