O líder e sua fala

Aucélio Gusmão

por:

sobre: Administração

Uma característica notória que distingue os líderes é seu discurso. Habilidade de falar, de interagir com seus liderados, exige conteúdo, geralmente capaz de interpretar fatos e comover quem os ouvem.

Quem determina o tempo do pronunciamento é o assunto e não o desejo de falar simplesmente. É preciso que comunique ou não passou de um falatório sem objetivo, enfadonho.

Um dos parâmetros importantes para se auferir o teor de uma liderança é a quantidade de vezes que é citado nos discursos dos outros. Sua fala determina regra geral o pensamento que irá dominar. A partir desta constatação, obviamente, os demais oradores se fixarão nos pontos de maior relevância citados.

O líder deve falar sempre para a mente e o coração de seus liderados, seja qual for a posição funcional deles na empresa. A emoção que deve transmitir serve de néctar para impulsionar positivamente as atitudes de todos.

Neste contexto cuidados devem ser observados. E o maior deles gravita entre o empolgante e o ridículo, fronteira que não é muito fácil de ser identificada. Para tanto, algumas regras são mandatárias.

Não se exponha ao falar de coisas que não lhe entusiasmem. Isto não é bom, pois será percebido pela plateia, que se perderá do foco, se distrairá, não prestará a atenção necessária e o orador perderá credibilidade. Outros manifestam de alguma forma irritação ao dissecar o assunto, achando certamente que esta atitude ensejará liderança e prenderá a atenção. Não é a verdade. Aristóteles o grande pensador ensinou, irrite-se com a pessoa certa, do jeito certo, na hora certa e pelo motivo certo.

Na verdade, as pessoas capazes da melhor comunicação não nascem feitas, são frutos da persistência como dizia Chaplin. As apresentações servem para manifestar seus pontos de vista. O cuidado especial não pode faltar, traduzido por integridade, clareza e honestidade, condições essenciais para conquistar mentes e corações.

Humildade. O caminho mais curto para o fracasso é a arrogância. O arrogante já começa perdendo, avaliado com má vontade, prepotente e chato. Perde a admiração dos circunstantes, dificilmente se sairá bem.

Não confunda respeito com popularidade. Mostre desde o início uma interação de respeito mútuo, onde não procura ser o dono da verdade nem descobridor da pólvora. Algo que não é seu, não se aproprie, é antiético, importante citar o autor.

Ao falar o líder demonstra o seu caráter. Uma regra interessante é ajustar o que está dizendo com sua prática habitual. O desajuste percebido tira muito do brilho. Não economize bom senso.

Sigam o seguinte e se darão bem: sejam portadores de lealdade ao defender suas convicções; procurem insistentemente se aperfeiçoarem; se disponham a mudar se imperioso for; coerência ao expor suas ideias, não se esquecendo da responsabilidade e honestidade; finalmente, mantenham a estabilidade e o equilíbrio.

Quem determina o tempo do pronunciamento é o assunto e não o desejo de falar simplesmente. É preciso que comunique ou não passou de um falatório sem objetivo, enfadonho.


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