A convivência associativa exige das pessoas regras e comportamentos universais, na medida em que bens e costumes são compartilhados. Neste sentido, consensualmente, os direitos e deveres são iguais. Todavia, existem pessoas que colocam sPressione TAB e depois F para ouvir o conteúdo principal desta tela. Para pular essa leitura pressione TAB e depois F. Para pausar a leitura pressione D (primeira tecla à esquerda do F), para continuar pressione G (primeira tecla à direita do F). Para ir ao menu principal pressione a tecla J e depois F. Pressione F para ouvir essa instrução novamente.

Título do artigo: Associativismo e participação

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A convivência associativa exige das pessoas regras e comportamentos universais, na medida em que bens e costumes são compartilhados.

Neste sentido, consensualmente, os direitos e deveres são iguais. Todavia, existem pessoas que colocam seus valores acima de tudo e de todos, acreditando que só suas verdades são verdadeiras.

Não é nosso propósito querer que todas as pessoas pensem da mesma maneira, rendam-se totalmente a uma liderança, de tal forma que abdiquem do direito de pensar, de ter posições próprias.

Refiro-me a necessidade do acatamento das decisões da maioria. Divergir faz parte de todo debate. Discutam e divirjam, é exercitar a democracia, mas acatem o pensamento majoritário.

Não confundam conduta obstinada com obsessiva. Os obstinados são portadores de coragem moral evidente, defendem com vigor suas posições, contudo não se esquecem de embasá-las em critérios racionais.

Os obsessivos são portadores de ideias fixas, manias, resultantes ou não de sentimentos recalcados, que dominam de maneira antipática e não construtiva, seus comportamentos.

Desperdiçam quem sabe uma inteligência privilegiada ou criativa, na medida em que se focam em mesquinharias ou teses menores, de caráter pessoal, esquecendo-se da visão macro dos problemas da associação, que seriam certamente enriquecidas com seus engajamentos.

Passam imagens negativas, quando pretendiam de progressista, trabalhador incansável, eterno vigilante. Na verdade, se colocam todas às vezes na contramão da história, são intransigentes.

Quase sempre desconhecem o “feeling” das questões e, consequentemente, das decisões. Posicionam-se contrariamente a tudo, sem critério, mas na base do inconsciente ser contra, oposição.

Quando participam de reuniões, o fazem com julgamentos preconcebidos, geralmente equivocados, ensejando intervenções descabidas ou fora de propósitos.

Preferem a crítica à sugestão. Distorcem imagens positivas custosamente plantadas. Têm divergências pessoais, vingam-se na associação, esquecidos de que esta nada tem a ver com questões pessoais e também sairá perdendo.

A lealdade é fundamental em qualquer parceria, a não ser que pensem como na fábula do escorpião e da rã. Ante a possibilidade de que morrer entre o fogo que ardia na floresta e o rio que se colocava a sua frente, ao avistar uma rã que iria nadar até a outra margem, fez-lhe um pedido: Leva-me até a outra margem nas tuas costas! A pobre rã respondeu: Mas és venenoso! O que o escorpião respondeu: Não tem problema. Se eu te picar, morrerei também.

A rã aceitou. No meio da trajetória, sente uma terrível dor e exclama “não é possível, morremos juntos”, ao tempo que o escorpião aos gritos, respondeu-lhe: Desculpe-me, é a minha natureza!

Divergir faz parte de todo debate. Discutam e divirjam, é exercitar a democracia, mas acatem o pensamento majoritário.