O modelo desenvolvimentista do nosso País repercute muito pouco no social. Concentra a renda, vê o campo como oportunidade secundária, assiste complacente ao êxodo rural e à favelização dos centros urbanos, enseja um aumento avassalador de violPressione TAB e depois F para ouvir o conteúdo principal desta tela. Para pular essa leitura pressione TAB e depois F. Para pausar a leitura pressione D (primeira tecla à esquerda do F), para continuar pressione G (primeira tecla à direita do F). Para ir ao menu principal pressione a tecla J e depois F. Pressione F para ouvir essa instrução novamente.

Título do artigo: Qualidade de vida

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O modelo desenvolvimentista do nosso País repercute muito pouco no social. Concentra a renda, vê o campo como oportunidade secundária, assiste complacente ao êxodo rural e à favelização dos centros urbanos, enseja um aumento avassalador de violência. Na verdade, penaliza o cidadão, a cidadania e a qualidade de vida, na medida em que reduz as chances gerais.

Do governo, se espera sensibilidade e vontade política. Da sociedade civil, consciência em torno da problemática, sair de uma prática reivindicatória tradicional, clientelista e piegas, sem consequências, para uma ação mais efetiva, misto de pressão e ajuda de soluções.

Como? A base da evolução das sociedades é a participação. É associação, informação, é chegar junto pela imaginação e pelo sentimento.

O associativismo é assim. Consciência, objetivos comuns, mobilização, somação de esforços. Organização, respeito, multiplicação de forças, conquistas, a cooperação fazendo acontecer.

Mas para que haja adesão, haverá de permear entre os circunstantes confiança e objetivos finais conhecidos e coincidentes. É o efeito grupal, se sentir integrante e a palavra chave que energiza e define, envolvimento.Resta o sentimento.

O sentimento é uma das virtudes mais sensacionais da criatura humana. Responde pelo entusiasmo, emoção, pesar, amor, afeto, desgosto e disposição afetiva com relação a moral e ao lado intelectual.

A integração pelo sentimento é sublime racionalidade. No Pequeno Príncipe, Exupéry disse: "Os homens compram tudo prontinho nas lojas. Como não existem lojas de amigos, o homem não tem mais amigos."

Felizmente não chegamos a tanto, contudo, concordamos que vivenciamos uma crise nos relacionamentos interpessoais. Amizade como virtude é prática que claudica. Somos mais "conhecidos" que "amigos". Penso que tudo seja influenciado pelo mundo extremamente competitivo dos dias atuais.

São conceitos verdadeiros. Com coragem "a primeira qualidade do homem e que garante todas as outras" segundo Aristóteles, harmonizem ações e as palavras participação, associativismo, envolvimento, adesão, integração, sentimento e amizade, o justo caminho da cooperação, do ganho coletivo.

O entendimento desta problemática na sua extensão é um grande facilitador de bons resultados. A somação de esforços faz acontecer e responde por qualidade de vida.