Quando pensamos em liderança, a primeira imagem que vem a mente é a de uma pessoa iluminada andando na frente com um grupo de seguidores tentando correr atrás. Nada mais obsoleto que esta visão do papel do líder. Os verdadeiros líderes não forPressione TAB e depois F para ouvir o conteúdo principal desta tela. Para pular essa leitura pressione TAB e depois F. Para pausar a leitura pressione D (primeira tecla à esquerda do F), para continuar pressione G (primeira tecla à direita do F). Para ir ao menu principal pressione a tecla J e depois F. Pressione F para ouvir essa instrução novamente.

Título do artigo: Forme outros líderes, não apenas seguidores

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Quando pensamos em liderança, a primeira imagem que vem a mente é a de uma pessoa iluminada andando na frente com um grupo de seguidores tentando correr atrás. Nada mais obsoleto que esta visão do papel do líder. Os verdadeiros líderes não formam apenas seguidores -- formam outros líderes!

Talvez você compreenda melhor essa provocação se me acompanhar em uma analogia. Vamos pensar como evoluiu a percepção sobre o que é ser um “gênio”. No passado, era aquele que saía de dentro da lâmpada, lembra? Genial era inventar um produto, fazer uma descoberta científica ou ter um lampejo de inspiração em um momento mágico. Quando a inovação e a imaginação humana tornaram-se a matéria prima que diferencia o sucesso do fracasso, o gênio passou a ser aquele capaz de criar um ambiente que permita a genialidade dos outros florescer e contribuir para o sucesso empresarial. Longe do culto à uma personalidade ou aos seus feitos no passado, o “gênio” é aquele que cria condições favoráveis para despertar a genialidade nos outros. Um exemplo universal é o Walt Disney que foi genial não apenas porque criou personagens como o Mickey e o Pato Donald. Ele o foi porque criou uma cultura empresarial onde novos personagens de sucesso continuam sendo criados mesmo após seu desaparecimento há bastante tempo.

Voltando ao questionamento inicial, o líder competente não é mais aquele que tem  atrás de si um grupo de pessoas que segue fielmente o rumo traçado e são recompensados pela sua lealdade. Essa é uma visão elitista da liderança que precisa ser desmistificada. Os líderes competentes são aqueles que tem em torno de si  pessoas capazes de exercer a liderança  quando necessário. Eles criam estruturas, mecanismos, atitudes e posturas que estimulam o desenvolvimento do líder que existe dentro de cada um com quem convive. Formam, assim, outros líderes.
 
E fazem isso porque já perceberam que as empresas necessitam de líderes em quantidade muito maior que no passado.

Parece inquestionável que em vez de poucos líderes no topo da pirâmide como no passado, as empresas competitivas passaram a necessitar de muitos líderes em todos os níveis. As empresas vencedoras serão aquelas que souberem montar verdadeiras “fábricas de líderes” de qualidade, não apenas produtos de qualidade. 
           
O líder eficaz passou a ser quem souber criar condições para que a liderança se manifeste nas outras pessoas. Em vez do mítico líder carismático que serviu de modelo na Era do Comando, os líderes eficazes serão aqueles capazes de arquitetar e implantar formas de organização que permitem o florescimento da liderança nos outros. Muito diferente daqueles líderes que sofrem da “Síndrome da Branca de Neve” e preferem se cercar de pessoas menores para brilhar na incompetência da sua equipe. Ou na lealdade cega de seus seguidores.           

Os líderes dessa era que se finda foram especialistas em construir “paredes” que delimitavam o território de seus departamentos e brilharam na especialização de atividades. Formaram seguidores baseados na cultura do “cada macaco no seu galho” e no “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Daqui para frente vão brilhar os líderes que souberem formar outros líderes, que souberem construir “pontes” entre os diversos departamentos, entre a empresa e seus clientes, com seus canais de distribuição, investidores e comunidades onde atuam. Mas isso é tema para o blog da próxima semana que vai propor que você seja um “líder 360 graus”, e deixar de ser apenas um líder “90 graus” como a maioria ainda é hoje.

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